terça-feira, 19 de julho de 2016

DIEGO É O NOVO REFORÇO DO FLAMENGO - Por Rodrigo Curty

E finalmente a torcida do Flamengo comemora uma contratação de peso na gestão Eduardo Bandeira de Mello. Calma lá, Guerrero também na época que foi contratado teve seu momento de ídolo esperado.
É bem verdade que nesses anos à frente do clube, a gestão atual sempre contratou jogadores pontuais, porém sem muito peso e retorno dentro do campo.
Agora a grande aposta de sucesso está depositada em Diego Ribas. O jogador de 31 anos era um sonho antigo. Desde 2012, na gestão Patrícia Amorim, o rubro-negro desejava o jogador, sem sucesso pelas burocracias e valores exorbitantes. 
Dessa vez, o sonho se tornou realidade. O "namoro" entre o pai do jogador, clube e o próprio em querer retornar ao país, além dos problemas na Turquia colaboraram para o contrato ser assinado por três anos. 
O investimento é bem alto. O maior do clube até aqui. Cerca de R$800 mil, bem parecido com o que o clube já acerta com o atacante peruano. Apesar de assustar, o fato é que à administração do clube é saudável e permite a sustentação de se fortalecer ainda mais.
O Flamengo nessa temporada não vai nada bem no fator futebol. Caiu na Primeira Liga, nas oitavas da Copa do Brasil e sequer chegou às finais do estadual. O Brasileirão é o grande objetivo. Os recentes tropeços, o plantel que não dá segurança ao torcedor e a falta de um estádio próprio assusta. Isso sem falar da efetivação de Zé Ricardo no comando da equipe. 
Ora, é sabido que um clube para ser campeão deve ter um time equilibrado, homogêneo e nem sempre ser um grande esquadrão. Basta ter união, esquema tático adequado para cada circunstância e um planejamento coerente. Isso poderia até dar certo com os "meninos" da base. O problema é a pressão da torcida por altos investimentos e títulos no campo.
Assim, se analisarmos o clube da Gávea, o mesmo está no mínimo entre os seis melhores do país. Muralha e Paulo Victor estão na média de muitos outros goleiros titulares da série A. A zaga tem experiência e opções parecidas. No meio há muitos volantes e meias de criação. No ataque, um excesso de pontas e três atacantes de área. 
Agora com a chegada de Diego, um autêntico camisa 10 que deverá usar a camisa 1, o time entra de vez na luta pelas primeiras colocações. Esse "cara" não existe desde a saída de Petkovic. Nem Ronaldinho Gaúcho, Carlos Eduardo, Lucas Mugni, e por aí vai deram conta do recado. Claro que o jogador não é o mesmo de 2002, era reserva do Fenerbahçe e, tão pouco tem a cabeça de garoto de base. De qualquer maneira, por ser mais experiente, técnico, jogar no nível baixo que é o futebol brasileiro, além de ter o desejo de voltar a Seleção Brasileira, as chances de brilhar é enorme.
Abaixo, alguns gols de Diego Ribas para à Nação Rubro-Negra.
Resta saber como o treinador trabalhará as vaidades e opções táticas. Alguns jogadores devem sair, afinal a folha é cara e a maioria nem deve ser utilizada.
Por fim, de forma fria, penso que o time base deveria ser: Muralha, Rodinei, Juan e Donatti, Jorge, Cuéllar, Willian Arão, Mancuello e Diego, Guerrero e Leandro Damião. Como primeiras opções, Zé Ricardo pode ter à disposição: Paulo Victor, Pará, Réver, Marcio Araujo, Ederson, Everton, Alan Patrick, Cirino, Vizeu e Fernandinho. A torcida pode sonhar com dias melhores, só que é bom manter os pés no chão, afinal em outrora,a  quantidade de estrelas não surtiu o efeito esperado. É aguardar para ver.
Até a próxima!