segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O MELHOR DOS PIORES - Por Rodrigo Curty


E hoje o dia começou mais alegre para os palmeirenses e muito triste para os que torcem para a dupla Ba-Vi. O Brasileirão 2014 chegou ao seu final. O campeonato na minha opinião ficou aquém das expectativas, se arrastou por alguns momentos e foi muito ruim tecnicamente. Longe de querer tirar o mérito do grande campeão Cruzeiro e muito menos questionar decepções como a dupla Fla-Flu, Palmeiras, Grêmio, entre outros.
Na parte de cima nenhuma surpresa pelo que fizeram no torneio e regularidade. São Paulo, Internacional, Corinthians e Atlético MG, de fato foram os melhores. Na zona intermediária, muitos apostavam que Sport, Atlético PR e Goiás brigariam para não cair, triste ilusão para os torcedores de Criciúma, Botafogo, Bahia e Vitória que contavam com isso, porém não tiveram o mínimo de competência para se salvarem.
Nessa lista não podemos esquecer de Figueirense, Coritiba, Chapecoense e Palmeiras. Esse por sinal, apesar da incompetência e uma “vontade” danada de querer retornar à série B se salvou na bacia das almas.
Como já é de costume, a última rodada reservou uma dose extra de emoção. A dupla baiana e o time palestrino lutavam pela última vaga na elite. E não é que nenhum dos três fez a lição de casa? O Bahia começou vencendo o Coritiba e depois de saber de outros resultados, perdeu o ímpeto e levou a virada. No Barradão vazio, o rubro-negro baiano não jogou absolutamente nada contra o Santos e no fim foi castigado com o gol de Thiago Ribeiro.
Já na Arena Palmeiras lotado, a expectativa era do time fazer sua parte e vencer o Atlético PR foi por água abaixo, mas graças a incompetência dos outros, o empate sofrido por 1x1, graças a pênalti polemico e Fernando Prass brilhando, o centenário não será lembrando como um fiasco total. O Palmeiras conseguiu ser o melhor dos piores, se salvou com míseros 39 pontos e tem a certeza que agora é preciso dar a volta por cima, mas com planejamento e pés no chão. Está mais do que provado que um time pode fazer uma boa campanha sem investir muito. Sinceramente avalio que o que deve ser feito é um trabalho na base, troca urgente da direção técnica e investimentos pontuais. Prass, Nathan, Victor, Gabriel e Henrique devem ser mantidos. Já a zaga, meio, inclusive Valdivia, pelo alto custo e por se valorizar demais como sendo o salvador da pátria devem sair.
Paulo Nobre terá muito trabalho para fazer a torcida apaixonada não viver novamente de gritos de “time sem vergonha”. O torcedor quer reviver os tempos áureos, vibrar com jogadores de identificação, qualidade técnica e não apenas de esforçados. Não vejo o time como sendo sem vergonha e sim muito fraco. O que pesou foi o centenário. O estádio era prioridade, agora o título virou uma obsessão misturada com obrigação. Olho no Palmeiras em 2015, pois a tendência é que invistam de forma desorganizada para dar resposta ao torcedor, assim o futuro pode ser de sucesso ou ainda mais sombrio. Faça a sua aposta.
Até a próxima!