segunda-feira, 9 de março de 2015

O GRANDE JOGO DE FEIJÃO - Por Rodrigo Curty


O domingo esportivo como já é de praxe foi repleto de uma grande variedade esportiva. No futebol, por exemplo, tivemos clássicos pelo Brasil. Em São Paulo, mas uma vez deu Corinthians contra o tricolor. Em Minas, o Cruzeiro não saiu do empate em 1x1 e segue sem vencer o Galo. No Rio de Janeiro, Fred bateu recorde na carreira e ajudou o Fluminense a virar sobre a sensação Botafogo por 3x1. No Serra dourada vazio, o Goiás venceu o Atlético GO por 1x0. Esse o mesmo placar do “Laranja” Juventude contra o misto Internacional. Na bela Fortaleza, o tricolor de aço quebrou o jejum e venceu o Ceará, e por aí vai.
Como podem ver, poderia falar de vários desses jogos, dos internacionais, mas hoje vale citar muito mais o tênis.
O Brasil finalmente parece resgatar um pouco o interesse do público para esse importante esporte no país. Carente de ídolos, resta a expectativa de que novos Meligenis e Gugas surjam e incentivem os mais novos. A escola brasileira está bem longe da argentina, que tem para esse esporte um grande incentivo. Mas uma coisa é certa, o país trabalha melhor que em outros tempos e tem no capitão João Zwetsch o fruto do trabalho.
Sinceramente, se tivermos duelos e tenistas com a mesma garra mostrada ontem pelo número 1 do Brasil João " Feijão" Souza contra o 27º jogador da ATP, o valente Leonardo Mayer, esse resgate será possível. Depois de 6h42 de partida, Feijão que na última sexta-feira, defendendo pela primeira vez o país numa série de grupos mundial já tinha atuado por longas 4h57 na vitória por 3 sets a 2 sobre o argentino Carlos Berlocq merece todos os aplausos de reconhecimento na derrota que não faltou entrega. Foi uma mistura de emocional, dores musculares, alegria, tristeza e coração. Feijão valorizou demais o triunfo de Mayer. Para se ter uma ideia, o duelo bateu o recorde de horas e superou as 6h22 da vitória do americano John McEnroe sobre o sueco Mats Wilander em 1982 (9/7, 6/2, 15/17, 3/6 e 8/6). Detalhe que naquele tempo não havia o sistema de tie-break.
O duelo foi realmente histórico em todos os sentidos, nessa Copa Davis que segue à toda.  Quem vencer avança às quartas de final contra a poderosa Sérvia. O confronto entre os dois países não acontecia desde 1980. Os argentinos estão em larga vantagem. Possuem cinco vitórias contra duas do Brasil que triunfou apenas nas edições de 1972, no Rio de Janeiro, e de 1975, em São Paulo.
Por isso, as fichas estão depositadas na conta de Thomaz Bellucci que precisa vencer Federico Delbonis. O 1º set foi 6x3 para o argentino. Hoje o duelo seguirá a partir das 11h. A torcida será grande pelo brasileiro, afinal o país jamais venceu os Hermanos jogando fora de casa. Fora isso, a última vez que o Brasil passou às quartas na Copa Davis foi em 2001, quando derrotou o Marrocos e acabou derrotada para a Austrália. A equipe era formada por Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Jaime Oncins e Alexandre Simoni.
Parabéns ao tênis brasileiro.
Até a próxima!