domingo, 28 de fevereiro de 2016

PLANEJAMENTO OU GRATIDÃO - Por Rodrigo Curty

E mais uma vez o Palmeiras decepcionou o seu torcedor jogando em casa. Definitivamente, a equipe alviverde não consegue encantar e muito menos dar a tranquilidade que a sua torcida espera.
Independente de ser campeonato Paulista, hoje é impossível para qualquer agremiação aceitar a desculpa que na hora que for para valer o time não vai errar.
Ora, longe de poder afirmar, mas também impossível não perceber que as coisas pelo lado do clube do Allianz Parque  não andam nada bem. Para se ter uma ideia, antes da goleada na última rodada contra o XV de Piracicaba, o jejum sem triunfar era de cinco partidas.
Pois bem, para quem esperava finalmente o time decolando, teve que se contentar mais uma vez com sua desorganização, incertezas e falta de vibração.
Sim, o grupo está rachado. Marcelo Oliveira não parece ter o time na mão, aliás não consegue se entender com a imensa quantidade de opções para trabalhar. É no mínimo três jogadores por posição, o que dificulta a montagem dos 11 que considera titulares e seus respectivos reservas.
É sabido que o regional serve para laboratório, mas com uma Libertadores no caminho, isso é inadmissível. Deve ter algum problema na diretoria, grupos divididos e certas gratidões.
Não é de hoje que o futebol, sobretudo o brasileiro vive de resultados. Então se o time vence, mesmo sem convencer, por que mexer? E quando o time é campeão, mesmo sem ter sido o favorito? Pois é, isso envolve o planejamento. Se a direção do Palmeiras hoje entende que Marcelo Oliveira não é o "cara" para conduzir a equipe na temporada, a demissão deveria ter sido logo após a conquista da Copa do Brasil. Agradeceria os serviços prestados e pronto.
O planejamento é essencial para evitar erros. Se Marcelo Oliveira está no comando pela sua competência, em breve isso deve ir por água abaixo. Reuniões foram e serão novamente realizadas. O assunto é saber até quando ambos aguentarão a pressão. A resposta deve ser dada na 5ªfeira contra o Rosário Central, na Libertadores. Uma vitória pode dar nova sobrevida ao treinador, agora mais um tropeço será praticamente a gota d'água.
O torcedor palestrino espera ansiosamente pelo desfecho e ainda mais por uma possibilidade de ver e torcer pelos mesmos 11 jogadores em cada embate. Está longe de ser grato e quer de vez um planejamento coerente. Será que um treinador medalhão seria uma boa resposta? Eu acredito que não, mas só o tempo irá dizer.
Até a próxima!