segunda-feira, 30 de junho de 2014

O VALOR DOS AFRICANOS - Por Rodrigo Curty

A bola voltou a rolar nesta segunda-feira pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Fifa.
As favoritas França e Alemanha entraram em campo contra as seleções africanas da Nigéria e Argélia, respectivamente e sofreram até o final para avançar a próxima fase do torneio.
O primeiro duelo ocorreu na Arena Nacional de Brasília, o estádio Mané Garrincha. Para quem esperava uma supremacia francesa, viu uma Nigéria valente e em alguns momentos assustando. De qualquer maneira Enyeama, goleiro nigeriano foi o nome do jogo. Ele fechou a meta africana. A França não apresentou o mesmo futebol visto nos confrontos contra Honduras e Suíça e cometeu as mesmas falhas, apagões do apresentado contra o Equador, porém a camisa e qualidade técnica pesaram na hora certa, e quis o destino que na falha do então paredão Enyeama, coisas do futebol, Pogba abrisse o placar e depois tivesse um gol contra de Yobo. Parabéns a França e também a Nigéria que mostrou coragem e não se entregou em nenhum momento.
Com a vitória de 2x0, os Bleus avançam e querem mais, só que com esse futebol apresentado, dificilmente dará certo contra a Alemanha que também passou sufoco, como conto a seguir. 
Na partida de Porto Alegre, Arena Beira-Rio, uma das principais favoritas para conquistar o título sofreu demais para avançar. O jogo foi muito equilibrado, a Argélia encarou os alemães sem medo, pressionando, jogando de igual para igual, e tinha em seu goleiro M'Bolhi, a certeza que hoje poderia continuar fazendo história. 
O duelo em particular com o artilheiro Muller foi sensacional. O alemão fez de tudo para estufar as redes, mas parava no paredão barbudo. Depois de não sofrer gols durante os pouco mais de 90' de jogo veio a prorrogação e, com a ela para muitos a certeza que a Alemanha iria cair diante da zebra, pois as pernas iriam sentir, o esforço até o limite da etapa complementar pesaria, o emocional, enfim, não foi nada disso. É bom que se diga que anteriormente a Argélia já havia conseguido a proeza de fazer quatro gols em uma Copa, um marco do futebol africano, mas a técnica e frieza alemã se fez presente logo no início do tempo extra com o gol de Schürrle. Daí para frente foi uma blitze alemã, pressão total e depois cadência de bola, e hora certa para o bote final. E ele veio no fim da prorrogação com Ozil. E o futebol é tão maravilhoso nessa copa que ainda deu tempo para o gol de honra de Djabou, para parabenizar o futebol dos africanos, e quem diria? Quase ainda conseguiram o empate.
Prepare a emoção para o que vem por aí. Alemanha e França, na 6ªfeira, Maracanã deve ser eletrizante. Que vença o melhor.
Até a próxima!