segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E o Flamengo? Acabou o amor ou a essência? Por Rodrigo Curty



O futebol é uma paixão! Isso é mais do que claro. Amor e ódio andam lado a lado. A relação time e torcida sempre viverá numa montanha russa de emoções. A questão é encontrar um equilíbrio quando um time considerado colossal começa a desmoronar.

O ano de 2026 iniciou com a certeza para muitos, de que o Flamengo nadaria de braçadas, afinal o elenco, pelo menos no papel é absurdamente forte, milionário e sujeito a mais peças, se necessário.

Ora, o fato é que ninguém ganha de véspera e muito menos sem jogar. É bem verdade que o ano apenas começou, e nesse calendário absurdo com campeonatos regionais, misturado com brasileirão, e em breve Copa do Brasil e Libertadores, quem não tiver a competência, estratégia, planejamento e sangue frio, vai ter problema. E para o torcedor rubro-negro, isso já parece uma triste realidade. O time tem sérios riscos de disputar um quadrangular contra o rebaixamento no estadual, estreou de forma bisonha no brasileirão, perdeu o título da Supercopa do Brasil, jogando novamente mal e se vê sem muito tempo para se ajustar.

É bem verdade que a torcida ficou mal acostumada. Os títulos da Libertadores e Brasileirão no ano passado, ainda vivem na memória, só que não se pode tapar o sol com a peneira e achar que os velhos erros sumiram. E olha que nem sou daqueles que questionam o trabalho de Filipe Luís como sendo ruim, porém questiono ou pelo menos tento entender o porque de tantas insistências, teimosias e pragmatismo do treinador.

É inadmissível ver um elenco desse porte entregando tão pouco, mesmo quando vence ou conquista títulos. Se analisarmos a equipe titular ou a reserva, é possível montar dos grandes times. É mais do que necessário fazer esse time render. O time é ruim em campo. O esquema tático manjado, a preguiça de certos jogadores, a falta de iniciativa, liderança, e pior, a aceitação de estar sendo derrotado é imperdoável. E seria bom começar a colocar em campo quem está com vontade ao invés de jogadores que entram só pelo nome.

O que acontece com a zaga que levou poucos gols em 2025? Por que o setor de meio-campo anda distante, sem comunicação, qualidade e sem criatividade? E o ataque? Até quando será inoperante? Estamos falando de nomes como Varela, Léo Ortiz, Alexsandro, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Pedro, entre outros. Porque insistir em Plata, Bruno Henrique de falso 9, Samuel Lino? Porque não dar mais tempo para Cebolinha, recuperar o futebol de Luiz Araújo, entender a importância de variações táticas, durante as partidas, por exemplo num esquema - 4-2-1-3 , 4-2-3-1, ou um simples 4-4-2.

O Flamengo tem a obrigação de render mais, de surpreender os adversários, de tirar sempre um coelho da cartola. Não dá mais para aceitar esse jogo pragmático, que é fraco no ataque e displicente na defesa. O time não tem competência e machuca muito pouco. Será que é tão difícil fazer um time atuar com mais atenção, tesão e vibração? Filipinho é estudioso, só que também parece manter o espírito de jogador, e talvez isso atrapalhe. Tem que entender, de uma vez por todas, que agora que ele está muito valorizado tem que esquecer as amizades e cobrar mais e mais. E isso serve também para o diretor de futebol José Boto. O elenco ganha em dia, tem as regalias, chega de passar o pano e se abraçar as desculpas de má sorte, temporada iniciando, erros de arbitragem, etc.

A essência do Flamengo sempre será de vencer, de lutar e jamais se entregar. A mística de raça, amor e paixão precisa voltar. O amor jamais acabará, só que passou da hora do time reagir, caso contrário, a tendência é a torcida reviver os velhos filmes trágicos entrando em cena. A hora da virada é na quarta-feira contra o Internacional, em pleno Maracanã, que entre aplausos e possíveis vaias, receberá a equipe e também a reestreia de Paquetá, jogando em casa.

É aguardar para ver! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de março de 2023

O eterno Rei rubro-negro faz 70- Por Rodrigo Curty

E hoje é um dia muito especial para a Nação Rubro-Negra, aliás, arrisco dizer que para os rivais também, afinal é desafiador encontrar alguém que não seja fã de Arthur Antunes Coimbra. 

O Arthurzico, como sempre foi chamado por Dona Matilde e Seu Antunes, o Galinho de Quintino para a maioria ou simplesmente Galo, Zico, Arthur, não importa, pois o fato é que o lendário camisa 10 da Gávea é um cara espetacular.

O tempo passa, mas a alegria, agradecimento, legado e exemplos diários do eterno Rei rubro-negro, que completa hoje 70 anos seguem à toda e que assim seja por muitos e muitos anos.

Zico é uma pessoa ímpar, humilde desde os tempos de atleta. Um conhecedor como poucos do esporte Bretão. 

E parafraseando o grandíssimo Jorge Ben Jor, como faz falta um cara com a dinâmica, física, rica e rítmica e com reflexos lúcidos para resolver os jogos do Mais Querido. Que saudades de seus dribles desconcertantes, chutes eletrizantes e o barulho da rede estufando com os gols de placa.

É óbvio que não existe perfeição, só que Zico sobrava em inspiração, mesmo quando não estava bem, o que era raríssimo. Jogador clássico, de visão absurda das jogadas, de toques refinados, explosão, gols espetaculares, de faltas cobradas com a "mão", meu Deus, quanta saudade. E sim, é maravilhoso viver esse saudosismo.

Meu desejo é para que Zico tenha cada vez mais saúde, alegrias e siga ensinando, contando as suas histórias aos mais novos e aos atletas que por muito pouco se julgam craques e ídolos. Que siga sendo exemplo de inspiração, comportamento e pés no chão.

Escrever, falar de Zico é sempre maravilhoso. Falar de seu início, do convívio em família e amigos em Quintino, do primeiro jogo, os gols espetaculares, os momentos de dificuldades, vitórias na vida e na carreira, entre tantas outras coisas é sempre bom, mas isso já foi e sempre será contado por mim e outros, sempre será lembrado, e convenhamos, para falar do Galinho, haja páginas e arquivos.

E mesmo sabedor que ele merece o máximo de homenagens, eu encurto para não perdermos tempo com o que nos dá saudade, os lances, gols e alegria de uma tarde de domingo no Maracanã, pelo país, mundo inteiro, seja vestindo rubro-negro ou de amarelinha. Seja pela Udinese ou Kashima 

Então, eu deixo aqui para o deleite da Nação, alguns desses momentos do cara de marcas impressionantes*. O do homem que fez em 23 anos de carreira, 804 gols oficiais, sendo 509 gols com a camisa do Mengão, o que te coloca como o maior artilheiro do clube. Destes, 334 gols foram no Maracanã, o que o coloca como o maior artilheiro do estádio. Zico também é o maior artilheiro do clássico Fla-Flu com 19 gols, dono de duas bolas de ouro, cinco de prata e alguns troféus de artilheiro das competições. 

TÍTULOS DE ZICO NA CARREIRA (1971-1994)

Flamengo:

Carioca - 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981 e 1986
Brasileirão - 1980, 1982, 1983 e 1987
Copa Intercontinental (Mundial) - 1981
Copa Libertadores - 1981

Seleção Brasileira:

Copa Roca - 1976. Títulos em amistosos: 
Taça do Atlântico (1976), Copa Rio Branco (1976), Taça Oswaldo Cruz (1976), Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (1976) e Taça Brasil-Inglaterra (1981)

Kashima Antlers:

Copa Suntory Series - 1993

Saúde Arthur Antunes Coimbra. Felicidades e obrigado por tudo que fez e faz pelo nosso futebol, pelo Flamengo e sim, Vida longa ao Rei! SRN galera e até a próxima! 

*Gols retirados do canal Futebol Nacional e Fla Jornal


quarta-feira, 1 de março de 2023

LÁGRIMAS E CHUVA - Por Rodrigo Curty

E não é que a música Lágrimas & Chuva, composta por Bruno Fortunato, Carlos Leoni, George Israel e cantada lindamente na voz da bela Paula Toller, da banda Kid Abelha até que casa com o momento do Flamengo?

Arrisco dizer que tem muito rubro-negro perdendo o sono, chorando, lamentando e que busca entender o sentido da atual fase da equipe. Sim, o medo de ter uma temporada drástica é real, como é o de entender que o mundo é injusto e no momento ruim, o desejo é esquecer.

Sim, eu assumo, que eu queria esquecer que o Mais Querido do Brasil, mais uma vez decepcionou o seu torcedor. Lá se foi mais um título pelos ares, desta vez o da Recopa, em pleno Maracanã com quebra de recorde de público. Sim, o campeão foi o Independiente del Valle, do Equador, que fez valer da única opção que tinha para chegar ao objetivo - o de deixar de jogar, atrasar o jogo, catimbar e contar com a sorte até a decisão nos pênaltis, vencido por 5x4.

De qualquer maneira, futebol é competência e como o rubro-negro não teve durante mais de 130 minutos e na marca da cal, o que se viu no apagar das luzes foi mais um Maracanazo, um vexame, uma tristeza para mais de 42 milhões de torcedores.

Definitivamente o Flamengo está em uma fase ruim. E olha que se analisarmos friamente, veremos que o time vem em evolução, mesmo ainda devendo demais em alguns quesitos. Basta prestarmos atenção no setor defensivo que levou apenas dois gols nas últimas cinco partidas, sendo duas delas com um time reserva. Ok, só que o futebol é feito de gols, e nesse quesito que sempre o time foi forte, está uma vergonha. No mesmo período foram apenas sete gols marcados.

É inadmissível marcar apenas um gol na equipe equatoriana. É bem verdade que na primeira etapa, se as chances criadas fossem convertidas em gol, hoje falaríamos que finalmente o time parecia engrenar. Ora, cinco chances claras, sendo quatro de cabeça, duas batendo na baliza e apenas uma de Varela chutando para a defesa de Moisés Ramírez. É pouco para um time de qualidade técnica absurda. No segundo tempo, o time foi muito mal, VP demorou para mexer. Matheus Cunha e Cebolinha foram bem, e Arrascaeta deu uma esperança no fim, para na prorrogação não render e nas penalidades sucumbir. Coisas do futebol. 

Muita das vezes as conquistas ou vitórias ofuscam os problemas. O maior erro do Flamengo se chama planejamento. Foi assim, quando terminou a Libertadores com o tricampeonato. Longe de achar que Dorival Junior seria a solução, mas também, longe de concordar que deveria sair da maneira que foi. Mesmo nitidamente o time abrindo mão do resto da temporada, com duas taças importantes conquistadas, o treinador deveria permanecer até o final do Mundial de clubes, independente do resultado.

Pois bem, assim não foi. A diretoria trouxe Vítor Pereira e convenhamos, da pior maneira possível. Até poderia ser ele o nome, mas não no momento que foi. Um tiro no pé, aliás, mais um dessa diretoria, que sim, é vitoriosa, porém que se sente acima do bem e do mal. VP completou ontem 58 dias no comando e já perdeu três decisões( Supercopa, Mundial de Clubes e Recopa). O time segue trocando o pneu com o carro em movimento. Todos acreditavam que o entrosamento da equipe supriria qualquer adversidade.

Só que existe a metodologia de cada pessoa. E VP definitivamente tem dificuldade de implantar a sua e sabe Deus se conseguirá ficar no comando. Hoje o time é um festival de cruzamentos sem sentido. A bola parada não existe, assim como a parte física e técnica desejada. 

De qualquer maneira, arrisco dizer que a diretoria não quer cometer os mesmos erros de gestão com os antecessores do português. É claro que o cenário é parecido com o ocorrido com Paulo Sousa e Domènec Torrent, para não falar de Rogério Ceni, Renato Portaluppi e Dorival Jr.

A temporada está apenas no começo, só que a paciência acabou. O que fazer? Buscar culpados? Recomeçar? Parar de palhaçada e entender que o Flamengo é uma empresa e que as regras do jogo devem ser seguidas, jogadores gostem ou não. Sim, em momentos de crise, o que sempre parece é que os jogadores que mandam. 

Nomes como Santos, David Luiz, Varela, Vidal, Arrascaeta, Éverton Ribeiro, Gabigol, Pedro, entre outros, oscilam muito. Tem que olhar mesmo para a garotada, principalmente para Matheus Cunha e Matheus Gonçalves. Chega de jogar com o nome. Chega de colocar panos quentes e aceitar que o elenco peça um treinador que seja boa gente, que não cobre treinamentos "fora de hora", que "escuta" o que pensam do planejamento e etc, para assim darem resposta no campo.

Na atual conjuntura, se eu fosse arriscar, diria que VP sai se tiver uma proposta e, se ficar, tem prazo, sairia no meio do ano, para a volta de Jorge Jesus. Claro, que insistem em falar da possibilidade de Tite. E Cuca? Ora, quanta suposições. Se fosse escolher, porque não Marcelo Gallardo?

Acredito que vale viver o presente, afinal o momento é conturbado, mas a hora é de te calma, avaliar se seria hora de uma renovação, uma rejuvenescida no elenco, contratações pontuais e não astronômicas. O elenco é fortíssimo, e tenho certeza que dará a volta por cima, como sempre deu, afinal, acredito que não apenas eu, mas quase que a massa inteira, fica ouvindo passos e acredita, quem sabe o fim da história, viveremos as glórias de mil e uma noites.

Ser Flamengo é para os fortes e a torcida abandonar agora seria um erro. É a hora da união, de sermos mais fortes e lutarmos como sempre contra tudo e todos. Levar a energia para o elenco responder com raça, amor e paixão!

É aguardar para ver! Até a próxima!

 


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Cidadãos do Futebol se apresentam no Allianz Parque

Educação, família e esporte. A soma dessas três potências entra em campo no próximo dia 05 de fevereiro no Allianz Parque, em um jogo-exibição com estrelas do mundo da bola e alguns dos jovens que participam do projeto Cidadãos do Futebol.

Iniciado em 2017, por iniciativa de Cesar Sampaio, ex-jogador e atual auxiliar técnico da Seleção Brasileira de Futebol, José Ignácio Rivero, ex-vice-presidente do Real Madrid, e dos empresários Mario Miura, Murilo Marques Miura e Edmundo Ferrari, o projeto acontece no Comercial Futebol Clube de Tietê, preparando atletas no interior de São Paulo para o esporte e para a vida profissional.

Além de toda a estrutura esportiva do clube, os 200 jovens atendidos pelo Cidadãos do Futebol contam com a preparação para a vida profissional sendo direcionados como jovens aprendizes (designação dada ao primeiro emprego de adolescentes, a partir dos 14 anos).

 Além da sede na cidade de Tietê, o projeto conta com núcleos parceiros espalhados pelo município de São Paulo e outros estados brasileiros, quem apoiam na captação desses talentos. Os núcleos funcionam como verdadeiras plataformas de formação e desenvolvimento para cada participante.

Empresas da região apoiam a iniciativa acolhendo os Cidadãos do Futebol nos seus quadros. “A gente quer dar uma oportunidade, seja no esporte, seja no mercado de trabalho”, afirma Sampaio. Segundo o ídolo, hoje padrinho do projeto, é necessário oferecer alternativas para esses jovens.

 Com a bola no pé ou a caneta nas mãos eles fazem da Casa do Atleta, centro de convívio dos Cidadãos do Futebol, uma espécie de extensão das suas casas, fortalecendo o senso de família. Para fazer parte do grupo, todos os participantes precisam estar regularmente matriculados na escola.

Essa nova geração de futebolistas pisará pela primeira vez no Allianz Parque para uma partida-exibição contra um elenco de ouro formado pelo próprio Cesar Sampaio, Amaral, Zé Roberto, Sérgio, Galeano, Mauro Silva, Washington, Júnior e Marcos Assunção, tendo como árbitro da partida o Sálvio Spindola e comentários de Mauro Betting.

Após o jogo, o grupo segue para um coquetel com apresentação do projeto para o empresariado, personalidades do mundo da bola e jornalistas convidados. Será um evento fechado e sem a presença de público, devido as orientações para a prevenção do Covid-19.

O Projeto Cidadãos do Futebol mostra como é possível fazer do esporte, da educação e da família, ferramentas de transformação social, esportiva e econômica das mais relevantes.

Até a próxima!

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

QUAL O TIME QUE PODE PARAR O PALMEIRAS - Por Rodrigo Curty

E o torcedor do Palmeiras não esquecerá jamais o que viu acontecer no estádio do Independiente, o chamado “Libertadores da América”. A partida que abriu a primeira semifinal da temporada 2020, entre o poderoso River Plate e o time brasileiro surpreendeu.
Sim, nem os mais otimistas palestrinos poderiam esperar tamanha superioridade sobre o 'millonarios', uma equipe que nas últimas seis edições, conseguiu chegar em cinco semifinais, sendo finalista em três e campeão em duas.  
O futebol tem dessas coisas. E como sempre costumo dizer – “o futebol é competência”, e isso doa a quem doer, o Palmeiras tem mostrado de sobra nas três competições que disputa. O time de Abel Ferreira é uma equipe que sabe sofrer e matar o jogo na hora que tem a chance.
E diferente de muitos que mudam de opinião, de acordo com o que se vê, eu mantenho a minha sobre o time paulista. E podem falar o que quiserem, sobre o longo período invicto, sobre ter a melhor defesa, um ataque avassalador e melhor da competição e etc. Acho uma equipe comum, porém, que conta com uma interessante espinha dorsal e é extremamente competitiva, cirúrgica e fria. Fora isso, é também muito bem comandada pelo seu treinador português, Abel Ferreira, que tem e muito o elenco na mão.
Se voltarmos um pouco no tempo e analisarmos como foi a primeira partida contra o Libertad (Par) e recentemente contra o América MG e Red Bull Bragantino, acredito que alguns irão concordar. Outros dirão que é porque o time tem muita sorte, eu prefiro dizer que sim, tem sorte, e essa acompanha os competentes e os trabalhadores. O Palmeiras sabe o que quer, o que tem de material humano e joga como tem que jogar contra os adversários em questão. Por isso, merece estar aonde está, simples assim.
E sim, valorizo os esquemas que são montados com o que se tem na mão, mesmo esses, quase sempre com o mesmo repertório de jogadas. E isso Abel Ferreira faz e muito bem. A zaga é muito bem postada, liderada por Weverton, que quando exigido dá conta do recado, do zagueiro e capitão, o excelente Gustavo Gómez, do coringa e revelação Gabriel Menino, que sem deixar a fama subir na cabeça é um jogador ‘grande” e que parece um veterano.
As alternativas no meio-campo, no caso da vitória contra os argentinos, onde se viu novamente, a obediência tática de Patrick de Paula e Danilo, além da saída de bola de Gustavo Scarpa e trocas rápidas de passes para que a bola chegasse no “matador” Luiz Adriano e no dedicado Rony. É ou não é para enaltecer o trabalho?
E olha que o esperado para o primeiro duelo da semifinal era uma derrota, mesmo que magra para trazer esperança de classificação na partida de volta. Sim, o Palmeiras era questionado por ainda não ter batido de frente com uma “equipe de verdade”. A prova foi essa. No começo dois sustos e parou por aí. Depois um jogo de domínio brasileiro. A torcida que canta e vibra segue empolgada.
E mesmo assim vão diminuir a vitória de 3x0, que poderia ter sido 4 ou 5. É bem verdade que o River Plate valorizou mais o “Superclássico” contra o Boca Jr no sábado e, que sinceramente foi um grande erro de planejamento, já que ficou nítido o desgaste da equipe. Cada um com os seus problemas. Futebol não é soberba e sim respeito. O Palmeiras aproveitou bem esse período de paralização para trabalhar táticas e recuperar jogadores desgastados. O resultado apareceu.
Faça a sua aposta. Mesmo o futebol nos mostrando surpresas, eu vejo até um River diferente na partida de volta. E sim, tem capacidade de fazer os mesmos três ou mais gols no Allianz? Claro, só que um time que já faz a melhor campanha de equipes brasileiras na competição e que têm a melhor defesa com apenas 4 gols levados aumenta o desafio. Assim, para o Palmeiras é ter tranquilidade e os pés no chão para embarcar para a grande decisão no Maracanã, no dia 30 de janeiro contra Santos ou Boca Jrs, que disputam a primeira partida hoje.
No retrospecto, agora o duelo mostra 13 jogos, sendo, quatro vitórias do Palmeiras contra três do River Plate e seis empates.
Parabéns ao Palestra e até a próxima!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

FLAMENGO É MAIOR QUE AS ELIMINAÇÕES - Por Rodrigo Curty

Foto: UOL
E lá se vai mais uma eliminação do time que é considerado por muitos, como realmente, sendo o melhor do Brasil. E alguém discorda, apesar das quedas?

Ora, o fato é que o aconteceu em 2019, dificilmente acontecerá com qualquer equipe que seja.  Dinheiro, estrutura, salário em dia, trabalho e mais trabalho não é certeza de conquistas.

O Flamengo, sem querer ser prepotente, perdeu e segue perdendo para ele mesmo. Sim, o time nem sempre vai acertar, a começar pela sua direção, que se brilhou no ano passado com contratações pontuais e assertivas, baixo custo nas transações e um planejamento invejável, nesse ano de 2020, antes mesmo da pandemia, vacilou demais, apesar das conquistas.

Tudo começou com a novela de fica ou não fica Jorge Jesus. As saídas de seu corpo médico, incluindo fisiologistas e fisioterapeutas, que foram fundamentais na recuperação de jogadores, contratações equivocadas e por aí vai.

Para piorar, ao invés de focar no trabalho físico, o elenco ganhou férias e voltou totalmente pesado, ou seja, muito ruim fisicamente e tecnicamente. Como se não bastasse, para mostrar sua força, Marcos Braz e Bruno Spindel foram atrás de um treinador na Europa. E olha que sem a preocupação se agradaria a todos, o nome escolhido.

Pois bem, veio a aposta de nome Domènec Torrent, que estava fora do fortíssimo New York City FC, após tentativas frustradas por outros treinadores. Um erro que custou caro demais. O time não se ajustou, perdeu aquilo que havia sido montado pelo JJ e a pandemia, e de quebra, deve milhões ao espanhol.     

A briga interna é e sempre será um problema no clube, e isso não é exclusividade. É preciso uma postura mais presente do presidente Rodolfo Landim. Passou da hora em decidir se fica com Marcos Braz ou Luiz Eduardo Baptista, assim como fez com Paulo Pelaipe. É nítido que existe o rachão e diferenças ideológicas e de postura com o elenco e conselheiros.   

E dessa maneira, isso reflete no grupo, que passou de campeão a amarelão. Os cofres deveriam estar cheios. Ao invés disso, sobra decepções, falta de competência, recuperação de jogadores e lamentações.

Para muitos, a saída de Rafinha, a chegada de uma zaga que não vingou e nem vingará, insistências em nomes como o de Vitinho e perseguidos Willian Arão e Diego também colaboraram para as eliminações. O torcedor vive de paixão e sempre buscará os culpados. Rogério Ceni entra nesse cenário. O treinador pegou uma verdadeira bucha. Veio, ao meu ver, super valorizado graças à ajuda dessa mídia que insiste em se equivocar. O atual treinador conquistou a série B e a Copa do Nordeste. Ora, com todo o respeito, o Flamengo é outro patamar.

Agora, sejamos justos com ele. Sofreu e sofre com desfalques. O time não consegue fazer os gols e lá atrás é uma beleza para qualquer adversário. O maior erro foi querer levantar a moral de Léo Pereira, Gustavo Henrique, inventar posições, como a de Renê de lateral direito. Fora isso, trocar medalhões, em momentos cruciais.

O Flamengo deu azar nas eliminações? Sim, basta olhar as partidas com frieza e ver que o time perdeu a classificação pelos próprios erros e pela competência dos outros. O São Paulo venceu no Maracanã com erros bizarros e no Morumbi, aproveitou as chances. Deu em ambos os jogos 10 chutes e marcou 5 gols. Contra o Racing, o time carioca foi uma equipe que não machucou o adversário desfalcado e na volta, para variar, perdeu uma sequência de gols, deixou a desejar com triangulações, insistiu em chuveirinhos e, tudo isso culminou para mais uma tragédia.

É bem verdade que aparentemente Rodrigo Caio deu mais tranquilidade para Gustavo Henrique. O time estava mais equilibrado, até os erros do zagueiro, sem tempo de bola e precipitado, o que resultou na sua expulsão. Depois o seu companheiro, para variar, entregou o gol. Vale ressaltar que os substituídos Arrascaeta e Everton Ribeiro não são meias que chutam, assim como Gérson. É preciso uma referência para o trio. Gabigol fez e faz falta. Com ele a atmosfera e o jogo do Flamengo é outro. Ninguém discute a qualidade técnica de Everton Ribeiro, só que ao meu ver, ele é supervalorizado e nos jogos grandes, ainda deve, doa a quem doer.

Outro cara fundamental para o sucesso do time, Bruno Henrique ainda está longe do que se espera. Assim, depender de Vitinho e Michael, que ajudam taticamente, só que erram nos momentos cruciais é muito para o torcedor.   

Agora já foi. Nunca é tarde para se ajustar. É preciso paciência, porque mandar mais um treinador embora será novamente um erro da direção. Atitude e trabalho focado é o que deve ser feito. Resta o Brasileirão. É um título importantíssimo.

É aguardar para ver como o rubro-negro juntará os cacos e se organizará até fevereiro. Agora terá uma sequência boa e com um período de uma semana para cada partida. É jogar cada uma delas até a última rodada do Brasileirão como sendo uma decisão.

E nesse período é necessário um planejamento para 2021. Vender jogadores, pensar em trocas pontuais e sem loucuras. Mesclar a garotada com a experiência, em busca do equilíbrio emocional.

Fazer pressão agora só irá atrapalhar ainda mais a sequência. O torcedor tem que apoiar, fazer valer o “aonde estiver, estarei” e ajudar a retomada do time que tem muito para ser extraído.

Ser Flamengo é para os fortes e duvidar de seu ressurgimento pode ser um erro fatal, afinal, ele é maior do que qualquer eliminação.

Até a próxima!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O CUSTO DE ESTAR EM OUTRO PATAMAR

Foto:Getty Images/Crédito Getty Images 20
E lá se vai mais uma rodada e com ela, mais uma vez com o Flamengo sendo o grande centro das atenções. O rubro-negro mais uma vez deu vexame e deixou de triunfar contra uma equipe na briga direta pelo título brasileiro.

É bem verdade que os holofotes sempre miram o rubro-negro, seja na boa fase ou na ruim, aliás, principalmente nas fases ruins. Doa a quem doer, o Flamengo, ou melhor, o gigante sempre incomodará. Ora, menos, menos. Bem, basta analisarmos, que principalmente, após o ano mágico do clube carioca em 2019, a maioria quando perde ou ganha sem empolgar, se compara com o Flamengo. Se espelha em seguir os mesmos passos, e a razão é bem plausível. O Flamengo, de fato, esteve em outro patamar e mudou a forma de pensar o futebol por aqui.

O clube carioca provou que com planejamento, disciplina, trabalho focado e principalmente foco, tudo tende a dar certo no final. Faz valer a sensação de que valeu cada suor, cada lágrima, cada raiva e alegria vivida no percurso da glória.

Muito bem, é fato que nada dura para sempre. E vamos lá, no começo de 2020 tudo estava bem até a pandemia mostrar a sua cara. Títulos, bom futebol, harmonia e expectativa de que o torcedor rubro-negro novamente teria um ano, nadando de braçadas.

Foi aí que polêmicas envolvendo Jorge Jesus, Covid-19 batendo na porta dos clubes, incertezas se teríamos ou não a bola rolando no ano, entre outras coisas. A mudança se fez presente. Mudança de comando, saída e chegada de jogadores, equipes de fisiologia, entre outros departamentos, diretoria com a vaidade à flor da pele, eleições, etc, etc.

Chega então uma nova aposta. Domènec Torrent e sua comissão técnica espanhola. Já são quase 100 dias de trabalho e mais problemas do que paz. O técnico definitivamente não conseguiu implantar a sua filosofia de trabalho e muito menos deixar claro o que deseja dos comandados. O time está longe, mais bem longe de render o que se espera. Dome ainda não entendeu o que tem na mão. Não entendeu o que é ser treinador aqui no Brasil. Não entendeu que não vale insistir nos mesmos erros. Não entendeu que certas coisas não podem ser ditas em coletivas. Não pode achar normal e entender que tem sorte levar 10 gols em três partidas porque a tabela ajuda, no que diz respeito a posição. Passou da hora do time reagir e voltar a ter 12 jogos de invencibilidade, porém agradando. De provar que é supremo e corresponder às expectativas. O time que antes assustava, agora é desejado pelos adversários para levantar a moral.

É claro que o calendário colabora para o time não engrenar. Só que isso não é uma exclusividade. O Flamengo B ou até mesmo C, bem treinado equilibra as ações no Brasileirão. A solução é simples. Basta definitivamente usar o que tem de melhor e seguir com o que estava dando certo antes da parada. Parar de inventar e insistir nos mesmos erros de escalações e substituições.

E sejamos justos em afirmar que com JJ, o Flamengo também caiu de produção no retorno do futebol, só que tinha hierarquia, tinha padrão tático. Tinha comando dentro e fora das quatro linhas. Falta Diego Alves voltar, falta o cara que chama o grupo para mostrar os erros, todos jogarem para todos e entender qual o papel de cada um. Falta entender que o desafio maior de conquistar títulos é o de se manter na parte de cima. Entender que a garotada é boa só que não é a solução imediata, quando se tem tanta gente experiente e boa tecnicamente à frente. É preciso cobrar e criar uma nova hierarquia, insisto nisso. Dividir papéis e metodologia de jogo.

E longe de achar que falta vontade, só que, pelo menos para mim, deixamos de ser uma equipe homogênea, solidária, aquela que sabe bater e sofrer. Que sabe ter a leitura da partida e mudar esquema tático, alternâncias de posicionamento e mais ousadia, coragem e confiança. O time mostra fragilidade e aceita normalmente as derrotas vexaminosas. O time não agride e pressiona os seus adversários. O time espera um cansaço do outro lado para se impor e por achar que pode vencer as partidas na hora que bem desejar. Virou um time óbvio. Um time que parece querer derrubar treinador.

Muitos ainda vão defender que na verdade o que está faltando é sorte. O time cria só que não faz, e quando atacado, tudo dá certo para o adversário. Até pode fazer sentido, uma vez que o rubro-negro aceita isso. Ora, doa a quem doer, o Flamengo está longe de voltar ao seu antigo patamar e insiste em viver do passado e das sombras de JJ e sua comissão.

E como se não bastasse, ainda temos questões internas no clube. Marcos Braz pensando em sua candidatura política. Rodolfo Landim, vendo tudo de fora. Conselheiros pedindo a cabeça do treinador. Será que a demissão seria a melhor saída? É simples agora assumir um equívoco e bancar os mais de R$12milhões de multa? Ora, nenhum clube deve se ver pressionado pela mídia e pelos seus torcedores. A resposta deve ser dada imediatamente e no campo. Time tem, basta virar a chave.  

Até a próxima!!