quinta-feira, 18 de outubro de 2018

POLÊMICA DO VAR E O HEXACAMPEONATO DO CRUZEIRO - Por Rodrigo Curty

E o Cruzeiro conquistou mais uma Copa do Brasil. O bicampeonato, que resultou na sexta taça foi mais do que merecida. O Corinthians, por sua vez, valorizou essa conquista.
A partida foi eletrizante e teve como grande protagonista a presença do VAR. Sim, o juiz de vídeo mais atrapalhou do que colaborou.
Uma das razões, ao meu ver, foi o fato do árbitro Wagner do Nascimento Magalhães que no todo teve mais saldo positivo do que negativo, ter deixado de seguir as suas intuições para "ouvir" o que vinha da sala do VAR. Dois lances capitais que poderiam e, de certa maneira mudaram o rumo do jogo. 
Antes das polêmicas é bom que se diga que a raça corintiana não foi mais eficiente que a experiência, competência e técnica cruzeirense, que mais uma vez foi melhor fora de seus domínios. 
No primeiro tempo, a partida já poderia ter sido definida. Bola na trave, defesa de Cássio e erros de pontaria. No fim, 1x0, gol de Robinho com justiça.
A volta da segunda etapa não poderia ser diferente. O Timão que não marcava um gol há quatro partidas teria que virar o jogo e para levar a taça sem as penalidades, vencer pela diferença de dois gols. Foi aí que veio o primeira polêmica - Antes dos 10' um lance interpretativo - Thiago Neves e Ralf disputaram espaço e o volante do time paulista caiu e pediu a penalidade. 
O árbitro nada marcaria estando perto do lance, só que preferiu seguir a recomendação do VAR. Penalidade bem cobrada por Jadson e um turbilhão de alegria de quase 45 mil torcedores presentes na Arena de Itaquera.
O Corinthians seguiu atrás de seu segundo gol e o time de Mano Menezes esperando a chance para liquidar a fatura. A entrada de Pedrinho daria o que falar - a jovem revelação, que havia sido a estrela da classificação às finais contra o Flamengo, quase repete a dose. Após acertar um belo chute de fora da área e estufar as redes de Fábio, viu o VAR mais uma vez entrando em cena - No lance que originou a batida na bola, viram falta de Jadson no zagueiro Dedé - Até penso que foi, mas a convicção do árbitro que estava no lance e que preferiu deixar o jogo seguir e pela "cena" do excelente defensor, jamais  marcaria e o árbitro deveria ter mantido a sua interpretação.
Tudo indica que houve a lei da compensação, e vale lembrar o VAR é controlado também por um Ser Humano, logo deveria ser usado apenas em lances inquestionáveis e não após os interpretados de quem está no apito como foi nas duas formas.  
Enfim, o jogo seguiu, a torcida deu uma esfriada com a anulação do gol e para piorar, teve que se contentar com o belo contra-ataque e gol do cansado, heroico e craque uruguaio Arrascaeta, de cavadinha vencendo o gigante Cássio.
Era aguardar os minutos finais e comemorar a irretocável campanha. Era esperar para vibrar com a proeza - nunca nas edições anteriores, um time venceu o torneio de maneira seguida e muito menos um treinador foi Bi, méritos para o questionado e competente Mano Menezes e seu esquadrão Celeste que sonha alto em 2019.
É aguardar para ver.
Até a próxima!!





quarta-feira, 17 de outubro de 2018

CORINTHIANS E CRUZEIRO DECIDEM A FINAL DA COPA DO BRASIL - Por Rodrigo Curty

Foto: Globoesporte.com
E chegou o grande dia. Corinthians e Cruzeiro decidem hoje quem será o 30º campeão da Copa do Brasil, torneio que é considerado o segundo mais importante do Brasil.

A Arena Corinthians terá casa cheia para empurrar o Timão na busca do quarto título da competição (1995/2002/2003). Já a Raposa busca seu sexto caneco (1993/1996/2000/2003/2017).

De quebra, o vencedor encherá os cofres com o prêmio no valor de R$50 milhões e já garantirá uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. 

O confronto deve ser equilibrado, uma vez que no duelo de ida, os mineiros venceram pelo placar magro de 1x0. Desta forma, um empate resolve, assim como vitória por qualquer placar. Aos paulistas resta vencer pela diferença mínima de um gol para levar a decisão para os pênaltis ou por dois gols de diferença para evitar o nervo à flor da pele. 

As duas equipes vivem situações opostas na temporada. O Timão passou por uma transformação no elenco, desde o comando até as peças importantes da temporada passada. 

Para muitos, o fato de chegar a decisão já foi um grande marco. Mesmo reconhecendo ser inferior ao adversário, o fator camisa, vontade e raça que sempre se faz presente nas adversidades, é a esperança.

Já o Cruzeiro manteve a base das últimas temporadas e vê em Mano Menezes a peça chave para fazer o time vencer mais uma Copa do Brasil e amenizar a campanha regular no Brasileirão e eliminação na Taça Libertadores.

O jogo se ganha em campo, aliás, assim se espera. Que vença o melhor e que possamos ter um futebol vistoso e sem covardia física e de postura, afinal, futebol é bola na rede.

A missão de Jair Ventura não é nada fácil. A equipe não marca um gol há quatro partidas e deve continuar sem um camisa 9 de ofício. A verdade é que essa dúvida na escalação deve seguir até próximo do time entrar em campo. Certeza mesmo deve ser o retorno do volante Douglas no lugar de Gabriel e as ausências de Renê Júnior (lesão no joelho esquerdo), Ángelo Araos (suspenso) e Matheus Matias, Rodrigo Figueiredo e Roger (impossibilitados por anteriormente defenderem outras equipes na competição).

Para o Cruzeiro as ausências de Egídio e Sassá podem surtir efeito. Na lateral, Mano Menezes pode surpreender e escalar o volante Lucas Romero, no ataque, Barcos aos poucos volta a ser o atacante perigoso e de gols. 
A maior preocupação mesmo fica no meio. O craque uruguaio Arrascaeta chegará em São Paulo, após 25 anos de viagem. Se jogar, deve ser nos minutos finais.

Faça a sua aposta. Quem leva a taça? No papel, aposto no Cruzeiro, desde que não jogue com o regulamento. De qualquer maneira, nessas horas improváveis, o Corinthians tira força sabe lá da onde.

Até a próxima!!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

FLAMENGO E O SOFRER SEM VENCER - Por Rodrigo Curty

Foto: forums.tibiabr.com
E mais uma vez o Flamengo decepciona o seu fanático torcedor. A eliminação na semifinal para o Corinthians vai muito além da equipe não estar em mais uma decisão.
E não é de hoje que as deficiências técnicas, a falta de padrão tático, a mediocridade e o jogo óbvio mostram as caras.
O Flamengo tinha tudo para vencer o Timão em sua casa. Provar que o primeiro jogo foi um erro de percurso. A diferença técnica, porém não fez presente. A falta de ousadia, garra e vontade deu lugar a máxima do futebol - a da competência.
No Corinthians isso prevaleceu. E é bom que se diga que se no jogo de ida, o alvinegro se apequenou e mesmo assim quase venceu, na volta fez a lição de casa diante de sua torcida e avançou.  
E como sempre, ao clube carioca, restou as desculpas e mais desculpas após o vexame. E muitos insistem em dizer que não sabem a resposta a tantas vergonhas. O fato é que o Flamengo virou há muito tempo um clube que se mostra um modelo de administração e sem nenhuma aptidão a levantar taças.
Tudo bem que a gestão Eduardo Bandeira de Mello colaborou e muito para os vexames. Pé frio, departamento de futebol fraco, planejamento pífio e outros blá-blá-blá. 
Agora vamos analisar friamente e sem paixão: Antes dele, o clube era afundado em dívidas e tão pouco levantava taças de expressão. Desde 2009 não levanta um Brasileirão. Desde 2013 a Copa do Brasil. E nesse período levantou os supervalorizados estaduais e virou manchetes de 'piada" na Libertadores e Copa Sul-Americana e lutou contra rebaixamento. Pior, se acostumou a ser vice, a perder sem sentir a dor da perda. Virou um time acomodado e com o discurso de que "agora é levantar a cabeça" e pensar na frente.
O ano de 2018 tinha tudo para ser o ano da redenção. o ano de que o trabalho que foi feito no triênio traria os sonhados títulos. Só que não. Do discurso e promessas do início da temporada, resta agora, se muito, jogando essa "bolinha", conseguir uma vaga para a próxima Libertadores da América.
O erro de planejamento quando Paulo César Carpegiani, que veio para ser coordenador e virou treinador com a saída de Rueda, já dava sinais do que viria na temporada. 
Como se não bastasse, a derrota nas semifinais do estadual para o Botafogo mostrou novamente a falta de preparo da diretoria, foram apenas 17 jogos no comando e a demissão juntamente com diretor-executivo de futebol Rodrigo Caetano. Lambanças e mais lambanças.
Veio então o estudioso, o bom de grupo Maurício Barbieri. O bom começo fez com que fosse efetivado. O time chegou a ser líder do Brasileirão e sofreu com a parada para a Copa. O erro foi a efetivação do treinador? Ora, sejamos frios e calculistas e sinceros. O treinador tem um futuro pela frente, porém nenhuma experiência para administrar pressão. Não adianta mudar treinador agora e ter a mesma postura nos bastidores. 
Barbieri falhou ao não assumir que o Flamengo era um elenco de mais de 30 jogadores. Tinha que ter trabalhado dois times distintos ao invés de ir todo jogo para o limite de cada um dos 11 escolhidos. Ficou sem opção de mudança tática, inventou posições, foi incoerente, enfim, perdeu o comando e ao meu ver a credibilidade com muitos.
Afinal, como explicar para um jogador que atuará uma partida que na próxima ele volta ao banco? Por que não dar ritmo e incentivo, como por exemplo fez e faz no Palmeiras, o experiente e de grande personalidade Felipão? Lá diziam às más línguas que ele duraria  somente 10 jogos. Só que não, hoje mesmo eliminado tem o grupo na mão porque todos jogam e ainda conta com a possibilidade de levantar um dos torneios que estão em disputa.
Por isso, vejo que o maior erro do Flamengo é o de não ter um "cara", um ex-ídolo ou alguém que faça o grupo sentir na pele o que é vestir essa camisa que perde seu peso a cada "queda" vergonhosa.
E longe de achar que os tempos de porrada na cara, xingamentos e menosprezo resolveria. No radicalismo, a melhor saída talvez, seria colocar os "meninos" que honram desde cedo a camisa rubro-negra. Afastar os ídolos e medalhões que muita das vezes jogam com o nome.
E outra, muito jogador precisa sentir que o conformismo é inadmissível. Precisa sentir a dor aonde mais dói, no bolso. 
Precisa de um responsável para cobrar isso. Dizer que os salários são altos e pagos em dia. Dizer que tudo que se espera é um time que agrida, que "sangre", que jogue no limite, se assim for preciso para conseguir vencer e convencer.  
O torcedor não merece passar por isso e muito menos ter que sempre ouvir o discurso de que o time precisa aprender a sofrer, sentir dor, como se isso fosse certeza de vitória. Está provado que não é isso, afinal, o rubro-negro está mais do que acostumado a sofrer sem vencer. 
É aguardar os próximos capítulos e de uma vez por todas o entendimento de que o clube tem elenco e não tem um time. De que o clube tem investimento e não tem conhecimento de futebol. De que o clube tem estrutura e não cobra como deveria os seus empregados. 
E por fim, de fazer valer a faixa com os dizeres "O Brasileiro é obrigação" que voltará ainda mais forte, ser a luz no fim do túnel.
Até a próxima!!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

FLAMENGO E CORINTHIANS MEDEM FORÇAS NA COPA DO BRASIL - Por Rodrigo Curty

E mais uma vez Flamengo e Corinthians estarão frente a frente. Desta vez, pela Copa do Brasil. As duas equipes que possuem as maiores torcidas do país prometem fazer duas partidas memoráveis. 
O Flamengo passou para semifinal, graças a vitória sobre o Grêmio, no Maracanã lotado. O time que estava pressionado pelos resultados negativos contra o próprio tricolor gaúcho, que venceu com um time reserva pelo Brasileirão, e depois a derrota, em casa para o Cruzeiro na Libertadores.
Ok, nesse tempo houve na última partida a vitória sobre o mesmo Cruzeiro no nacional. Enfim, isso no caso não importava muito, caso houvesse mais uma eliminação e vexame dentro de seus domínios.
O gol relâmpago de Everton Ribeiro decretou a classificação às semifinais. O jogo foi bem estudado, tenso e sem muito trabalho para os goleiros. Pelo resumo dos duelos, classificação justa para a equipe que foi mais competente.
Agora, resta saber como lidar com o dia a dia, elenco e variações técnicas na equipe. Um erro poderá ser fatal nas três competições. E claro, uma regularidade como antes da Copa do Mundo, fará o time alcançar os objetivos traçados. 
Já o Corinthians está muito longe de empolgar. É um time em constante formação e adaptação. Faz o que pode com o que tem. Osmar Loss, de certa maneira faz alguns milagres.
A dependência de algumas peças é nítida no elenco. Cássio, Gabriel, Jadson, Romeiro e Pedrinho(que ontem sentiu no aquecimento) são provas disso. De qualquer maneira, essa camisa deve ser muito respeitada. O Timão sempre consegue suas artimanhas nos momentos que não se imagina. 
A equipe no Brasileirão provavelmente busque até uma das "muitas" vagas para à Libertadores. Esse torneio, aliás, o time precisa vencer o Colo-Colo na volta para seguir sonhando com o título. Dosar o elenco e não perder peças é o principal desafio. 
A vaga veio contra a mesma Chapecoense que o derrotou pelo Brasileirão no último domingo. Vitória de 1x0, gol de Jadson. 
Do outro lado da chave, impossível não citar o Cruzeiro. O time de Mano Menezes foi derrotado pelo Santos por 2x1 de virada e mesmo assim avançou. Sim, quem tem um goleiro frio e experiente às vezes tem tudo. Fábio pegou as três cobranças santistas e enlouqueceu o Mineirão. 
A Raposa segue focada na Copa do Brasil e Libertadores, onde tem ótima vantagem para a partida de volta contra o Flamengo. Até lá três compromissos pelo Brasileirão. Erram aqueles que pensam que o time abrirá mão.
Hoje Palmeiras e Bahia que empataram sem gols na primeira partida buscam a última vaga. Vantagem para os comandados de Felipão. É aguardar para ver.
Até a próxima!! 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

FLAMENGO TEM TUDO PARA AFASTAR O DESGOSTO - Por Rodrigo Curty

E começou a maratona de jogos para o Flamengo. E mesmo que não seja uma exclusividade do atual líder do Brasileirão, o fato é que o planejamento será fundamental para o sucesso. Caso contrário, o mês de agosto poderá ser lembrado como de desgosto e possíveis momentos de "terror" no Mais-Querido do Brasil.
Se no hino se canta " eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo", sair precocemente não seria diferente.
Sim, para muitos rubro-negros, a obrigação é a de ganhar todos os torneios. Claro que isso é algo muito complicado para qualquer equipe, mesmo que recheada de jogadores por posições. O motivo são vários, entre eles, o entrosamento de um time "B", o calendário maluco - responsável por colaborar nas lesões de jogadores importantes e também o fator emocional, não menos importante.
De qualquer maneira, é importante ressaltar que o clube da Gávea montou um belo plantel para suportar suas obrigações no ano e tem reais possibilidades de sucesso. Quando falo em belo elenco, penso na homogeneidade, cada vez mais importante nos clubes que visam chegar aos títulos, como por exemplo, o Corinthians no ano passado.
COMPETIÇÕES
A liderança no Brasileirão está ameaçada e merece atenção especial. O São Paulo foi bem contra os considerados mais "fortes" e tem tudo para alcançar a liderança nas próximas rodadas, considerando os duelos que tem em relação ao Flamengo. É bom se atentar para Atlético MG e Internacional que correm por fora e não têm mais nada para se preocuparem. Outros como Cruzeiro e Palmeiras, saindo de alguma das outras duas competições, tendem a crescer. Haja emoção e coração aos torcedores dessas equipes. Penso que o Flamengo deveria valorizar muito a busca desse título.
Libertadores - A ambição de conquistar à América é uma realidade. Jogos mais duros e sem tempo de recuperação para outras competições. Agora será que vale mesmo a pena se "matar" e abdicar de outros torneios que se vai bem? Quem muito quer, nada tem. Mata-Mata é complicado e muitas das vezes quem vence é o time competente e não o mais forte. Trabalhar o plantel aqui, evitando desgaste físico e emocional é essencial para o sucesso. O Flamengo pode fazer bem isso. 
Já a Copa do Brasil é um título importante, só que sinceramente, repito que ao meu ver, o Brasileirão e a Libertadores, na atual conjuntura do clube, devem ter mais atenção. 
É mais fácil opinar e falar estando de fora. Agora, convenhamos, é claro que fica complicado escolher se esse torneio deve ser muito valorizado. 
É muita pressão e uma eliminação precoce, caso fosse escalado um time considerado misto, seria um problema, assim como se entendessem que a mesma, por exemplo fosse o "campeonato carioca", perto dos outros dois - questionariam o porque da competição de menos peso ter sido tão valorizada, concorda? 
Mas, de volta as vacas magras, o primeiro desafio foi nada mais, nada menos que o atual campeão da Libertadores, o forte e entrosado Grêmio, no qual o seu treinador, Renato Portaluppi tem na mão e sabe mexer muito bem nas variações.
Do outro lado, o bem menos badalado, porém ganhando seu espaço dia após dia estava Maurício Barbieri. 
Foi sem dúvida a melhor partida do ano no Brasil. Duas equipes que valorizam a posse de bola, que sabem jogar pressionadas e que se respeitam. Não houve chutões, pancadaria e jogadas bizarras que estamos acostumados a ver. Vimos sim, uma aula tática e no fim um resultado de 1x1 com sabor de vitória para os cariocas, que buscaram insistentemente o gol de empate e foram bem melhores, sobretudo na etapa final.
Impossível não mencionar a entrada do estreante Vitinho no Flamengo. Mostrou personalidade e não sentiu a pressão. Nem ele e nem o garoto da vez, Lincoln, que empatou a partida. Olho no garoto porque tem muito potencial. 
A partida de volta será no dia 15. Até lá, os compromissos de Brasileirão e Libertadores entram em cena. Sábado, ambos voltam a se encontrar pelo nacional. Será que teremos time misto para ambos? No tricolor com certeza, no Flamengo, talvez quatro ou cinco mudanças, que não mudarão o jeito que Barbieri gosta de ver - um time ofensivo, paciente e envolvente. Faça a sua aposta e que venham mais jogos assim para assistirmos.
Até a próxima!

sexta-feira, 6 de julho de 2018

BRASIL PECA PELA COMPETÊNCIA - Por Rodrigo Curty

E o Brasil mais uma vez ficou pelo caminho na Copa do Mundo. O algoz dessa vez foi a seleção da Bélgica. Ganhar ou perder faz parte de qualquer esporte e também na vida, resta saber como lidar com isso.
Os comandados de Tite tiveram um desempenho aquém das expectativas, mesmo que muitos discordem. O time deveria ter sido trocado pelo elenco. As mudanças deveriam ter sido realizadas, independente de suas convicções. 
Hoje é muito fácil criticar, xingar, lamentar a derrota e falar de Tite e seus comandados. Penso que o trabalho deve ser mantido, porém com algumas condições que fizeram falta e que uma hora iríamos vivenciar. É preciso entender que as eliminatórias sul-americanas não podem servir de base para algo maior. O nível é outro e as facilidades muito maiores para chegar à Copa. 
O treinador manteve as suas convicções, suas ideias de longo período porque não viu outra alternativa. Acreditou realmente que no final das contas, os seus "protegidos" e "apostas" dariam conta do recado e calariam as críticas. 
Ora, a insistência em Gabriel Jesus, Paulinho e Willian foram desnecessárias. Repito, o time deveria ser elenco. Roberto Firmino não foi bem hoje, mas poderia sair titular, Douglas Costa poderia entrar antes, assim como Renato Augusto, antes titular e mais experiente que o escolhido Fernandinho. 
É verdade que aos poucos a seleção evoluía e aparentava dar o tão sonhado espetáculo ao seu torcedor. O problema é que o esquema burocrático, o de resultados e paciência se consolida quando se tem a partida no controle. E foi exatamente isso que faltou nas quartas de final. 
Tudo bem que o Brasil poderia antes dos 10' estar na frente com dois gols de vantagem, só que faltou a competência e a sorte que nos acompanhou por tanto tempo. E é sabido que a sorte acompanha os competentes e os que trabalham, e isso nunca faltou.
Então porque não deu certo justamente quando precisávamos? Talvez por acharmos que somos mesmo os melhores, os imbatíveis, os únicos pentacampeões. Talvez por prepotência e falta de compreender que os europeus nos copiaram bem e evoluíram na questão de competitividade e futebol de qualidade, enquanto deixamos de herdar o que eles podem nos ensinar, como as mudanças táticas e frieza, por exemplo. 
Ora, no futebol é preciso respeitar e reconhecer as limitações. O Brasil não teve nenhum tipo de mudança tática, era um time óbvio e de fragilidades nas laterais e fraqueza no meio-campo. Um time que jogou com vontade e determinação sem nenhum tipo de esquema, era tudo na base do jogar na área e ver o que vai dar -  uma hora um pé aparece na frente da bola e empurra para as redes. Para ser campeão é preciso muito mais. 
Ficou nítido que Tite demorou para entender que uma peça fora seria a certeza de algo drástico como foi. Casemiro fez muita falta. Fernandinho sentiu a infelicidade no gol contra e a partir daí errou, marcou errado, não teve apoio do restante da equipe e poderia ter o treinador fazendo a troca. 
E olha que mesmo assim o Brasil se impôs e foi muito superior a "ótima geração belga", que mostrou o suficiente para abrir 2x0 e aguentar a pressão. Provou ser uma equipe em que todos jogam por todos e não apenas para um brilhar. Provou ser uma equipe de esquema tático, mudanças inesperadas como Hazard e Lukaku jogando de pontas com De Bruyne jogando de falso 9. 
Do lado brasileiro faltou uma liderança, um cara que chamasse a partida para si. Calma, falo de Philippe Coutinho e Neymar, que sumiram e foram meros coadjuvantes, enquanto Douglas Costa, que após entrar foi a melhor alternativa para buscar algo na partida. Fez o que os considerados craques deveriam fazer. Outro que tentou foi Marcelo, um lateral/ala. Só que quem brilhou e poderia sair como o melhor do jogo deu azar -  Renato Augusto marcou o gol e teve a chance do empate, antes mesmo de Neymar, no apagar das luzes parar novamente na muralha de nome Courtois.
Agora é levantar a cabeça e reconhecer que a seleção não estava madura para conquistar o Hexa. É repensar nas regalias e nas preocupações extracampo, como as redes sociais, as marcas que investem horrores na figura de A ou B como garoto propaganda. Seleção brasileira é coisa séria e deve ser respeitada e valorizada mais do que qualquer equipe em que um atleta que é convocado atua. É preciso entender isso, como também valorizar aos que no país atuam. 
Longe de comparar com os outros que estão anos luz na nossa frente, no que diz respeito o surgimento e trabalho de base. Basta pensar apenas em Alemanha, França e Inglaterra, que contam com mais de 80% dos convocados atuando nos clubes de seus países. Ok, o Brasil não tem força financeira para manter os que surgem em seus clubes, mas poderia repensar no formato de manter um base também em casa, caso contrário, esqueça comprometimento, identidade e o significado de vestir a camisa mais pesada do futebol mundial.
Força Brasil e que comece o planejamento desde já. Daqui quatro anos nos vemos no Catar.
Até a próxima!!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

BRASIL E BÉLGICA MEDEM FORÇAS NA COPA - Por Rodrigo Curty

E a seleção brasileira finalmente começou a dar sinais de melhora na Copa do Mundo. Depois de ser questionada sobre a obrigação da classificação na fase de grupos, nas oitavas de final com o México pela frente, por mais que alguns torcedores não admitam, existia certa preocupação.
Pois bem, mesmo que o Brasil tenha sofrido no início com uma marcação sobre pressão, falta de poder ofensivo do adversário e com um Philipe Coutinho apagado, mostramos que outros podem aparecer.
Neymar resolveu se soltar mais. Chamou o jogo, evitou cair nas provocações e sim, precisa apenas melhorar nas suas atuações desnecessárias. Longe de entender que as pauladas, pisadas, entre outras coisas tenham que passar desapercebidas, apenas penso que não precisam ser valorizadas como foram. 
O craque da seleção para chegar ao objetivo de ser um dia o melhor do mundo precisa amadurecer. E isso passa por Tite, que ao meu ver, deveria deixar o camisa 10 se defender sozinho, uma vez que de bobo, ele não tem nada e é um cara do bem. A imprensa internacional pega demais no pé do menino Ney, mas porque ele também permite isso.
No campo ele é gênio, basta ver o toque de calcanhar para Willian, este aliás, finalmente resolveu estrear na Copa, antes de empurrar para às redes. Depois na participação da jogada do gol de Roberto Firmino, que provou ser o "coringa" do treinador e um exímio atacante camisa 9. Será que não está na hora de Gabriel Jesus esquentar o banco? E mesmo que digam que não porque ele é fundamental no esquema tático, me perdoe, afinal o atacante do Liverpool faz muito bem essa função por lá e cairia como uma luva.
O placar de 2x0 poderia ter sido melhor se não fosse o esquema burocrático de jogar com o resultado e não para o encantamento. Uma pena e uma esperança na próxima partida.
Bem, digo isso porque basta pensar que a Bélgica, que suou para passar pelo Japão, que vencia por 2x0 e abdicou de "matar" o jogo na reta final, permitindo a espetacular virada por 3x2, tem um time, tem um elenco e o desejo de fazer história. 
É claro que a partida não deve ser fácil e sim bastante estudada e com alternativas. Acredito que para o Brasil será melhor pegar uma seleção que joga e deixa jogar e não como as anteriores que adoram defender e esperar a chamada "bola" do jogo. 
O duelo poderá ser decidido em um detalhe, em uma fatalidade ou até mesmo com placar elástico. Os diabos vermelhos não devem manter o esquema de três zagueiros. Se assim fizer, melhor para o Brasil, que deve saber se aproveitar da marcação no campo adversário e conseguir marcar seus gols. 
Por outro lado, Tite deve montar um time mais cadenciado e com marcações em zona, afinal Hazard, Bruyne e um atacante como Lukaku merecem atenção de todos. E olha que o banco já provou ser forte também. A mudança de esquema tático é variável como a partida. Melhor pra nós que o tic-tac de Roberto Martínez pode nos ajudar ao não ter chutes a todo momento à meta de Alisson.
Faça a sua aposta, a minha é que quem passar deve entender que a Copa seguirá adiante contra duas belas seleções - Uruguai ou França. O hexa é logo ali, só que o caminho pede atenção.
Até a próxima!!