terça-feira, 14 de junho de 2016

DUNGA CAI E TITE É NOME CERTO PARA SELEÇÃO BRASILEIRA - Por Rodrigo Curty

E acabou o sonho de Dunga seguir à frente da Seleção Brasileira de futebol até a Copa do Mundo de 2018. A CBF preferiu mudar o comando do Brasil, após a eliminação precoce e vergonhosa na Copa América Centenário. Foi a pior campanha da Seleção no torneio, desde 1924.
Independente se Dunga é ou não um bom nome, o fato que não se pode deixar de entender é que a Entidade é muito atrasada em planejamento, gestão e credibilidade. 
Uma prova disso foi ter o ex-jogador de volta ao comando. Se na primeira passagem os números ajudaram e a demissão veio após a queda para à Holanda, na Copa de 2010, desta vez, os péssimos resultados nas duas últimas edições de Copa América e uma campanha pífia nas Eliminatórias para a Copa da Rússia foram motivos suficientes para a troca. 
A quem diga que pelos números nesses 26 jogos não justifica a saída, afinal foram 18 vitórias, cinco empates e apenas três derrotas. A questão é que a maioria dos triunfos foram provenientes de amistosos. Em partidas oficias, as vitórias foram apenas sobre a Venezuela (duas vezes), Peru(duas vezes) e uma vez o Haiti.
Teoricamente, se para qualquer cargo deve sempre ter o melhor nome em atividade, queiram ou não, esse nome agora é o de Tite. O treinador do Corinthians é o preferido da CBF. Dificilmente ele não aceite assumir o desafio. Resta saber como será a relação com Marco Polo Del Nero, entre outros. Tite sempre se mostrou indignado com as "coisas" da CBF e agora tem, talvez, a condição de exigir aquilo que entenda ser o correto para aceitar a missão.
Penso que Tite aceite e faça sobretudo, um bom trabalho. Imagino que teremos o mesmo cenário, de quando Felipão assumiu em 2002. Uma família será montada. A liberdade de convocar, cortar e exigir o que quiser ajudarão Tite. Podemos esperar uma Seleção Brasileira com cara de Seleção? Ainda é cedo para afirmar, o certo mesmo é acreditar em uma equipe homogênea, padronizada e principalmente obediente taticamente. Vamos aguardar.
Até a próxima!