segunda-feira, 27 de julho de 2015

BRASILEIRÃO OU BRASILEIRINHO - Por Rodrigo Curty


E o Brasileirão, série A está com tudo. Lá se foram 15 rodadas e com elas algumas certezas que insistem em permanecer. Entre elas o baixo nível técnico, as surpresas e a expectativa de recuperação das equipes consideradas as forças da elite do futebol brasileiro.  
O G4 atual conta com o quarteto formado por Atlético MG, Corinthians, Palmeiras e Sport. Mas é sabido que nem sempre foi assim, afinal já tivemos equipes improváveis entre os melhores.
É claro que era questão de tempo. Hoje o líder é ao meu ver o time mais bem montado. Equilibrado e com muita experiência pode finalmente chegar ao tão sonhado bicampeonato.
O Corinthians sofreu com perdas importantes no elenco, porém com a experiência de outros que ficaram e o conhecimento de Tite, apesar do futebol burocrático, jamais deve ser descartado. O rival Palmeiras ressurgiu no torneio. Começou muito mal, mas com a troca de comando é outro. Marcelo Oliveira montou um time ousado e que se preocupa mais em marcar do que não sofrer gols. Já o time pernambucano é o único que mantém, desde o início, a regularidade de permanecer entre os classificados à Libertadores. Representa e muito bem o Nordeste brasileiro, mas tem um problema que pode atrapalhar até o término do certame - Empata demais.
Você pode estar se perguntando. E o São Paulo, Fluminense, a dupla Gre-Nal, Santos, Flamengo, Vasco e por aí vai, não merecem respeito? Ora, claro que sim. O trio tricolor está sempre na luta pelas primeiras posições. Internacional e Flamengo não conseguem a regularidade, mas podem surpreender. O Santos enfraqueceu demais sem Robinho e depende demais dos garotos da base. O  Vasco tem um time experiente, mas não se acerta. E pior. Só fica atrás do Joinville no quesito gols marcados – apenas oito. O time que em outros tempos foi considerado como o da virada não consegue forças, motivação e psicologia para sair dessa. Tem como fator positivo, e que me entendam as outras agremiações, a sorte de ter quatro catarinenses, o Goiás e o Coritiba na luta pela permanência.
E por falar nos catarinenses, a prova disso é que apenas o Chapecoense consegue se manter na parte de cima. Faz de sua casa um caldeirão para se manter na elite em 2016. Avaí e Figueirense, por sua vez começaram bem, mas vacilam demais em casa. O mesmo serve para a Ponte Preta, que vai ladeira abaixo.
Outro que era considerado uma carta fora do baralho e come pelas beiradas é o Atlético PR. O Furacão está muito bem e deve continuar surpreendendo se manter os pés no chão e a humildade. Ganha jogos chaves.
O mesmo não se pode dizer do Cruzeiro. Com Luxemburgo o time é completamente outro do que com Marcelo Oliveira. De um bicampeonato à briga para ficar longe do Z4. Essa é a realidade atual. É preciso ousar mais, inventar menos e trazer o torcedor de volta.
Vamos aguardar às próximas quatro rodadas para ver o que acontece. Serão 12 pontos em disputa que podem mudar as posições e opiniões para a segunda parte da competição. Brasileirão de pontos corridos é isso, às vezes aquele que era considerado morto, ressurge e mata o que não via ninguém à frente.
Até a próxima!