quarta-feira, 14 de junho de 2017

A TÃO ESPERADA ILHA DO URUBU - Por Rodrigo Curty

E o Flamengo finalmente estreará no que considera a sua nova casa, o Estádio Luso- Brasileiro, na Ilha do Governador. Batizado pelos torcedores de Ilha do Urubu, a expectativa é de que o "caldeirão" seja o ponto de partida para a tão esperada arrancada e confirmação de que o elenco, de fato, é um dos favoritos a levantar a taça do brasileirão. 
A tabela favorece no que diz respeito a jogos como mandante. É sabido que as equipes que conseguem usar bem a sua casa, tendem a disputar as primeiras posições até o final do certame. A sequência será fundamental para o Flamengo crescer. Dos próximos dez duelos da competição, o clube jogará seis em seu novo estádio(Ponte Preta, Chapecoense, São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Coritiba), terá dois clássicos, Fluminense(Maracanã) e Vasco (São Januário) e saíra para visitar o Bahia e o Cruzeiro.
Mas vale e muito o passo de casa vez. Hoje o adversário será a bem montada e competente equipe da Ponte Preta, atual quinta colocada com 10 pontos. A Macaca promete ir para cima e aumentar ainda mais a crise na Gávea. 
Do lado rubro-negro a pressão é grande para uma vitória. Um novo tropeço será crucial para a permanência do técnico Zé Ricardo, que por sua vez, altera novamente a sua equipe. O treinador sacou da equipe titular, o lateral Pará, o zagueiro Juan e Willian Arão. Com exceção do zagueiro que não joga para ser poupado, devido a sequência de jogos, os outros dois saem por deficiência técnica. Os jogadores que terão a missão de darem conta do recado são: O talismã Rodinei, o contestado Rafael Vaz e Cuèllar. 
É importante que se diga que até hoje a cicatriz da precoce eliminação da Libertadores não se fechou. Por isso, mesmo se o Flamengo estivesse ganhando os seus jogos, os questionamentos continuariam. O futebol apresentado é muito aquém do esperado. O time insiste no Tic-Tac, valoriza demais a posse de bola e o "jogar" com paciência, mantém um esquema tático de "pontas" avançados  que não surtem efeito, uma vez que a saída de bola é muito lenta. É um time óbvio.
O Flamengo têm que mudar isso urgentemente. Precisa encontrar o equilíbrio entre atacar e se defender com mais objetividade. Ter mais coragem e assertividade. Ter alguém que assuma o jogo, busque a responsabilidade. Com o atual elenco, arrisco dizer que Zé Ricardo deveria ficar mais preocupado em ver seus comandados marcando o adversário no campo ofensivo do que ficar esperando por uma bola. A parte ofensiva, aliás é um problema sério. O time não tem a competência de marcar os gols quando cria as situações. É um time sem alma, apático e conivente com o momento do jogo. Isso é possível mudar a partir de hoje às 21h. Basta todos entenderem que no Flamengo se valorizam mais a entrega do que a qualidade. Mais vale ter um jogador mediano se "matando" para dar conta do recado, do que um "refinado" que mal sabe a sua função no campo.
Vamos aguardar para ver se o Flamengo finalmente engrena na competição e se a química torcida e time voltam a se entender dentro e fora das quatro linhas. A presença maciça de torcedores, a pedido do treinador apoiarão ao máximo do início ao fim, mas bastará um erro para o fator casa se transformar no "inferno" rubro-negro. Faça a sua aposta.
Até a próxima!