segunda-feira, 6 de abril de 2015

O TRISTE FUTEBOL BRASILEIRO - Por Rodrigo Curty


E o futebol brasileiro caminha a passos largos para o buraco. Os regionais se arrastam e empolgam, se é que pode-se dizer isso, apenas nos clássicos. A maioria das equipes consideradas grandes parecem não se preocupar muito com os seus resultados.
Vejamos, por exemplo no Rio de Janeiro. O torneio, apesar de muitos entenderem que está melhor que no ano anterior já era uma vergonha antes mesmo de seu início.
A falta de unanimidade entre os quatro grandes junto a Ferj deixou claro que o torneio teria problemas. A dupla Fla x Flu se considera a mais prejudicada e de fato devem ficar atentos. Podem esperar que a reta final nos provará isso.
Ontem a dupla fez o clássico da rodada e contou com um lance bastante polêmico. O árbitro Wagner Magalhães ajudou a complicar ainda mais a vida do Fluminense e estragou o que já estava ruim de assistir. A vitória de 3x0 do rubro-negro ficou em segundo plano. O motivo? Bem, o atacante Fred que já tinha amarelo sofreu uma falta clara e acabou sendo expulso, por este profissional ter achado que foi simulação. Ora, a imagem não mente, mas também pela experiência do jogador do Fluminense, bastaria apenas cair e não ter feito uma cena como se tivesse amputado a perna. Não quero acreditar em más intenções e sim na falta de técnica adequada aos árbitros e, sem mudar de assunto, basta ver o que ocorreu em Friburgo. O time da casa que heroicamente venceu o Vasco por 5x4 teve três pênaltis marcados contra, sendo que se muito, apenas um aconteceu. Lamentável.
Mas de volta ao lance equivocado do Maracanã. Na saída do gramado, Fred abriu a boca e falou muitas verdades que outros deveriam ter a coragem de dizer. Tudo bem que quem fala é punido. O clássico da Mordaça deixou isso claro. Luxemburgo também criticou e falou verdades, teve o apoio do tricolor e dos torcedores antes da bola rolar e foi punido de dirigir sua equipe. A relação atual entre os dois clubes é boa e bem unida. Tanto é verdade que na bola os tricolores admitem que o rubro-negro foi leal e independente de ter um a mais em campo, respeitou e provou ser mais organizado e técnico.
Mas infelizmente, a questão que a imprensa comenta hoje não é essa e sim os erros atrás de erros. Não é de hoje que os regionais não agradam, porém não sou a favor de sua extinção e sim de uma reciclagem. Porque não pensar em um torneio em que os pequenos joguem nos meses de novembro, dezembro e janeiro e que os grandes entrem apenas na fase de quartas de final ou simplesmente participem de outras competições como o RJ x SP, Sul x Minas, e por aí vai? Valorizaria os times de menor porte, daria planejamento e tempo para os grandes focarem apenas nos torneios mais importantes do país. Mexeria com a rivalidade regional, seria um aperitivo para o Brasileirão.
Agora isso dificilmente irá acontecer com a CBF do jeito que é. Assim, continuaremos com as federações administrando de forma completamente inadequada e mandando os times colocarem o que têm de melhor em campo. Seguiríamos com os fracos regionais. Não concorda? Ora, basta olhar para o cenário atual. Os custos são altos, os times menores sem investimentos são presas fáceis , a torcida não se empolga com os péssimos níveis técnicos e os valores dos ingressos são fora da realidade.
A solução para um campeonato mais profissional, rentável e empolgante está longe de ser uma realidade. Por isso, é melhor não se frustrar com erros de arbitragem, placares vergonhosos em Copas do Mundo e muito menos sofrer com o futebol.
Até a próxima!