sexta-feira, 25 de julho de 2014

LUXEMBURGO É O CARA - Por Rodrigo Curty

E no domingo será a vez de um velho conhecido dar as caras no Flamengo. Trata-se de Vanderlei Luxemburgo e sua comissão técnica com a estreia do ex-jogador Deivid como auxiliar. Essa será a quarta passagem do treinador à frente do clube de coração. A última vez foi em 2012, quando conquistou o título invicto no carioca e levou o clube a Libertadores da América.
A pergunta que fica é: Luxemburgo realmente era o cara certo para comandar o time carioca? Se considerarmos o atual momento a resposta é não, mas sinceramente, esqueça o passado de títulos, no qual, entre tantos tem no currículo quatro brasileiros, sendo o último em 2004 e lembre-se da fase recente. Luxemburgo fez relativamente um bom trabalho no Grêmio, mas foi terrível no Fluminense, que só não caiu, bem, já sabemos o porque.
A expectativa é para que pelo menos ambos, clube e treinador tenham a humildade de reconhecerem que um precisa do outro para se reerguer. Isso parece acontecer pelo menos nos treinos físicos e táticos. O clube saíra dessa situação, mas isso ao meu ver independe de Luxa que se não ganhará os R$700 mil como na última passagem, levará nada mais, nada menos que R$350 mil, fora as oportunidades que não posso afirmar, mas tenho uma ligeira impressão, mas prefiro deixar pra lá. 
Fora isso, arrisco dizer que a Copa do Brasil é um sonho palpável, principalmente para levantar o astral e trazer as manchetes positivas à tona. Um passo de cada vez.
É importante não haver empolgações, uma vez que essa atual gestão teve um trabalho reconhecido de política de pés no chão quando assumiu, mas aos poucos retoma os caminhos errados e preocupantes dos antecessores. Para piorar, Márcio Braga e Kléber Leite, velhos conhecidos que entram sempre em cena e opinam nas transações e decisões no departamento de futebol se mostram mais oportunistas do que ajudantes.
O histórico mostra que o Flamengo errou feio com seus recentes treinadores. Investiu alto em Mano Menezes, que querendo ou não, estava no comando quando o time eliminou o poderoso Cruzeiro da Copa do Brasil, mas não tinha o grupo na mão, diferente do sucessor Jayme de Almeida, que covardemente foi demitido, sem muita explicação. Veio Ney Franco com um salário de R$400 mil e sem perfil nenhum para motivar o desgastado e enfraquecido elenco. Deu no que deu, uma campanha medonha de quatro derrotas, três empates, nenhuma vitória e a merecida lanterna no Brasileirão.
Vamos aguardar os próximos capítulos, porém o que é certo afirmar é que a hora é de muito trabalho e nenhuma vaidade. Mesclar veteranos com juventude para colocar o time em seu devido lugar, isso sem esquecer que o torcedor do Flamengo não deve fechar os olhos com o que ocorre no clube, que antes mesmo desses dirigentes já vivia um momento crítico e conturbado com dívidas, desorganização, falta de centro de treinamento e estádio, isso sem falar nas loucuras diárias com contratações e rescisões equivocadas. Está mais do que na hora do time ser forte não apenas na sua tradição, torcida e camisa, afinal esses elementos são poucos para sustentar o Clube de Regatas do Flamengo.
Boa sorte a Vanderlei Luxemburgo, que se no período ausente estudou, reciclou os conhecimentos e jogará junto tem tudo para dar certo. A reestreia será contra o Botafogo, que também segue em baixa e busca uma regularidade. Não poderia ser melhor para trazer confiança.
Até a próxima!