segunda-feira, 22 de agosto de 2016

BRASIL E SEU LEGADO OLÍMPICO - Por Rodrigo Curty

E lá se foi mais uma Olimpíada. Sem sombra de dúvida, o Rio de Janeiro deixará saudades. Para quem esperava uma catástrofe, vexames e boicotes, teve que se contentar do início ao fim com aplausos e emoções.
Os jogos olímpicos na cidade maravilhosa foi bem peculiar. No caso dos representantes brasileiros, a decepção se fez presente nos esportes como basquete, judô, handebol, vôlei, entre outros. Eram esportes que se esperavam ganhar medalhas. Por outro lado, outros surpreenderam, mesmo sendo menos expressivos. 
A meta do COB era ver o país entre os 10 primeiros no quadro de medalhas. Isso não foi possível, pois o Brasil ficou na 13ª posição. Por outro lado, nunca se ganhou tantas medalhas - 19 ao todo, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Anteriormente, a melhor colocação havia sido em Atenas com o16º lugar. Foram 12 pódios, um recorde.
A expectativa é que a cada Olimpíada, o país se posicione cada vez melhor. Para isso, alguns pontos devem ser trabalhados - Definitivamente unir a educação com esporte nas escolas e universidades.
Sabemos que hoje isso é um sonho bem distante, porém possível, desde que se faça da forma correta. É o legado que se espera daqui para frente.
O país, apesar de ter brilhado na ginástica, boxe, atletismo e na canoagem, mostrou mais uma vez que se preocupa mesmo é com o futebol.
Ainda bem que o vôlei masculino fez a sua parte e dividiu as atenções da inédita conquista do futebol masculino contra o time b da Alemanha. Caso contrário, o herói da Nação seria Neymar e não aquele que vive no anonimato. O mesmo digo a dupla de praia formada por Alison e Bruno.
Está mais do que na hora de se valorizar os esportes amadores. Parar de valorizar somente de quatro em quatro anos. Para isso, a realidade e premiação deve ser equivalente e não desproporcional como o do "maior" atleta da competição, o canoísta baiano Isaquias Queiroz que foi o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas olímpicas. Seu prêmio vindo da CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) foi de aproximadamente R$132 mil reais a serem pagos em 12 "suaves" prestações. Enquanto isso, o futebol premiou os campeões com R$500 mil. Um absurdo como o investimento feito para os Jogos: R$39 bilhões, que infelizmente pecaram no cumprimento das metas, entre elas o da despoluição da Lagoa de Jacarepaguá e da Baía de Guanabara.
A minha torcida é para que nomes como de Isaquias, Thiago Braz, Felipe Wu, Rafaela Silva, Diego Hypólito, Arthur Nory, Arthur Zanetti, entre outros que representaram o país nas modalidades - handebol, judô, natação, taekwondo, badminton, vôlei de praia e quadra, atletismo e tiro não sejam esquecidos. 
Até 2020 com muita coisa boa sendo feita pelo esporte.