segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NO LIMITE DA PACIÊNCIA - Por Rodrigo Curty


E a torcida do Palmeiras está chateada. A euforia que tomava conta dos alviverdes antes do duelo contra um de seus maiores rivais não foi bem digerida. O Allianz Parque, aliás ficou aquém das expectativas de ter suas dependências lotadas, principalmente pelo fato do Corinthians ter ganho o direito de levar o seu torcedor, no caso pouco mais de 1500 presentes. Agora, mais ou menos torcedores, pois brigaram entre si para ver quem colocava a tal faixa de sua organizada e, assim como os vândalos palmeirenses que quebraram as cadeiras na Arena Corinthians, também deixaram sua marca de forma negativa. Isso somente ocorre porque as leis não são executadas como deveriam.
Outro exemplo disso foi as horas que antecederam o clássico. Brigas generalizadas entre policiais e torcedores do Palmeiras, antes e depois da partida. Crianças, mulheres e famílias sofreram as consequências com a violência, bombas de efeito moral, gás de pimenta e etc. Até quando teremos que aceitar isso? Eu insisto que o país deveria se espelhar nos países de primeiro mundo que não permitem tais situações ou quando se veem reféns em cenas de vandalismo tomam as duras medidas contra os protagonistas.
A educação é o caminho, mas enquanto a cultura do pão e circo imperar, infelizmente teremos que conviver, mesmo que longe dos estádios com essa liberdade dos marginais que se sentem deuses.
E não me venha com o papo de torcida única é a solução. Não, isso não, as leis deveriam ser severas. As brigas e confrontos não ocorrem no estádio, mas fora dele e em locais estratégicos. Veja o caso da briga entre corintianos e são-paulinos no sábado. A hora é de deixar de tapar o sol com a peneira.
Mas vamos falar de bola. O clássico, de certa forma foi bem jogado. As equipes buscaram o gol a todo momento, sendo o Palmeiras mais desorganizado taticamente. É um clube em formação e que deixou nítido a necessidade de contar logo com os reforços que não estrearam no torneio, casos por exemplo, de Arouca, Amaral, Cleiton Xavier, Kelvin e Ryder e as caras conhecidas como Valdívia, Victor Luis e Nathan.
Oswaldo de Oliveira sabe que a torcida está impaciente, mas terá que lidar com isso e tentar resolver o quanto antes. A derrota para os comandados de Tite nem em outras circunstâncias seria considerada normal, e vice-versa. Futebol é assim mesmo, a questão é que quem jogou até agora, principalmente Vitor Hugo, Lucas, Alan Patrick e Leandro  não agradou muito e já causa insatisfações no torcedor.
Cada peso, uma medida. A hora é de apoiar e não fazer pressão. A tendência é que o time dê certo durante o Paulistinha, mas principalmente no Nacional. Tudo em seu tempo torcedor palestrino. Calma, pois nada é eterno.
O Corinthians mesmo voltou a sorrir, após um período ruim nas mãos de Mano Menezes. O time com Tite é outro, uma vez que já tem identidade. Não é um time que busca inicialmente dar espetáculo, mas que sabe como poucos jogar com paciência e inteligência. Ontem na vitória de 1x0, graças ao gol do sempre carrasco em clássicos Danilo, a equipe jogou com um a menos por quase o segundo tempo inteiro e, mesmo assim não deu espaços de penetração e só levou perigo com a exagerada jogada aérea. Olho no alvinegro porque darão trabalho nesse ano, independente da questionável força extracampo.
Até a próxima!