quarta-feira, 11 de junho de 2014

BRASIL, BRASILEIRO - Por Rodrigo Curty

O Brasil está bem perto de abrir a 20ª Copa do Mundo da FIFA. Lá se foram quase sete anos de preparação, promessas, erros, acertos e desconfiança. Amanhã a bola vai rolar para o maior espetáculo da Terra, no que diz respeito ao esporte bretão.
O país sofreu, sofrerá, envolveu e se envolverá demais com o evento. As questões políticas atrapalharam e muito a expectativa de fazer de fato a maior Copa do Mundo de todas já vista. O povo tem muita razão de reclamar, exigir a todo momento pontos primordiais para o desenvolvimento do Brasil como educação, saúde e mobilidade urbana, mas no fundo, eu espero e torço para que os que mais odeiam o futebol, a corrupção, as manobras, que simplesmente são esquecidas e não resolvidas, entendam que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
A beleza do futebol não pode ser manchada pelas brutalidades extracampo. As Seleções estrangeiras, os turistas, os comerciantes honestos deste país não podem pagar a conta do péssimo governo que tivemos nos últimos anos. Eles merecem toda a nossa atenção e entender que aqui também existem pessoas sérias, educadas e receptivas.
Já é possível ver a transformação de Norte a Sul, mesmo que quase aos 45' do segundo tempo. Aos poucos passam de uma decoração normal para modestas e excêntricas. As ruas, casas, parques ganham as cores verde-amarela. O sorriso no rosto, a sensação de que somos de fato o centro das atenções mundiais deve prevalecer, mas é fato de que teremos os extremos com suas justas e também desorganizadas manifestações. Volto a dizer que tudo é válido, desde que não prejudique o próximo.
Resta apenas um dia para termos a festa de abertura e um mês de confrontos que prometem ser eletrizantes. Se fora dos campos a Copa ficará devendo mais de 60% do prometido como conclusões de aeroportos, mobilidade urbana, tecnologia, entre outras coisas, dentro dos gramados, das exageradas, mas confirmadas 12 sedes, essa tem tudo para ser a mais brilhante. Serão confrontos de vários campeões mundiais, afinal temos pelo menos dois grupos considerados o da "morte". A partir das oitavas de final, onde provavelmente não haverá seleção sem o peso histórico da camisa, serão jogos com clima de final.
O brasileiro está magoado, revoltado e ressabiado. Tem muita razão para isso, mas terá a hora certa para cobrar e fazer a diferença. As eleições de outubro deve ser a mais equilibrada das últimas já disputadas. 
O Brasil ser ou não campeão do mundo, sinceramente não muda nada, pois o povo sabe o que deseja, o que cobra e o que espera nos próximos quatro anos, basta não perder a razão em suas atitudes. 
Assim, amanhã vale o povo brasileiro mostrar ao mundo toda a paixão, amor e admiração que cada um tem por esse país e pela camisa amarelinha, que se há tempos não assusta os adversários, merece ser encarada com respeito quando a bola rolar. A recuperação desta hegemonia começa contra a seleção da Croácia.  Boa sorte Brasil e povo brasileiro.
Até a próxima!