sexta-feira, 6 de julho de 2018

BRASIL PECA PELA COMPETÊNCIA - Por Rodrigo Curty

E o Brasil mais uma vez ficou pelo caminho na Copa do Mundo. O algoz dessa vez foi a seleção da Bélgica. Ganhar ou perder faz parte de qualquer esporte e também na vida, resta saber como lidar com isso.
Os comandados de Tite tiveram um desempenho aquém das expectativas, mesmo que muitos discordem. O time deveria ter sido trocado pelo elenco. As mudanças deveriam ter sido realizadas, independente de suas convicções. 
Hoje é muito fácil criticar, xingar, lamentar a derrota e falar de Tite e seus comandados. Penso que o trabalho deve ser mantido, porém com algumas condições que fizeram falta e que uma hora iríamos vivenciar. É preciso entender que as eliminatórias sul-americanas não podem servir de base para algo maior. O nível é outro e as facilidades muito maiores para chegar à Copa. 
O treinador manteve as suas convicções, suas ideias de longo período porque não viu outra alternativa. Acreditou realmente que no final das contas, os seus "protegidos" e "apostas" dariam conta do recado e calariam as críticas. 
Ora, a insistência em Gabriel Jesus, Paulinho e Willian foram desnecessárias. Repito, o time deveria ser elenco. Roberto Firmino não foi bem hoje, mas poderia sair titular, Douglas Costa poderia entrar antes, assim como Renato Augusto, antes titular e mais experiente que o escolhido Fernandinho. 
É verdade que aos poucos a seleção evoluía e aparentava dar o tão sonhado espetáculo ao seu torcedor. O problema é que o esquema burocrático, o de resultados e paciência se consolida quando se tem a partida no controle. E foi exatamente isso que faltou nas quartas de final. 
Tudo bem que o Brasil poderia antes dos 10' estar na frente com dois gols de vantagem, só que faltou a competência e a sorte que nos acompanhou por tanto tempo. E é sabido que a sorte acompanha os competentes e os que trabalham, e isso nunca faltou.
Então porque não deu certo justamente quando precisávamos? Talvez por acharmos que somos mesmo os melhores, os imbatíveis, os únicos pentacampeões. Talvez por prepotência e falta de compreender que os europeus nos copiaram bem e evoluíram na questão de competitividade e futebol de qualidade, enquanto deixamos de herdar o que eles podem nos ensinar, como as mudanças táticas e frieza, por exemplo. 
Ora, no futebol é preciso respeitar e reconhecer as limitações. O Brasil não teve nenhum tipo de mudança tática, era um time óbvio e de fragilidades nas laterais e fraqueza no meio-campo. Um time que jogou com vontade e determinação sem nenhum tipo de esquema, era tudo na base do jogar na área e ver o que vai dar -  uma hora um pé aparece na frente da bola e empurra para as redes. Para ser campeão é preciso muito mais. 
Ficou nítido que Tite demorou para entender que uma peça fora seria a certeza de algo drástico como foi. Casemiro fez muita falta. Fernandinho sentiu a infelicidade no gol contra e a partir daí errou, marcou errado, não teve apoio do restante da equipe e poderia ter o treinador fazendo a troca. 
E olha que mesmo assim o Brasil se impôs e foi muito superior a "ótima geração belga", que mostrou o suficiente para abrir 2x0 e aguentar a pressão. Provou ser uma equipe em que todos jogam por todos e não apenas para um brilhar. Provou ser uma equipe de esquema tático, mudanças inesperadas como Hazard e Lukaku jogando de pontas com De Bruyne jogando de falso 9. 
Do lado brasileiro faltou uma liderança, um cara que chamasse a partida para si. Calma, falo de Philippe Coutinho e Neymar, que sumiram e foram meros coadjuvantes, enquanto Douglas Costa, que após entrar foi a melhor alternativa para buscar algo na partida. Fez o que os considerados craques deveriam fazer. Outro que tentou foi Marcelo, um lateral/ala. Só que quem brilhou e poderia sair como o melhor do jogo deu azar -  Renato Augusto marcou o gol e teve a chance do empate, antes mesmo de Neymar, no apagar das luzes parar novamente na muralha de nome Courtois.
Agora é levantar a cabeça e reconhecer que a seleção não estava madura para conquistar o Hexa. É repensar nas regalias e nas preocupações extracampo, como as redes sociais, as marcas que investem horrores na figura de A ou B como garoto propaganda. Seleção brasileira é coisa séria e deve ser respeitada e valorizada mais do que qualquer equipe em que um atleta que é convocado atua. É preciso entender isso, como também valorizar aos que no país atuam. 
Longe de comparar com os outros que estão anos luz na nossa frente, no que diz respeito o surgimento e trabalho de base. Basta pensar apenas em Alemanha, França e Inglaterra, que contam com mais de 80% dos convocados atuando nos clubes de seus países. Ok, o Brasil não tem força financeira para manter os que surgem em seus clubes, mas poderia repensar no formato de manter um base também em casa, caso contrário, esqueça comprometimento, identidade e o significado de vestir a camisa mais pesada do futebol mundial.
Força Brasil e que comece o planejamento desde já. Daqui quatro anos nos vemos no Catar.
Até a próxima!!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

BRASIL E BÉLGICA MEDEM FORÇAS NA COPA - Por Rodrigo Curty

E a seleção brasileira finalmente começou a dar sinais de melhora na Copa do Mundo. Depois de ser questionada sobre a obrigação da classificação na fase de grupos, nas oitavas de final com o México pela frente, por mais que alguns torcedores não admitam, existia certa preocupação.
Pois bem, mesmo que o Brasil tenha sofrido no início com uma marcação sobre pressão, falta de poder ofensivo do adversário e com um Philipe Coutinho apagado, mostramos que outros podem aparecer.
Neymar resolveu se soltar mais. Chamou o jogo, evitou cair nas provocações e sim, precisa apenas melhorar nas suas atuações desnecessárias. Longe de entender que as pauladas, pisadas, entre outras coisas tenham que passar desapercebidas, apenas penso que não precisam ser valorizadas como foram. 
O craque da seleção para chegar ao objetivo de ser um dia o melhor do mundo precisa amadurecer. E isso passa por Tite, que ao meu ver, deveria deixar o camisa 10 se defender sozinho, uma vez que de bobo, ele não tem nada e é um cara do bem. A imprensa internacional pega demais no pé do menino Ney, mas porque ele também permite isso.
No campo ele é gênio, basta ver o toque de calcanhar para Willian, este aliás, finalmente resolveu estrear na Copa, antes de empurrar para às redes. Depois na participação da jogada do gol de Roberto Firmino, que provou ser o "coringa" do treinador e um exímio atacante camisa 9. Será que não está na hora de Gabriel Jesus esquentar o banco? E mesmo que digam que não porque ele é fundamental no esquema tático, me perdoe, afinal o atacante do Liverpool faz muito bem essa função por lá e cairia como uma luva.
O placar de 2x0 poderia ter sido melhor se não fosse o esquema burocrático de jogar com o resultado e não para o encantamento. Uma pena e uma esperança na próxima partida.
Bem, digo isso porque basta pensar que a Bélgica, que suou para passar pelo Japão, que vencia por 2x0 e abdicou de "matar" o jogo na reta final, permitindo a espetacular virada por 3x2, tem um time, tem um elenco e o desejo de fazer história. 
É claro que a partida não deve ser fácil e sim bastante estudada e com alternativas. Acredito que para o Brasil será melhor pegar uma seleção que joga e deixa jogar e não como as anteriores que adoram defender e esperar a chamada "bola" do jogo. 
O duelo poderá ser decidido em um detalhe, em uma fatalidade ou até mesmo com placar elástico. Os diabos vermelhos não devem manter o esquema de três zagueiros. Se assim fizer, melhor para o Brasil, que deve saber se aproveitar da marcação no campo adversário e conseguir marcar seus gols. 
Por outro lado, Tite deve montar um time mais cadenciado e com marcações em zona, afinal Hazard, Bruyne e um atacante como Lukaku merecem atenção de todos. E olha que o banco já provou ser forte também. A mudança de esquema tático é variável como a partida. Melhor pra nós que o tic-tac de Roberto Martínez pode nos ajudar ao não ter chutes a todo momento à meta de Alisson.
Faça a sua aposta, a minha é que quem passar deve entender que a Copa seguirá adiante contra duas belas seleções - Uruguai ou França. O hexa é logo ali, só que o caminho pede atenção.
Até a próxima!! 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

BRASIL JOGA PARA O GASTO E AVANÇA AS OITAVAS - Por Rodrigo Curty

E a Seleção Brasileira conseguiu avançar às oitavas de final da Copa do Mundo na Rússia.
A partida contra a Sérvia não foi como se esperava, no que diz respeito ao espetáculo e sim, valeu para ver um Brasil mais equilibrado e objetivo. É bem verdade, que os comandados de Tite poderiam ter sofrido menos sustos, como também, se forçassem um pouco mais a pressão e arriscassem mais os chutes, poderiam vencer com maior facilidade.
É comum vermos a seleção estudando e aguardando seus adversários. Seria incomum se fosse diferente. Tite prefere o jogo mais burocrático, calmo, de posse de bola, do que propriamente usar suas principais armas para resolver logo as partidas.
E olha que o começo foi assustador com a contusão estranha de Marcelo. O lateral saiu com dores lombares e deu sua vaga à Filipe Luís que não comprometeu e até que foi melhor que o titular defensivamente.
O meio-campo buscou tocar mais rapidamente a bola, o que resultou em um Neymar mais produtivo e coletivo, o que convenhamos, o que não pode mudar. A zaga esteve menos afoita, Casemiro jogou muito na marcação e armação. O questionado Paulinho teve maturidade, foi bem na parte defensiva e como elemento surpresa fez o que todos já esperavam desde o início da Copa -  foi dele o gol, após belo passe de Philippe Coutinho.
Daí para frente quem esperava uma tranquilidade brasileira, se surpreendeu com a coragem e o jogo de igual para igual dos sérvios. O segundo tempo poderia até ter uma virada, se não fosse a "sorte" e a falta de competência dos atacantes em empurrar a bola para as redes. 
Como no futebol, quem não faz, leva, e o que vale é a competência e nem sempre o merecimento, o Brasil fez a sua camisa pesar. Thiago Silva, que pouco antes havia salvado de joelho o empate sérvio, marcou de cabeça, após escanteio, subindo mais alto que a "alta" zaga adversária. Era o que precisava, um gol para dar tranquilidade e administração da partida.
A partir daí, de maneira mais leve, Neymar apareceu mais, arriscou jogadas, Coutinho cadenciou e mesmo assim, Willian e Gabriel Jesus deveram o que se esperam deles. Aliás, mesmo que Tite entenda que o time precisa ter uma sequência, penso que está mais do que na hora de usufruir do banco com as entradas de pelo menos dois jogadores - Fernandinho e Firmino, por exemplo. 
A confiança aumenta a cada rodada e agora qualquer erro poderá ser crucial. O mata-mata nem sempre avança a melhor equipe e sim, aquela que se aproveita das chances que têm e que conta com um esquema, no qual o time adversário é estudado. E esse o problema. Apesar de mais fraco tecnicamente, o México de Osório sabe como jogar contra qualquer seleção. É um time sem medo e que joga "descompromissado". Aparentemente será um jogo equilibrado e com jogadas rápidas e de grande emoção.
É aguardar para ver e torcer para passarmos adiante, rumo ao Hexa.
Até a próxima"

sexta-feira, 22 de junho de 2018

BRASIL SOFRE, VENCE E É CRITICADA - Por Rodrigo Curty

E a segunda partida da Seleção Brasileira não foi nada fácil. A Costa Rica entrou com o objetivo de jogar por uma bola e parar a qualquer custo os ataques do Brasil. 
O time para variar deixou a ansiedade tomar conta. Mesmo assim poderia ter saído em vantagem bem antes dos acréscimos, se tivesse um pouco mais de personalidade e confiança. 
O Brasil tinha que ter arriscado mais os chutes de fora da área, porém preferiu tocar pra lá e para cá. Ok, o futebol mundial hoje tem em sua maioria das equipes e seleções, jogando dessa maneira. Um jogo ao meu ver chato e burocrático. É bem verdade que o estilo de jogo prevalece, talvez, quem apresenta uma melhor preparação física, ou seja, uma hora, a presa se cansará e o predador se prevalecerá pela insistência. 
O problema é que a máxima do futebol de "quem não faz leva" ou " a bola pune" mostra as caras quando se menos imagina. Ainda bem que hoje não foi isso que aconteceu, uma vez que o adversário é bem fraco tecnicamente. Teve duas chances para criar algo e errou. Melhor para nós. 
Na primeira etapa a fórmula da Costa Rica, em querer segurar a seleção e não perder o jogo funcionou bem e nossos representantes ficaram devendo. Ora Neymar, ora Coutinho, ora Gabriel Jesus e cia. Já na etapa final, o Brasil definitivamente entrou no jogo e fez prevalecer seu melhor nível técnico. A bola insistiu em não entrar nos primeiros 15' de puro sufoco com Gabriel Jesus carimbando o travessão, Neymar errando chute de fora da área e com Navas sendo o destaque.
O tempo ia passando e o nervosismo tomando conta. Estava nítido que Neymar estava tenso e preocupado em não vencer a partida. Buscou o jogo, foi bem mais solidário e poderia ter sido mais Neymar, antes do primeiro gol, quando saiu em velocidade no mano a mano. Enfim, é fato que nosso camisa 10 sempre será criticado pela exigente torcida brasileira. É verdade também que ele colabora para isso. O lance em que pediu pênalti ficou provado -  poderia seguir na jogada e ter marcado um belo gol. O time sentiu o lance e perdeu a cabeça. O camisa 10 e o 11 levaram cartão amarelo por reclamação. 
O tempo ia passando, os jogadores da Costa Rica catimbando e veio os 6' de acréscimos para fazer justiça. Cruzamento de Marcelo, cabeçada de Firmino pra área, toque de Gabriel Jesus e chute de bico de Coutinho por baixo das pernas de Navas, UFA!! Que alívio. Depois teve chance para Firmino fazer o segundo gol e no apagar das luzes o gol de Neymar, após jogada de Casemiro e passe de Douglas Costa. Era o gol da redenção, do craque da seleção. Neymar precisa melhorar em muitos aspectos, jogar seu brilhante futebol sem ficar reclamando, parar de cair em qualquer lance e ter mais liderança e maturidade.
E claro que Tite tem que ser o grande responsável por essas atitudes. Tem que mostrar que é o cara que manda e que pode sim mudar uma estratégia de jogo, algo que ainda não vi e creio que você também não. Vamos passo a passo.
Por outro lado, o povo brasileiro tem que apoiar mais ao invés de torcer contra ele e alguns outros jogadores. Temos que parar de valorizar só as outras seleções e países. A Copa está aí provando que não tem ninguém sobrando. Podemos fazer nossa parte, que é de ter mais paciência e acreditar que o caminho para o hexa, por mais difícil que possa parecer é possível.
E antes que falem que possa estar em cima do muro, quero acreditar e torcerei por esse grande feito, mas ainda não acredito e aposto em uma seleção surpresa como já disse em outras oportunidades. A minha aposta segue sendo a Bélgica, que pode sim, repetir a Espanha de 2010. É aguardar para ver. Até a próxima!


domingo, 17 de junho de 2018

BRASIL ESTREIA COM EMPATE NA RUSSIA - Por Rodrigo Curty

A Copa da Rússia mal começou e as seleções consideradas favoritas para a grande maioria decepcionaram  até aqui.
O Uruguai venceu no apagar das luzes, a Espanha sucumbiu contra a seleção Cristiano Ronaldo, Messi e sua Argentina desorganizada ficou no empate com a estreante Islândia. A França, graças o VAR venceu a Austrália. Mesmo assim, a pior de todas foi a Alemanha que viu o México fazer 1x0 e conseguiu segurar uma certa pressão.
E o Brasil? Pois é, a minha expectativa era de que a partida contra a Suíça seria amarrada e decidida em detalhes. E foi o que aconteceu. A Seleção Brasileira provou ser realmente burocrática e que definitivamente jogará nessa Copa por resultado e não para encantar.
Bem, basta avaliar os primeiros 25' e ver se tenho ou não razão. Os comandados de Tite dominaram as ações, tocavam bem a bola e conseguiram marcar um golaço à "Lá Brasil " com Philippe Coutinho. 
Depois disso prefiram fazer o toque pra lá e para cá e ficar administrando o tempo forçando as faltas. Neymar que o diga -  O craque brasileiro foi bastante marcado e valorizou demais as faltas sofridas - foram 10 no total e que causou três cartões amarelos aos suíços.
O time europeu é enjoado e joga por pequenas oportunidades. Foi assim, que no início da segunda etapa marcou o seu gol de forma irregular. Sim, houve um empurrão nítido no zagueiro Miranda. Só que sejamos sinceros - esse tipo de lance e até piores ocorrem sempre nas bolas paradas. A experiência de Miranda deveria prevalecer. O zagueiro tinha que cair ou ter levantado os braços para reclamar. Só que nem ele, e nem ninguém na hora fez isso. Fizeram apenas depois de ver o lance no telão. 
Aqui dois pontos: 
1 - Eram sete jogadores brasileiros no lance do gol. Marcação falha, espaços na área e Alisson sem fazer o papel de um arqueiro nesse tipo de jogada -  a pequena área é sempre do goleiro. Ninguém acompanhou Zuber.
2 - O lance foi na frente do árbitro que mesmo convicto que "lances" assim sempre ocorrem, deveria ser auxiliado pelo árbitro de vídeo. O responsável devia estar "dormindo" ou no "banheiro" na hora do gol. A dúvida é -  Então até que ponto vale ter o VAR se ele não for usado nesse tipo de lance? Por que vale para uns, como para França e não para outros como o Brasil?
Após esse lance imaginei que a seleção iria se impor e forçar a saída de bola no campo adversário. Que voltaria a ter o toque de bola e arriscar mais de fora da área. De certa maneira até fez, só que de maneira desorganizada e ansiosa. 
Antes que me cobrem, houve outra polêmica -  o pênalti não marcado em Gabriel Jesus. É claro que ele foi abraçado e tocado embaixo, só que esse se esqueceu que Copa não é Brasileirão. O atacante do Manchester City já deveria saber por jogar na Inglaterra que não basta cair para vibrar e sim saber cair. Ele poderia ter seguido na jogada ou cair para a direção certa. Veja uma das câmeras e verá o salto exagerado para o lado oposto. 
De qualquer maneira o árbitro de vídeo mais uma vez deveria ter sido acionado. Assim ou o pênalti seria marcado ou Jesus seria punido por ludibriar a arbitragem, e que convenhamos não chegou nesse ponto. 
Tite tentou mudar o esquema, só que o banco não permiti isso. O Brasil não possui meias de criação e sempre veremos uma troca seis por meia dúzia. Numa delas, a troca foi boa, Firmino fez mais que Gabriel e quase marcou o gol da vitória. 
Se é o que temos para o momento vamos ter fé e entender que não foi exclusividade da seleção em estrear mal. Amistoso é amistoso e Copa é Copa. 
Não tenho dúvida que o Brasil crescerá na competição, só que para isso, como diz a moda atual " deverá saber sofrer e sentir a dor" ao invés de lamentar e falar dos "ses" que surgem. Um time de qualidade consegue vencer contra tudo e todos e encarar as adversidades e possíveis "ajustes" e "conspirações".
Assim como em qualquer torneio, sempre haverá polêmicas. O VAR deveria ser usado. Agora, será que se em outras Copas, como por exemplo a de 2002, quando fomos os beneficiados da vez contra Turquia e Bélgica já houvesse essa tecnologia e também não fosse usada para mostrar o benefício a nosso favor, estaríamos lamentado hoje?
Infelizmente existem questões políticas por trás de qualquer evento. Um dia da caça e outro do caçador, quando deveria ser um jogo que vença o melhor e que a justiça seja feira, por isso existe essa tecnologia, ainda nova para todos. 
Insisto que está errado não usar a tecnologia, mesmo que seja em excesso. Na dúvida vale a certeza de fazer a coisa certa. 
Enfim, vida que segue porque agora é pensar na Costa Rica. Espero que Tite aproveite esse espaço de tempo para cobrar que daqui para frente a ordem ao nosso camisa 10 seja de manter o toque de bola rápido ao invés de querer avançar na marcação. Foi assim que chegamos ao gol e conseguimos criar boas situações na partida. Os também dribladores Coutinho e Willian, por exemplo, não sofreram como Neymar porque foram mais objetivos. 
Ok, a torcida espera mais do 10 e por isso, ele deve sim ser o protagonista - A questão é que o time tem outros jogadores de qualidade e, por isso deve ser mais coletivo como foi até o gol. 
É claro que a genialidade de um cara como Neymar têm que aparecer quando a partida exige isso. E é fato que contra a Suíça exigiu e ele preferiu buscar as faltas ao tentar ficar em pé. Se tocasse mais a bola, abriria espaços para alguém em melhor condição marcar. Pense nisso e concorde se quiser.
Bola para frente Brasil - o caminho até o hexa exigirá mais controle emocional e cobranças para todos. Que venha a Costa Rica e uma goleada para dar moral e certeza de que entramos na Copa.
Até a próxima!! 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O FOCO AGORA É A COPA - Por Rodrigo Curty

E após 12 rodadas no Brasileirão, as atenções do torcedor agora é para a disputa de mais uma Copa do Mundo. 
E antes de entrar nessa importante competição, vale alguns registros para a parada das equipes brasileiras.
O Flamengo segue líder com a diferença de quatro pontos para Atlético MG e São Paulo. Os três devem seguir regulares e com possíveis altos e baixos. O Corinthians segue ladeira abaixo, assim como o Fluminense. Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro, precisam melhorar e muito. Se o trio valorizar apenas outras competições como Copa do Brasil e Libertadores, poderão ficar sem nenhuma. Planejamento nessa parada será à alma do negócio e creio que voltarão fortes. Olho neles!
Outro que merece atenção é o Internacional. o Colorado é um time equilibrado, assim como o Sport, quando joga em seus domínios.
O Santos venceu e definitivamente espera ser outro pós-Copa. O mesmos e espera para os desesperados Atlético PR e Bahia, por exemplo. O tricolor venceu e mesmo assim capenga. O rubro-negro precisa de uma renovação urgente na sua parte técnica.
No meio da tabela Vasco, Chapecoense e Botafogo devem oscilar bastante entre a posição de sétimo à 14ª. Vamos aguardar!!
Agora sim, vamos falar da maior competição do mundo da bola que começa hoje na Rússia. 
A expectativa é de que finalmente a Seleção Brasileira conquistar o Hexa. Agora, será que a maioria dos brasileiros estão realmente preocupados com isso?
Eu não sei você, mas pelo menos aqui em São Paulo, eu sinceramente, nos bairros que visitei não vi tanta empolgação do povo. Ainda não me deparei com ruas pintadas, rodas de resenha para falar sobre o evento. Ok, para não dizer que eu não vi nada, o que não somente vi e participei foi da coleção do álbum da Copa, que aliás, perdeu a graça por ter sido completado bem antes da partida inaugural. Coisas de colecionar ansioso.
A Copa do Mundo normalmente apresenta algumas surpresas. Nessa, pode-se dizer que já apresentou com a falta de grandes ou tradicionais seleções como Itália, Holanda e Estados Unidos. 
Por outro lado, as novatas como Islândia e Panamá deverão dar adeus na primeira fase. Essa fase classifica as duas melhores seleções de cada grupo e nem sempre as favoritas passam, assim para não ficar em cima do muro, acredito que, caso venhamos a ter surpresas, essas ocorrerão nos grupos A, com a eliminação da dona da casa, no C com o Peru surpreendendo, no grupo F com certo favoritismo da Alemanha. 
Já nos grupos B, D,E, G devem dar as lógicas, sendo na ordem - Uruguai, Rússia,Espanha, Portugal, França, Dinamarca, Argentina, Croácia, Brasil, Suíça, Alemanha, México, Bélgica e Inglaterra. No grupo H, sinceramente, vejo o mais equilibrado e até alguma seleção passando por saldo.
E o Brasil? O Brasil de Tite é isso que vemos. Um time equilibrado, ao meu ver, pouco vibrante, porém com jogadores que podem resolver qualquer partida, principalmente quando se tem uma oportunidade. 
O fato de não passar aquela confiança de favoritaço, ajuda. O time é obediente taticamente, burocrático e prático. Faz o que deve ser feito para sair vencedor e não encantador. O brasileiro tem a mania de querer lembrar dos que vencem e não dos que dão espetáculo e fazem do país, realmente o país do futebol, o da beleza e alegria nas pernas.
Eu como bom romântico do futebol, ainda preferia e espero ver show. Dribles, toques de bola envolventes, muitas chances de gols, e sei que isso praticamente será impossível. 
Resta saber como a seleção irá se portar e se as chances dos adversários seguirão parando nas defesas de Alisson e na falta de sorte. Amistoso é amistoso e Copa é Copa, que fique claro isso no primeiro segundo que a bola rolar.
Boa sorte à seleção canarinho e até a próxima!! 

segunda-feira, 11 de junho de 2018

FLAMENGO É LÍDER E CONVENCE - Por Rodrigo Curty

Foto: Flaagora.com
E o Brasileirão está apenas no início. Até aqui foram 11 rodadas e com certeza muita coisa deve mudar até o término do torneio em dezembro. 
Só que nesse momento extraordinário do Flamengo, o torcedor rubro-negro acredita que a tendência é que o time evolua ainda mais a cada rodada e torce para não ter que se rebelar  tão cedo de forma negativa.
A empolgação é válida. Depois de ser eliminado precocemente do campeonato carioca, não convencer em algumas partidas da fase de grupos da Libertadores e ver um nome que jamais imaginou que poderia dar certo, tudo mudou.
O fato é que o Flamengo com Maurício Barbieri é outro. É mais coletivo, vibrante, tem mais toque de bola com objetividade e dá entender que o grupo está mais unido, homogêneo e confiante. Conta com lideranças em todas as partes do campo - Diego Alves, Cuèllar, Diego e Everton Ribeiro.
É claro que os mais críticos e exigentes dirão que o Flamengo ainda não foi testado. Que o time só pegou equipes mais fracas e que ainda não teve uma prova de fogo concreta e blá, blá, blá. Ora, de certa maneira, as equipes enfrentadas nessa trajetória brilhante do interino que até aqui em 16 jogos, conseguiu 10 vitórias , cinco empates e apenas uma derrota não foram os considerados mais fortes, só que ao mesmo tempo teve Internacional, Atlético MG, River Plate, Corinthians e Fluminense. E todos tiveram as mesmas "pedreiras" e "molezas", por isso, ele e a campanha do time da Gávea deve ser valorizado.
A parada para a Copa do Mundo poderá ser crucial para o clube. Apesar do ritmo intenso de jogos, os desfalques importantes a cada rodada, a motivação e apoio da massa rubro-negra, continuar era preciso. O time está encaixado e concentrado.
A exclusividade não será apenas do atual líder do certame, depois da partida contra o Palmeiras, na quarta-feira, a volta, principalmente no mês de agosto será determinante para a permanência de Barbieri e a consolidação do rubro-negro nas competições.
O Flamengo terá pela frente adversários respeitados como São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Santos, Sport, Botafogo e Atlético PR. Tudo entre Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores. Serão nove partidas de tirar o fôlego.  
O plantel será testado de vez e deverá sem muito bem trabalhado. O planejamento deve ser feito de maneira minuciosa para evitar falha de percurso. É preciso se reforçar nas laterais e pelo menos dois homens de frente, sendo um que faça as arrancadas e jogadas hoje realizadas por Vinicius Junior que deve se despedir mesmo em julho. Esse nome ao meu ver não seria de Marlos, Geovânio e Berrio que retorna de longo período de recuperação. Henrique Dourado é uma incógnita e Vizeu estará na Itália -  Lincoln será esse cara? É novo e tem talento, precisará apenas não ter etapas queimadas. 
Barbieri e sua comissão técnica  terão bastante trabalho. A vaidade terá que ser controlada e a humildade mantida. Em breve, Réver e Juan estarão à disposição e resta saber se voltam a titularidade ou se estes entenderão e respeitarão o momento brilhante da zaga atual, que conta apenas com o garoto Léo Duarte como único a não sair. Rhodolfo até se lesionar novamente fez uma bela dupla, e o garoto Thuler mostrou personalidade e quer sim ser titular também. 
É aguardar para ver até quando dura essa alegria em vermelho e preto e se a maturidade, de fato existe para os desafios futuros. Eu acredito, e você?
Até a próxima!!