terça-feira, 16 de junho de 2015

TÍTULO JUSTO E CLÁSSICO NA AMÉRICA - Por Rodrigo Curty


A noite de terça-feira foi movimentada no mundo esportivo. Antes dos principais detalhes, vale o registro da Seleção sub-20 que goleou Senegal  por 5x0 e agora terá pela frente na final a Seleção da Sérvia. Vamos acompanhar os jovens talentos.
Já no melhor basquete do mundo, um título mais do que merecido para o Golden State Warriors do técnico Steve Kerr. O treinador que nos tempos de jogador, conquistou o anel ao lado de nomes como Michel Jordan e Tim Duncan, desta vez comandou uma equipe liderada pelo MVP do ano, o jovem craque Stephen Curry. Mas não foi apenas o jogador de 27 anos que fez a diferença. A sua maestria ajudou e muito, porém a união como sempre fez a força. Do outro lado, um grande time, o Cleveland Cavaliers do maior de todos, LeBron James que mesmo jogando em casa não conseguiu suportar o melhor momento do adversário que com méritos venceu por 105 a 97, e fechou a série melhor de sete em 4 a 2.
Um título justo que não vinha há 40 anos. Como disse anteriormente, a união fez a diferença, por exemplo, o ala Andre Iguodala jogou tanto nessa noite que levou o prêmio de MVP das finais. Draymond Green foi um monstro. Fechou a série com um triplo-duplo (16 pontos, 11 rebotes e dez assistências). De quebra os Warriors contaram com o brasileiro Leandrinho, que se tornou o segundo brasileiro da história a ser campeão da NBA. No ano passado, Tiago Splitter conseguiu a proeza com o San Antonio Spurs. E para quem não lembra, contra o Miami Heat, na ocasião do astro LeBron. Seria o craque um pé frio? Penso que não, ele apenas não teve o seu momento de glória, mas está bem próximo. O cara dispensa comentários. Hoje ele foi o cestinha da partida com 32 pontos, 18 rebotes e nove assistências, mas pontos que não foram suficientes para quebrar o jejum e fazer a festa de Cleveland que amarga um jejum de 51 anos sem conquistar um título nas principais ligas profissionais. Mas fica a lição. Vale muito mais ter um time em que todos fazem sua parte, do que um que se joga na dependência de um craque. 
Parabéns Warriors!
E no futebol, a tese de craque não jogar sozinho deve fazer a diferença na Copa América. O duelo de hoje entre Argentina e Uruguai foi eletrizante. Messi, a referência argentina que o diga. Diferente da partida contra o Paraguai, onde ficou nítido que todos jogam procurando o craque, desta vez, o conjunto e a alternância no ataque resolveram. A rivalidade entre os dos países é semelhante ou até maior que Brasil e Argentina. Curiosidades a parte, como por exemplo, a Argentina ter sido campeã em todas as edições do torneio disputado no Chile, a mesma não sabe o que é vencer a Celeste em finais. Desta vez, valeu a liderança do grupo B, ao lado do Paraguai, que teve uma tremenda ajuda do goleiro Jamaicano Duwayne Kerr para vencer a Seleção da Jamaica por 1x0. A Argentina retoma a condição de favorito, graças à Kun Agüero, responsável pela importante vitória de 1x0. O artilheiro, aliás marcou o seu quinto gol em oito partidas de sua Seleção na competição (edições de 2011 e 2015). Ainda acredito que ambas as Seleções passam para à próxima fase, mas que o Uruguai sente muito a falta de Luizito Suárez, isso ninguém questiona. Hoje foram pelo menos três chances claras de gol desperdiçadas. Vamos aguardar os próximos embates.
Amanhã será a vez da Seleção Brasileira entrar em campo contra a Colômbia, que busca a reabilitação, após derrota para à Venezuela. Será mais uma chance de provar que a Seleção não é um time dependente de Neymar. Dunga sabe que é praticamente impossível provar isso. E você, o que acha? Sinceramente, nem com o craque, vejo a Seleção campeã, mas é aguardar para ver.
Até a próxima!