quarta-feira, 5 de agosto de 2015

RIVER PLATE É O NOVO TRI DA LIBERTADORES - Por Rodrigo Curty


E o futebol argentino mais uma vez volta a reinar no continente Sul-Americano. O River Plate garantiu para o país a 24ª taça, das 55 disputadas. É com folga o maior vencedor da Copa Libertadores, seguido pelo Brasil com 17 conquistas.
Essa edição foi bastante equilibrada e repleta de surpresas. Por pouco não tivemos uma final inédita entre Tigres e o Guaraní, do Paraguai. Que me perdoe os paraguaios e mexicanos, mas o River Plate tinha realmente que ser o campeão.
A equipe comandada por Marcelo Gallardo, ídolo do clube, passou por poucas e boas na competição. Foi a pior equipe na fase de classificação, passando em 16º, graças a ajuda do próprio Tigres. Mas daí para frente mostrou que se não tem um time como o de outros tempos, em que era temido pelos adversários, conta no momento com uma equipe de enorme perseverança, honra e união.
O time argentino foi completamente outro nas fases de mata-mata. Passou com propriedade sobre o Boca Jrs, mesmo que muitos insistam afirmar que eles só se classificaram, por causa dos lamentáveis incidentes em La Bombonera. Besteira, pois foi melhor no confronto em casa e estava melhor até a interrupção da partida.
Na fase seguinte atropelou o Cruzeiro, em pleno Mineirão e, por fim sobrou nas duas partidas contra o bem montado e surpreendente Guaraní para encarar o forte time do Tigres.
Esse, aliás, deve ter se arrependido de ter dado sobrevida ao tradicional adversário e também ter lamentado o fato, de no México não ter saído de um empate sem gols. Culminava ali uma festa anunciada, em Buenos Aires. Coisas do futebol.
A expectativa tomou conta dos fanáticos torcedores presentes no tradicional estádio de Monumental de Núñez, afinal como se não bastasse, foram cinco anos de espera para voltar a disputar a competição e a chance de apagar a lembrança de 1966, ano em que receberam o apelido de “galinhas”, após serem derrotados pelo Peñarol, do Uruguai, nos minutos finais.
Os últimos anos foram de reconstrução, tristeza e a certeza de que o River Plate é maior do que qualquer circunstância. A passagem pela Série B em 2012, e de lá para cá, a conquista de um título nacional, dois vices e o título da Copa Sul-Americana no ano passado, provou que o time não passa mais vergonha. Valeu muito a pena a sua torcida esperar os longos 19 anos. O River Plate, que anteriormente comemorou as conquistas de 1986 e 1996, se junta agora ao Nacional(URU), Olímpia(PAR) e aos brasileiros São Paulo e Santos como o novo tricampeão da Libertadores.  
Mas engana-se quem pensa que foi uma tarefa fácil. Melhor tecnicamente, o Tigres desperdiçou muitas chances e não conseguiu o feito inédito, antes tentado por Cruz Azul (em 2001) e Chivas Guadalajara (em 2010) derrotados para o Boca Juniors e Internacional, respectivamente. O México segue no “quase”, enquanto o torcedor Millonario jamais esquecerá o dia 05/08/2015, data em que a competência fez a diferença na vitória maiúscula por 3x0, com os gols de Lucas Alario, Sánchez, de pênalti, e do zagueiro Funes Mori.
Que venha à Ásia e o sonho do bicampeonato mundial de clubes, aguardado há 25 anos. Será? Eu aposto no Barcelona, mas vamos aguardar.
Até a próxima!