quinta-feira, 29 de maio de 2008

JOGOS PARA SEMPRE - Por Rodrigo Curty

Ontem os jogos da Copa do Brasil e da Libertadores foram de arrepiar principalmente os torcedores dos times em disputa.

Começo pelo torneio que premia o campeão, a Copa do Brasil. A análise curiosa dos jogos das semifinais, é que tanto Vasco como o Corinthians conseguiram devolver o mesmo resultado sofrido na primeira partida.


O time cruzmaltino que precisava de uma vitória por uma diferença de três gols para chegar à final, somente conseguiu o seu segundo gol no fim da partida com o ídolo Edmundo.


Em exatos 45’, minutos antes, quase que um ex jogador do clube, o atacante Enílton marca para os rubro-negros, a bola carimbou a trave de Thiago. O resultado levou a decisão da vaga para os pênaltis, esse o maior sofrimento para qualquer jogador.

Foi aí que o ídolo vira vilão. Mas uma vez Edmundo, que foi o primeiro a bater a série, decepcionou a torcida vascaína que fez uma grande festa e lotou o caldeirão de São Januário. Naquele momento, o craque deve ter se lembrado da final do Mundial de Clubes da Fifa, onde também isolou a bola em um Maracanã cheio, contra o Corinthians. Melhor para o Sport que tinha Magrão, o mesmo que fez história, após levar o milésimo gol de Romário, no mesmo caldeirão e também de pênalti. Méritos para o time de Nelsinho que conseguiu a vaga e quer mais. Alguém dúvida do Leão que já deixou para trás times como o Palmeiras e Inter?

O adversário do Sport será o Corinthians que também devolveu o mesmo placar sofrido no Rio de Janeiro, 2x1. Loucura nas arquibancadas do Morumbi. Jogo bastante tenso, mas bem disputado, e com poucas chances para os dois lados.
O segundo tempo foi um pouco melhor. Com gols de Acosta e Chicão, o timão segurou as jogadas aéreas do Botafogo e levou a decisão para as penalidades. Mas foi do jeito que o corinthiano gosta. Com muito sofrimento, agonia, principalmente em cada cobrança dos cariocas que entravam no gol de Felipe. Esse que no fim, na última cobrança do Botafogo, espalmou e garantiu a classificação para a final.
Foi para o torcedor, a glória que fez a cidade em muitos pontos ficar ensurdecida. Promessa de mais dois grandes jogos na grande final.

Pela Libertadores, o Fluminense provou para muitos que não entrou na Libertadores para brincar. Melhor equipe na primeira fase, o time muito bem comandado por Renato Gaúcho, demonstrou muita raça, dedicação tática, controle dos nervos e claro, muita vibração.

Jogar contra o Boca Jrs não é fácil, ainda mais quando o adversário entra em campo com medo e sem confiar em seu potencial. O Boca começou arrasador, perdendo chances claras de gols, até que para variar, o grande craque do time, Juan Roman Riquelme, resolveu aparecer. Mas mesmo com dois gols marcados, o Boca não esperava a reação do Flu que correu atrás do placar por duas vezes, até conseguir o empate de 2x2, com gols dos seus Thiagos, o Silva e o Neves.

Esse resultado conquistado na Argentina pode pela primeira vez, colocar o tricolor em uma final do torneio. Mas é bom ficar esperto e concentrado, pois os hermanos já demonstraram do que são capazes longe de seus domínios. Parabéns ao Fluminense que honra bem o pais na Libertadores.


Até mais leitor EA!