quarta-feira, 27 de maio de 2015

INTER BRILHA EM NOITE DE DECEPÇÕES Por Rodrigo Curty


Este 27 de maio não será esquecido tão cedo para os apaixonados pelo esporte Bretão. As ocorrências negativas envolvendo a FIFA, a maior entidade deste esporte entristeceu e só trouxe mais desgosto aos torcedores.
Ora, sem entrar muito em detalhes, uma vez que era óbvio aos olhares de quem acompanha o dia a dia das competições e suas articulações para A ou B realizarem e conquistarem as Copas, além de torneios federativos que são verdadeiros caça-níqueis e influentes aos que organizam.   
O FBI está de parabéns, mas as descobertas não podem parar por aí. Tem muito mais problema do que os 11 membros que foram detidos. Como fica a questão da escolha de Rússia e Catar para realizarem às duas próximas Copas, sabendo que foram colocadas via corrupção? E a credibilidade de quem disputa ou levanta a taça no final? No caso do Brasil, essa era uma ótima oportunidade para acabar com a CBF e montar uma liga de clubes, aonde todos ganhariam e negociariam da forma que entendessem fosse o melhor. Lindo seria não apenas ver os responsáveis que destroem a imagem do futebol e pensam fazer o povo de “besta” presos, mas ver as federações ruindo e sendo administradas por pessoas com um propósito mais profissional e não de oportunidade. Agora, você acredita nisso? Eu prefiro aguardar o desfecho que a princípio está correto, porém sem muita esperança de coisas melhores, afinal, arrisco dizer que não é só no futebol que ocorrem esses trambiques, basta olhar para FIA, FIVB, enfim, sejamos otimistas em esperar algo melhor.
Mas vamos falar do que rolou em campo. A expectativa principal era para que Internacional, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras triunfassem, mas quis os deuses do futebol que a melancolia fizesse parte para a maioria destes torcedores.
Com exceção do Colorado que cumpriu com a sua obrigação. O time muito bem dirigido por Diego Aguirre sofreu, lutou, mas nunca deixou de acreditar na vitória que precisava. 2x0 com gols de Juan no início e do contestado Rafael Moura no final do jogo contra o bom time colombiano do Santa Fé. Agora é aguardar o Tigres, após a Copa América e manter vivo o sonho do Tri.  Já o Cruzeiro viveu momentos de glória antes da partida contra o tradicional e valente River Plate. Eu já tinha alertado que a vitória de 1x0 na Argentina não significava muito, uma vez que argentino é osso duro de roer, ainda mais da forma que os Millonarios se classificaram. A questão é a forma que o time brasileiro jogou. Medroso, nervoso e envolvido nos mais de 90’ de jogo. O placar elástico de 3x0 ainda ficou barato. Agora é levantar a cabeça e focar no Brasileirão, pois time o Cruzeiro tem para chegar.
E a Copa do Brasil. Pois é, o Ituano eliminou o Goiás, mesmo sendo derrotado por 3x1, afinal valeu e muito o gol marcado fora de casa. O Coritiba venceu de virada por 2x1 o bom time da Ponte Preta.
Agora a grande decepção da noite foi para a dupla Flamengo e Palmeiras. O rubro-negro com um Maracanã vazio encarou o Náutico, após a saída conturbada de Vanderlei Luxemburgo e comando do interino Jayme de Almeida. O time mostrou a mesma falta de eficiência e comprometimento. Desorganizado e nervoso perdeu muita chance clara de gol, mas como quem não faz, leva, acabou cedendo o empate em 1x1. Cristóvão Borges terá muito trabalho para fazer o time voltar a vencer. Já são quatro partidas sem triunfar.
O mesmo pode-se dizer do Palmeiras. Oswaldo de Oliveira está com a corda no pescoço e resta saber se aguentará até domingo ou se mesmo derrotado contra o Corinthians será mantido. Marcelo Oliveira é o nome forte para assumir o seu lugar. Contra o Asa o Verdão mais uma vez decepcionou. Sem criatividade e respeitando demais, criou chances de gola apenas no apagar das luzes e por pouco também não levou. O 0x0 foi decepcionante. Os torcedores saíram revoltados com vários jogadores e com o treinador. A tese de time em formação, pedidos de paciência e que tudo irá melhorar se esgotaram. O problema de Flamengo e  Palmeiras ao meu ver é que não possuem um time e sim um bando de jogadores. Sem coragem para escalar o que entendem ser o certo, por pelo menos 10 jogos seguidos, não há como ver entrosamento e segurar treinador.
Até a próxima!