quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SALVE O TRICOLOR PAULISTA - Por Rodrigo Curty


E o São Paulo Futebol Clube está bem longe do que se espera dele como clube e exemplo de gestão. O clube da fé definitivamente, precisa ser salvo.
Um dos motivos, é o fato do presidente Carlos Miguel Aidar ainda não ter conseguido ser uma unanimidade entre os conselheiros, torcedores e profissionais. Como se já não bastasse as manchetes negativas nos tabloides, a cena patética e vergonhosa entre ele e o agora ex-vice-presidente, Ataide Gil Guerreiro na última segunda-feira, no hotel Radisson, na zona sul de São Paulo ainda vai dar o que falar.
É bem verdade que a dupla já vivia momentos tensos, desde a negociação envolvendo o zagueiro Iago Maidana, que segue sem uma solução concreta.
Muito bem, o soco de Ataíde na cara de Aidar derrubou não apenas o agressor como também diversos dirigentes do mandatário. Para se ter uma ideia, quatro diretores já deixaram o tricolor, enquanto os outros vices colocaram os respectivos cargos à disposição.
Sinceramente aqui pode-se dizer que há na verdade muito interesse. Os que apoiam querem retomar posições importantes no clube que está por baixo. O São Paulo precisa urgentemente se reerguer e voltar a contar com bons profissionais e ter força nos bastidores, caso contrário, o apelido de “ Soberano” não retornará tão cedo. Os próximos capítulos prometem continuar sendo tensos. Não é uma exclusividade do tricolor ter esses embates externados ao público, mas isso não tem nada de positivo e só trás problemas entre os investidores, sócios e torcedores.
Agora é aguardar para ver o desfecho em todos os sentidos. Na presidência, à articulação de demissão em massa de diretores sem dúvida deu mais força para à saída de Aidar. Se o mesmo, devido ao clima tiver uma postura decente, irá entender que isso seria no mínimo uma atitude de bom tom.
Mas ainda há esperança de sua permanência, afinal os que manifestam apoio como Julio Casares (primeiro vice-presidente), Osvaldo Vieira de Abreu (vice de administração e finanças), Antônio Donizeti Gonçalves (vice social e de esportes amadores), Carlos Alberto de Mello Caboclo (vice de patrimônio) e Douglas Eleutério Schwartzmann (vice de comunicações e marketing) aguardam para saber se terão novamente uma função e liberdade de atuação.
No futebol, a saída do treinador Juan Carlos Osório não foi vista com bons olhos. O ex-treinador, inclusive em sua despedida não citou o nome de Aidar. Que situação!! Os números do comandante, se tratando do que se imagina, quando o assunto é São Paulo também não empolga, apesar de terem sido apenas quatro meses de trabalho. Foram 28 jogos, com 12 vitórias, sete empates e nove derrotas.  
O maior problema é entender que a filosofia aplicada pelo colombiano deve ir por água abaixo. E olha que o time ainda busca o inédito título da Copa do Brasil. Na semifinal terá o Santos pela frente. Outro objetivo é ficar entre os quatro melhores no Brasileirão. Tudo é possível, mas será que dá?
A tendência é de que o grupo sinta a queda. É típico de alguns jogadores caírem de produção. Por outro lado, alguns líderes e experientes atletas devem levantar a bandeira da paz e elevar à moral do grupo. Somente assim poderão provar que apesar de tudo, o clube é de fato maior que tudo e todos.
Vamos aguardar para ver quem assumirá a bronca no comando das quatro linhas. A princípio será o sempre “bombeiro” Milton Cruz.
Até a próxima!