sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

EFEITOS DA POSTURA MOLEQUE - Por Rodrigo Curty


E mais uma decisão da Copa SP de futebol JR se aproxima. Nas semifinais tivemos o bom time do Palmeiras sendo derrotado pelo surpreendente e envolvente Botafogo-SP por 2x1. O Botinha repete o feito de 1983, quando acabou derrotado na final para o Atlético - MG. A expectativa agora é para conseguir o feito contra o maior vencedor do torneio.
Sim, pela frente o time de Ribeirão Preto terá o Corinthians que passou pelo grande rival São Paulo com o placar de 3x0 e que busca o nono caneco.
Bem que eu poderia falar apenas do futebol e das possibilidades de vermos em breve novos craques ou simplesmente revelações nos times de cima, mas impossível não retratar a velha e inadmissível postura dos nossos jovens boleiros e marginais fantasiados de torcedores.
O jogo em Limeira, apesar de ter tido o ingresso cobrado para quem foi ao estádio, cordões de isolamento e planejamento de logística para cada torcedor, o que vimos e já era de se esperar foi uma briga generalizada fora do estádio. São-Paulinos e corinthianos saíram cada um pelo seu portão e se encontraram na rua de cima do Major Levy Sobrinho. A polícia interviu com bombas de gás e de acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Maurício Miranda de Queiroz, não houve feridos ou detidos.
Ora, isso é imperdoável. Enquanto houver impunidade aos agressores e motivadores de violência em estádios ou qualquer que seja o evento público, nos caberá evitarmos as participações ou no caso das presenças, rezarmos para chegarmos vivos em casa.
Agora é bom que se diga que uma das razões dessa violência que parece não ter fim é o comportamento que saí do campo para as arquibancadas. Ontem, o clássico “Majestoso” foi muito interessante e com todos os ingredientes. Provocações, cusparadas, entradas ríspidas, mas isso até o gol de Gabriel Vasconcelos. O atacante reviveu o péssimo comportamento do agora novamente corinthiano volante Cristian na semifinal do Paulista em 2009. Ele fez gestos obscenos para os torcedores do tricolor. E o pior que por ser tão novo deveria ter sido repreendido pelo seu treinador Osmar Loss e por quem estava em campo, principalmente pela arbitragem que permitiu. Mas tudo bem, é tudo lindo, normal e o que vale é a gozação dos torcedores para com os outros. Só que ninguém tem sangue de barata e muito menos discernimento para aceitar na boa esse tipo de provocação.
A final de domingo no Pacaembu promete ser quente e por que não com problemas nas imediações, uma vez que nada impedirá as tocaias de tricolores? É uma pena, se não bastasse a pobreza que é o futebol brasileiro, a nova safra que deveria ser exemplo, prova que no quesito provocação, postura marrenta e liberdade para sentir-se Deus é maior que a obrigação que é a de apenas jogar bola.   
É aguardar para ver se com o tempo, o país e os clubes desenvolverão monstros da bola ou da imaturidade.
Até a próxima!