domingo, 8 de março de 2015

O PESO DO MAJESTOSO - Por Rodrigo Curty

E nesse domingo mais uma vez teremos um clássico Majestoso. O São Paulo não vence o Corinthians há três partidas. No Morumbi, o palco de hoje o retrospecto é ainda pior. Nas doze últimas partidas foram cinco derrotas e sete empates. O último triunfo aconteceu no dia 11 de fevereiro de 2007. Vitória por 3 a 1, com gols de Rogério Ceni, Lenílson e Leandro.
A derrota para o rival na fase de grupos da Libertadores trouxe problemas ao elenco tricolor. O time é cobrado constantemente pela torcida. Mas sinceramente, será que vencer o clássico hoje é a solução para o ano? A obsessão por querer derrotar o alvinegro pode ter o efeito contrário. As chances de isso ocorrer é enorme, principalmente pelo fator emocional.  
Por isso entendo que a questão que deve ser avaliada é o que vale mais ao tricolor? A partida de hoje é válida pelo "Paulistinha". Vencer o rival lavará sim a alma da torcida são-paulina, mas até que ponto? A partida que importa para trazer a paz e início de um trabalho mais bem elaborado estrategicamente é a de quarta-feira pela Libertadores, afinal, um tropeço para o San Lorenzo será muito pior que uma nova derrota para o Corinthians. 
O risco de ficar de fora da primeira fase traria graves consequências. Muricy Ramalho provavelmente seria demitido, o racha no elenco ficaria ainda mais evidente, a falta de qualidade da nova diretoria viria de vez à tona, enfim, vale analisar e aguardar.
Mas voltando ao clássico de hoje. A torcida tem toda a razão em reclamar, mas não por não ver seu time vencer o Corinthians e sim por essa diretoria montar esse elenco muito valorizado pela mídia, mas que no papel está muito aquém de chegar longe nas competições. Defesa fraca, meio-campo sem criação e jogando de maneira óbvia e cada hora com uma formação ofensiva. 
Parece claro que Muricy Ramalho não faz tudo que gostaria. Sofre com as influências dos cartolas que afundam e mancham a história gloriosa do tricolor.
O São Paulo deveria entrar com os reservas. Isso não seria um desrespeito ao adversário e sim uma prova de que o foco no ano é outro, doa a quem doer. Sinceramente acredito que pelo fato de estarem sem o vício de perder para o Corinthians, o time B daria muito mais certo. Isso sem falar que os comandados de Tite entrarão em campo muito mais relaxados e sem tanto compromisso. A diferença técnica é grande, assim como as possibilidades de alternâncias táticas.
Enfim, o torcedor não quer saber de desgaste, desculpas e só que ver o seu time vencer. Basta aguardar para ver se o São Paulo fará a sua parte ou se a crise com cobranças, pichações, faixas e tantas outras que conhecemos entrarão em campo após às 18h, assim como a certeza de que no momento de pressão a torcida deveria ser uma preocupação secundária.  
Até a próxima!