sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

50 ANOS DO REI DA GRANDE ÁREA - Por Rodrigo Curty

Hoje, 29 de janeiro é o dia do aniversário de um dos maiores craques do futebol mundial. Falo de Romário de Souza Faria. Coincidência ou não, parece que naquele 25/11/1979, aos 13 anos de idade, de fato, nascia para o futebol o "Rei" da grande área "Faria" a festa da torcida e viraria o "pesadelo" das defesas adversárias.
Na ocasião, a partida foi válida pelo torneio infantil do Rio de Janeiro entre Olária e América, no campo da rua Bariri. O garoto marcou três gols na goleada do Olaria por 5 a 1.
Mais tarde, em 1985, o craque foi lançado no Vasco da Gama na vitória sobre o Nova Venécia por 6x0, deixando sua marca em duas oportunidades.
Daí para frente se consolidou no Brasil um atacante nato, frio, calculista e com um competência de poucos.
Se for escrever dos principais jogos, passagens pelos clubes e outras vivências de Romário, dentro e fora de campo, o texto de hoje se transformaria em um livro, e não que ele não mereça, mas prefiro focar nos grandes momentos.
Romário sempre honrou as camisas que vestiu e foi artilheiro em todos. Não foi à toa que chegou a marca de 1002 gols na carreira. Sorte de quem o teve como jogador. Vasco, Flamengo, Fluminense, PSV, Barcelona e Valencia. Ele também participou de alguns jogos na Arábia, Austrália e Estados Unidos. Na Seleção Brasileira ele também brilhou como poucos. Foi campeão e artilheiro da Copa Sul-Americana Sub-20, vice campeão olímpico em 88, quebrou tabu e garantiu a Seleção Brasileira na Copa de 1994, essa que por sinal é até hoje considerada a Copa de Romário.
Na Seleção Brasileira, Romário sempre fez bem o seu papel, mas também se frustrou. Foi cortado em 1998 por Zagallo, que entendeu que a lesão do artilheiro atrapalharia o planejamento. Em 2002, foi a vez de Felipão cortar o jogador, que havia sido liberado para operar à vista, mas que viajou com o Vasco para jogar amistosos. De qualquer maneira, a história com a Amarelinha sempre será lembrada de forma mais positiva e agradecida.
Mas não é só de alegria que a carreira do camisa 11 é lembrada. Autêntico, ele também se meteu em muitas confusões dentro e fora das quatro linhas. Brigas com jogadores e treinadores do elenco, como por exemplo Edmundo no Vasco, Andrei no Fluminense, Luxemburgo no Flamengo, e contra os adversários. Impossível esquecer a briga com Renato Gaúcho, Alcindo, na final de 88 contra o Flamengo, contra Cafezinho do Madureira e Zandoná, do Vélez Sarsfield, na Supercopa Libertadores de 1995, após o argentino acertar Edmundo por trás. 
Assim como qualquer ser humano, ele também pegou pesado em seu meio século de vida. No bar "Café do Gol" que era dono, mandou colocar as caricaturas de Zagallo no vaso sanitário com Zico dando o papel higiênico. Foi no mínimo deselegante, porém corajoso e despreocupado com o que iam achar. Depois se meteu em polêmica com o "Rei" do futebol Pelé. Quem não lembra da frase "Calado, ele é um poeta"? Romário é mesmo o "cara" amado ou odiado, mas simplesmente Romário de uma cara só.
Romário sempre foi e será esse cinquentenário polêmico, boa praça, justo e divertido. Hoje faz parte da política. De deputado em 2010 a senador em 2014. Sem papas na língua, o brasileiro gosta de ver o baixinho reinando também nessa área. E acredite, ele pode ir ainda mais longe no setor.
Parabéns Romário. Muita saúde, alegria e prosperidade, você merece.
Até a próxima.