quarta-feira, 17 de junho de 2015

HAJA PACIÊNCIA - Por Rodrigo Curty


A Copa América teve bola rolando nessa quarta-feira. O time Canarinho entrou em campo, sim apenas entrou em campo contra o bom time da Colômbia, que diferente da estreia não deixou escapar a vitória.
E mais uma vez a Seleção Brasileira se mostrou dependente de seu craque Neymar. Mas assim como qualquer craque ou super-herói, o camisa 10 tem suas fraquezas e momentos ruins.
A questão é que os números enganam e muita das vezes faz com que vejamos coisas que não existem na prática. O técnico Dunga, desde que voltou ao comando busca encontrar um time e renovar aquilo que no passado só trouxe decepção. O problema é que para se ter uma equipe é preciso entender de tática, leitura de jogo, e principalmente insistir no que acredita, mas Dunga ainda não provou ser um treinador, apenas um bom e determinado trabalhador.
E hoje ficou provado que o time brasileiro é um apanhado de jogadores, alguns de razoáveis a bons, porém jogando em posições e funções erradas. O que falta? Conversa? Liderança? Trabalho em conjunto? São vários os motivos para se chegar ao estrelato. A paciência deve existir e os tropeços são importantes para se descobrir quem tem maturidade para dar a volta por cima. Viver apenas de vitórias, pelo incrível que possa parecer não é bom, afinal muitos campeões saíram do fundo do poço, mas tiveram a calma para se reestruturar.
É sabido que atualmente a Seleção vai além da equipe. A CBF é uma instituição que atravessa uma fase repleta de sujeiras sendo escancaradas e com a credibilidade cada vez mais manchada. Dentro de campo isso é refletido. O retrospecto da “nova” equipe até essa noite era positivo. 11 jogos e 11 vitórias. Dunga jamais havia perdido para a Seleção colombiana, mas tabu existe para ser quebrado.
Analisando a derrota por 1x0, o que preocupa é o bom e velho emocional. O time entrou e saiu nervoso de campo. Neymar não jogou nem metade do que pode e se espera. O time estava perdido, mau organizado, sem referências no ataque, sem jogadas de ultrapassagem e alternâncias de posicionamento. Foi um time previsível e patético. Muito toque, pouco chute e com falta de comunicação e vibração. Isso preocupa. Equipes formadas em parques e nas praias hoje jogariam de igual para igual.
O fato é que apesar de tudo isso e sem Neymar contra a Venezuela e em uma possível classificação às quartas de final, pois o vermelho após o apito final pode custar caro ao craque do time. Assim é melhor não nos iludirmos, aceitarmos e seguirmos sem se preocupar demais com um time que há muito tempo não encanta e faz jus o patriotismo do povo.
E nunca é demais lembrar que na maioria das vezes, a vitória ofusca os erros e deficiências. Falta muito para chegarmos no patamar que por exemplo à Argentina está hoje. De um time bem treinado, repleto de opções e confiança, e olha que por lá também existe a dependência em Messi, a diferença está nas opções.
Até a próxima!