sexta-feira, 12 de junho de 2015

A COPA DAS COPAS - Por Rodrigo Curty


E faz exatamente um ano que a bola rolou para a segunda Copa do Mundo no Brasil. No dia 12 de junho de 2014, a Arena Corinthians foi o palco da estreia do Brasil contra a Croácia. A vitória de 3x1 que trouxe a expectativa de uma Copa inesquecível, acabou de forma lamentável com os 7x1 que a Seleção levou da campeã Alemanha nas Semifinais e os 3x0 contra à Holanda na disputa do terceiro lugar.
Enfim, se esse fosse o maior dos problemas, estaria ótimo, mas infelizmente o que era uma preocupação antes do evento, hoje é uma triste realidade.
A Copa que foi considerada por muitos gringos como sendo a Copa das Copas deixou um péssimo legado. E era de se esperar. Os investimentos altíssimos em estádios, que falo a seguir, estruturas inacabadas até hoje nas 12 capitais-sedes são retratos vergonhosos, deste que foi um verdadeiro caça níquel da FIFA. A entidade lucrou muito com o Brasil e mesmo com a descoberta dos escândalos de corrupção, segue firme no comando do maior espetáculo desse esporte.   
É triste ter que reconhecer que a Copa do Mundo é uma sujeira sem tamanho. Ok, os outros esportes também contam com suas manobras, porém no futebol, a mancha fica muito mais evidente. O Brasil ter sediado a Copa de 2014 teve seus ganhos, porém a perda foi muito maior. O país não se desenvolveu como precisava, as dívidas internas são absurdamente alta. O povo terá que pagar ainda mais a conta e se contentar com os “elefantes brancos” montados pelas regiões.
A “Folha de São Paulo” fez um belíssimo estudo que nos mostra que oito das 12 arenas da Copa ainda devem e acumulam um prejuízo que ultrapassa o valor de R$ 126 milhões. Esse custo é baseado no custo de operação de cada estádio e não incluindo os custos com as obras antes do evento. Os deficitários são: Arena Pantanal (MT), Maracanã (RJ), Arena da Baixada (PR), Arena da Amazônia (MA), Fonte Nova (BA), Mané Garrincha (DF), Arena Pernambuco (PE) e Castelão (CE). Todos fecharam 2014 no vermelho.
Apenas à Arena de Itaquera, em São Paulo, Arena das Dunas, em Natal, Beira-Rio, em Porto Alegre e o Mineirão, em Belo Horizonte se equilibraram. Vale ressaltar que o estádio do Corinthians ainda não foi pago pelo clube. O veículo afirma que o Timão lucrou R$ 11 milhões no ano passado, principalmente pelas bilheterias. Mas a Arena deve custar aproximadamente R$ 5 milhões por mês, em quitação de empréstimos prevista para ser feita em até 12 anos.
O Rio de Janeiro tem o destaque negativo. O Maracanã conta com um prejuízo de R$77,2 milhões em 2014. Neste ano, o Estadual também pesou no Estado. Uma dívida de R$ 6milhões.
São vários os motivos destes prejuízos. Entre eles o horário ruim das partidas, o custo operacional pela tecnologia oferecida e claro a péssima qualidade técnica das equipes. Além disso é óbvio que às Arenas Mané Garrincha, Arena das Dunas e da Amazônia sofreriam com a falta de equipes locais para serem utilizadas com maior frequência. Assim, resta os clubes de massa levarem alguns de seus mandos de campo para esses locais, uma vez que ganhariam um dinheiro interessante e fariam a festa dos torcedores locais. Viva o pobre e atrasado futebol brasileiro.
E se prepare, pois em breve teremos Olímpiadas e mais prejuízo à vista.
Até a próxima!