segunda-feira, 2 de março de 2015

TORCIDA MISTA E UM NOVO GLORIOSO - Por Rodrigo Curty


A rodada do futebol no último final de semana foi bem interessante, principalmente em dois aspectos. O primeiro pela iniciativa de criarem a zona mista de torcidas rivais em nada mais, nada menos que um Gre-Nal. A Arena do Internacional estava linda e a festa só não foi maior porque quis o destino, a partida terminasse sem gols.
A ideia de alguns sócios-torcedores levarem um amigo tricolor foi muito legal. Os gritos e as gozações se deram de forma respeitosa, saudável, mas vamos combinar que ali estavam pessoas relativamente decentes.
Diferente das organizadas de ambas as equipes que brigaram no estacionamento e das organizadas do Grêmio que destruíram as cadeiras do estádio e os banheiros. A culpa é de quem? Dos marginais disfarçados de torcedores ou da cartolagem, e aí sem exclusividade, que favorecem esses vândalos com cotas de ingressos?
A iniciativa foi muito bacana, mas não sejamos hipócritas. Os responsáveis por vandalismo e violência devem ser punidos, caso contrário, a boa ação jamais terá maior peso que os fatos negativos.
Domingo que vem, São Paulo e Corinthians voltam a se encontrar, dessa vez pelo Paulistão, e a diretoria do tricolor quer implantar essa ideia do Sul. Será possível? Até quando teremos que aguentar essas barbaridades de torcidas organizadas? Uma das respostas pode ser a impunidade, mas acredito que seja mais pela falta de educação. Vamos ser positivos que um dia poderemos ver os jogos ao lado de outra torcida e que vença o melhor.
Outro fator interessante da rodada foi a vitória do Botafogo. O Glorioso de Renê Simões surpreende a cada rodada. Líder do Carioca, o alvinegro é um time bem modesto, mas muito organizado. De certa maneira, o Flamengo até foi melhor, mas a insistência nas bolas aéreas, os erros no passe final, a falta de pontaria e a postura soberba de achar que é o mais preparado do Rio de Janeiro, de forma justa acabou sendo derrotado por 1x0 para o time mais objetivo. E olha que ainda foram três bolas na trave de Paulo Vitor. A do gol, por exemplo, a bola, após bater na trave veio em direção ao goleiro e daí morreu no fundo das redes, azar, mas mérito para quem mais chutou.
O projeto do renovado Botafogo é a Série B. O regional não pode ser levado como parâmetro para o ano, mas dá moral e tranquilidade para quem precisa se reinventar urgentemente e resgatar o que perde a cada ano, o seu torcedor. Os botafoguenses precisam apoiar sua equipe. Encher os estádios. Time e torcida precisam se juntar, caso contrário, as vitórias em clássicos irão por água abaixo, assim como o grande objetivo do ano que é de voltar a elite.
Até a próxima!