segunda-feira, 7 de março de 2016

OS QUATRO GRANDES TIMES DO PAULISTÃO - Por Rodrigo Curty

E os campeonatos regionais aos poucos vão ganhando mais importância. Todo ano é a mesma coisa. O torneio não é levado a sério, mas basta alguns tropeços dos considerados times grandes para a torcida começar a se preocupar e cobrar por melhores resultados.
É importante que se diga, que apesar dos mesmos servirem como laboratório, uma pressão desproporcional pode acabar com todo um planejamento feito no início da temporada. A cultura brasileira prova que os treinadores sempre serão os primeiros a pagar pela falta de rendimento e resultados esperados. Ganhar sempre será uma obrigação. O que às vezes é importante levar em consideração é a forma que a equipe vem atuando. Normalmente se leva tempo para se chegar ao sucesso. Paciência, pulso firme, assumir riscos, ter a carta branca para trabalhar, enfim, deve ser levado em consideração.
Hoje, analiso os times da competição que é considerada pela maioria como a mais importantes do país -  O campeonato Paulista.
Por lá, nenhum dos quatro grandes empolgam. O Santos, aliás, ao meu ver é o que melhor vem atuando. Independente de ter quebrado a sequência positiva do Corinthians no ano, é um time bem comandado por Dorival Jr, que praticamente manteve a base. Dos considerados titulares perdeu apenas Marquinhos Gabriel e Geovânio. Olho em Lucas Lima que voltou a ser sondado, esse se sair fará sim muita falta ao esquema santista.
O novo Corinthians vem surpreendendo. O time, de fato, tem tudo para dar certo, mas não de imediato. A Libertadores é o foco principal nesse início de temporada. O paulista é usado como experiência de nova formatação tática e técnica. Tite tem o elenco na mão e aos poucos consegue suprir as importantes ausências do meio time que perdeu da temporada passada. O elenco não é tão forte, mas é para variar homogêneo e obediente taticamente. Enquanto estiver somando os pontos, a torcida agradece, resta saber, porém se as derrotas começarem a se tornar uma rotina, se a paz estará com os dias contados. .
O Palmeiras vive com a corda no pescoço, ou melhor seu treinador - Marcelo Oliveira. O Verdão não empolga, não passa confiança e muito menos tem um time fixo. Vencer ajuda a tranquilizar, mesmo que sofrendo horrores como na vitória sobre o Rosário Central e ontem contra o Capivariano. Esse sofrimento já era de se esperar. O treinador não pode levar a culpa toda pelo planejamento maluco. Tem nas mãos ao menos três jogadores por posição. O seu maior erro, talvez é não ter conseguido até agora um padrão de jogo adequado, principalmente quando joga em seus domínios. As mudanças constantes de jogadores, as mesmas jogadas de sempre, a falta de ousadia, enfim, aparentemente o "time" se fechou para dias melhores. Vamos ver se dura até um próximo tropeço.
E por falar em tropeço, o São Paulo dos quatro é o que menos agrada. Edgardo Bauza já sofre questionamentos da torcida, direção e até mesmo do elenco. Não encontra a melhor fórmula e aposta em "invenções" desnecessárias. O elenco, assim como o corpo diretivo está rachado. O Tricolor precisa urgentemente se reinventar. Não existe uma espinha dorsal na equipe. Sobra vaidade, reclamações e muitos caciques para poucos índios. A derrota para o São Bernardo só aumentou a pressão para que a equipe não perca para o River Plate pela Libertadores. Ora, jogando esse futebol, as chances de uma eliminação precoce é grande, mas também é importante ressaltar que se o tradicional time passar de fase, mesmo na atual circunstância deve crescer e incomodar, tirando forças que só Deus sabe como. Vamos aguardar!
Até a próxima!