segunda-feira, 31 de julho de 2017

FUTEBOL CHATO OU JUSTO - Por Rodrigo Curty

O futebol brasileiro está muito enjoado. Como se já não bastasse o nível técnico ser tão ruim, a falta de preparação adequada para os profissionais, sobretudo da arbitragem, polêmicas desnecessárias e muita, mais muita hipocrisia têm cada vez mais destaques.
Os erros sempre existirão porque o esporte é feito de seres humanos. Errar e acertar faz parte de qualquer coisa na vida ou pelo menos deveria ser assim. O que dói é ver o time que torcemos ser o prejudicado da vez, uma vez que quando é beneficiado, simplesmente entendemos que o azar é do outro. 
O curioso que os dois lances mais polêmicos no intervalo de quatro dias envolveu o Flamengo. O rubro-negro na quarta-feira, pela Copa do Brasil teve uma penalidade marcada a favor do Santos e depois tirada, uma vez que o quarto árbitro informou ao árbitro principal, no caso Leandro Vuaden, de que não houve a penalidade. O que deveria ser aplaudido virou revolta e pior, o repórter da Globo Eric Faria foi acusado de ter sido o responsável em informar o fato "real" e ainda foi ameaçado de morte. Já o clube carioca foi acusado de ser ajudado pela Globo.
Muito bem, domingo chegou e com ele o clássico das multidões entre Corinthians e Flamengo. O jogo foi de um time por tempo. O Timão, líder absoluto do certame antes de marcar o seu gol, havia feito com o mesmo Jô, um legítimo e que de forma bisonha, lamentável, ridícula e catastrófica foi anulado pelo assistente Pablo Almeida da Costa.  
O jogo seguiu e o time da casa que vencia por 1x0, levou na etapa final um tremendo sufoco e acabou sofrendo o empate e só não foi derrotado porque esse ainda não era o dia. 
Na coletiva, veio o que se esperava. Pouco assunto da partida e apenas perguntas sobre o erro grotesco de Pablo. Fábio Carille, técnico corintiano estava revoltado com o erro e tem razão. O presidente do clube Roberto de Andrade também foi outro que reclamou e muito. E é bom que se diga que ambos reconheceram também que o Corinthians já foi beneficiado de forma equivocada na competição. 
Longe de achar que é bonito termos um dia de caça e outro do caçador e muito menos achar que afastar os péssimos árbitros fará a diferença. É preciso uma preparação séria, profissional e rodiziar os trios que ao invés de entrosamentos, seguem fazendo lambanças. Basta analisarmos que muitos dos erros ocorrem do mesmo trio. 
A imprensa também ajuda e muito nas polêmicas. Ontem por exemplo, houve quem questionasse aos jogadores do Corinthians se esse erro não foi de má fé para equilibrar o campeonato. Ora, isso é o cúmulo do ridículo. Todos foram e muitos ainda serão "ajudados" e "prejudicados" na competição.
Enquanto não houver educação nas quatro linhas, hombridade, fair play dos próprios atletas, essas polêmicas seguirão sendo mais manchetes do que os lances que valem ser comentados.
Por isso, sou sim a favor da tecnologia igual ocorre no vôlei, no tênis e no basquete, por exemplo. Na dúvida, vale a pena pedir o desafio. Fazer o que é certo. Mesmo que Carille e tantos outros entendam que isso fará do futebol algo chato, eu pergunto: É melhor correr esse risco de ter um futebol mais justo no quesito arbitragem ou se acostumar com essas bizarrices que vemos rodada a rodada no Brasileirão?
Pense, enquanto isso a bola continua rolando sem brilho e com espetáculos pobres, de conceitos de posse de bola sendo mais valorizado que a falta de gols, de equipes que perdem chutando o triplo, dobro dos que têm a competência de vencer com apenas dois, três chutes por partida. E viva o eterno 7x1.
Até a próxima!