sexta-feira, 26 de junho de 2015

A VINGANÇA DE TEVEZ - Por Rodrigo Curty


A Copa América seguiu nessa sexta-feira para mais uma partida válida pelas quartas de final. A favorita Argentina mediu forças contra a Colômbia. A campanha de ambas ficou a desejar, mas na atual conjuntura sul-americana, infelizmente se preocupam mais com os resultados do que a forma que a equipe se apresenta.
A partida foi bastante disputada e ficou claro que o time comandado por Lionel Messi buscaria a vitória a qualquer custo contra um time que jogaria por uma bola. Era ataque contra defesa.
Fora isso, o nervosismo da partida refletia na arbitragem do boliviano José Luis Camargo. Completamente perdido, mesmo eu sendo a favor de deixar a bola correr, uma vez que o futebol é um esporte de contato, ficou claro o exagero. Era uma sequência de cartões, inversões de faltas, jogadas ríspidas e desnecessárias. Até certo ponto, Camargo segurou a partida, deu cartões para as estrelas de ambas as equipes, porém se esqueceu que jamais poderia ser o principal da constelação. O fato é que não é de hoje que a arbitragem precisa se reciclar. Mais do que nunca, essa profissão deveria ser mais valorizada e não dividida com algum trabalho paralelo, afinal ficaria mais fácil cobrar um desempenho melhor. A impressão que me passa é de que qualquer individuo possa se formar em arbitragem. Apesar das lambanças e falta de critério, os erros não influenciaram no placar em branco até o seu final.
Isso porque a bola argentina insistia em não entrar. Seja pela falta de pontaria, sorte ou porque quando parecia que de tanto insistir chegaria  vitória, aparecia o paredão de nome Ospina. O arqueiro do Arsenal(Ing) pegou tudo e só não foi a grande nome da noite porque nas penalidades viu seu time sucumbir.
É bem verdade que as opções táticas da Argentina fariam diferença na hora “H”. Uma Seleção que tem do meio para frente um time com Messi, Aguero, Pastore, Di María não pode ficar de fora, e muito menos em quatro partidas marcar apenas quatro gols. Coisas do futebol. Quis o destino que o banco de qualidade resolvesse. Tevez, o mesmo que há quatro anos foi crucificado na eliminação de sua Seleção nas penalidades contra o Uruguai, justamente nas quartas de final, sequer foi escalado por Tata Martino para ser um dos primeiros batedores. Só que não teve jeito, os erros de seus companheiros o colocaram cara a cara com Ospina. Ao todos foram 14 cobranças desperdiçadas pelas Seleções. Então coube ao atacante fazer e correr para o abraço e afastar o fantasma dos últimos quatro anos. Pênalti bem batido é o que entra. Foi o que aconteceu, mesmo tendo batido mal. Gol dos hermanos, classificação garantida e expectativa para quem sabe encarar o Brasil que amanhã medirá forças contra o Paraguai.
Cuidado com Carlito, afinal está com o espírito renovado, garantido no clube de coração Boca Jrs e com uma tremenda vontade de ser o titular.