quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A CULPA É DE QUEM? Por Rodrigo Curty

Hoje eu poderia falar apenas sobre a merecida vitória de 1x0, na base da raça do São Paulo sobre o interessante, porém incompetente time do Huachipato (Chi), no Morumbi, pela Copa Sul-Americana.
Por que não citar os jogos da série B que está cada vez mais equilibrada na parte de cima e com a possibilidade de equipes tradicionais caindo para a série C?
Poderia falar também das belas partidas da Champions League, entre elas dos golaços da partida entre PSG e Barcelona. Outra pauta interessante seria, é claro, das partidas das quartas de final da Copa do Brasil que movimentam a noite de hoje, mas não farei isso.
É que o futebol brasileiro, apenas para variar atravessa um período crítico em sua maior instituição, a CBF. O órgão que ultimamente ou porque não, desde sua existência está sempre em evidência de forma negativa. Mas a culpa seria apenas dela? É claro que sabemos ou imaginamos que as amarrações com A ou B também colaboram para o retrato do que é nossa competição. Equipes falidas, dependentes de estatais, sem estrutura para desenvolver novos talentos, e os que fazem, infelizmente viram reféns de empresários e equipes de fora com dinheiro impossível de dizer não.
Pois bem, a CBF também é a principal culpada pelo que vimos hoje pelos gramados do futebol brasileiro, onde ainda acreditam ser o país do futebol. Ao invés da Instituição ser um exemplo de regulamento, regras, inclusões de profissionais capacitados, prefere tapar o sol com a peneira. Para piorar quando precisa tomar alguma decisão disciplinar conta com o STJD, que por sua vez faz uma lambança ainda pior e questão de posar como parte da falta de evolução.
Desta vez, acredite se quiser, o tribunal acertou com o caso Emerson Sheik, ora acertou? Claro que o cidadão, esportista ou não tem o direito de dizer aquilo que pensa expressar sua insatisfação, mas desde que assuma e aguente as consequências. Quatro partidas de suspensão ficaram sim de bom tamanho, pois em caso de punição maior, arrisco dizer que a classe de atletas, que acredite se quiser é bastante unida e menos hipócrita do que possa parecer, não aceitaria ver o jogador do Botafogo fora da competição, uma vez que a maioria pensa igual, mas não tem coragem de se expor. Não é de hoje que Sheik cria polêmica e que não está nem aí para o que pensam ou deixam de pensar, o problema é que a atitude incomoda uma grande classe.
Agora sem paixão, mas desejava ver se fosse um outro atleta que tivesse feito o que fez ou se Sheik defendesse outra agremiação, afinal o clube carioca passa por sérios problemas financeiros e de gestão, fora que dizem ter benefício do Supremo, sinceramente não sei se é o caso, basta analisarmos friamente que o Corinthians, por exemplo foi beneficiado com a pena mínima aplicada ao jogador Petros.
Cheguei nessa análise para defender que o problema CBF e STJD é o administrativo. Ambos parecem não se importar com a classe de arbitragem, que diga-se de passagem está muito ruim, porém é tido como o único culpado. Aí o grande problema. A classe está "magoada", ameaça fazer greve, ora é muito mimimi por nada. A arbitragem tem é que lutar pelos seus direitos de outra forma. Brigar por condições de trabalho mais adequado e não choramingar e reclamar da perseguição por culpa própria. 
Vamos ver se o futebol brasileiro definitivamente amadurece em todos os pontos. A Copa do Mundo passou, os exemplos de como se deve fazer foram vistos, mas infelizmente a tendência é que o país também nesse segmento engatinhe se pressa de levantar.
Até a próxima!