quinta-feira, 1 de setembro de 2016

SELEÇÃO BRASILEIRA É OUTRA COM TITE - Por Rodrigo Curty

E finalmente a Seleção Brasileira de Futebol jogou como se esperava. Tite, o "cara" mais desejado pelo torcedor brasileiro teve uma estreia praticamente perfeita.
Se na convocação, o novo comandante teve que lidar com alguns jornalistas, comentaristas, entre outros questionando sobre uma possível "panela" ou de que muitos convocados ali estavam porque são "amigos" do treinador, enfim, o que de fato valeu foi a atitude a vontade de jogar bola.
O adversário não poderia ser melhor. O Equador, em Quito. Como aliado, os equatorianos tinham a altitude, o tabu a ser batido nas eliminatórias e posição mais confortável na tabela.
Pois bem, sem trocadilho, mais o Brasil não vencia em Quito há 33 anos, a mesma idade de Cristo, e viu isso se concretizar com o menino Gabriel Jesus.
O atacante que usa a camisa 33 no Palmeiras, esteve bem a vontade. Foi dele a origem do primeiro gol da partida - Sofreu o pênalti, convertido por Neymar. E depois marcou os dois gols do triunfo de 3x0.
O resultado colocou o Brasil na quarta colocação. Agora é secar Chile e Argentina, que podem ultrapassá-lo. 
Na partida, o que se viu foi um time brasileiro sem sentir a altitude de 2800m. Apanhou um pouco da bola, no quesito força a ser colocada nos chutes. Tite percebeu que o volume de jogo de sua equipe poderia ser melhorada com maior movimentação. Foi aí que tirou Willian e colocou Philippe Coutinho. A mexida deu certo. O time encontrou o primeiro gol aos 24'. Depois com Paredes expulso, o caminho para a vitória ficou mais fácil. 
O que foi interessante na partida é ver como os laterais se entenderam com os homens de criação. Marcelo retornou bem na esquerda e Dani Alves fez o simples na direita. A tendência é que o grupo seja formatado aos poucos e que os convocados agarrem a oportunidade que será dada. Certo ou errado, concordando ou discordando de quem está ou deixa de estar servindo o país, o fato é que a torcida é para que a honra, graça e desejo de ver o time em campo, volte à tona. 
O importante nesse momento é não deslumbrar. É entender que um passo importante foi dado para o trabalho ser feito com calma e planejamento, afinal, resta pegar o trabalho de Dunga e ver que o time ficou um bom tempo invicto e mesmo assim não encantava. A síndrome do 7x1 insiste em permanecer e jamais será esquecido, porém pode ser amenizado se ficar provado que a lição serviu para alguma coisa.  
O próximo desafio da Seleção é na próxima terça-feira às 21h45, em Manaus. O adversário será o bom time da  Colômbia.Faça a sua aposta e depois eu conto.
Até a próxima!