terça-feira, 19 de maio de 2026

ANCELOTTI FAZ O ÓBVIO E CONVOCA NEYMAR PARA A COPA - Por Rodrigo Curty

Fonte: Folha UOL
E aconteceu o esperado. Carlo Ancelotti convocou os 26 jogadores para a próxima Copa do Mundo da Fifa, e Neymar faz parte da lista.

Para muitos, a convocação foi um equívoco, enquanto para outros, seria um erro deixar o jogador santista de fora. Eu particularmente na atual conjuntura não o convocaria, assim como pelo menos outros quatro nomes. Só que temos que ponderar que colaborou muito as lesões de Estevão e Rodrygo, além do lobby, por exemplo de Danilo.

De qualquer maneira, penso que agora convocado, a questão que deve ser avaliada é o quanto Neymar se dedicará para ser um dos titulares do técnico italiano. E mais, será que ele topará ser banco e uma peça chave para ser utilizado no decorrer das partidas? A estratégia pode sim dar certo, desde que o jogador entenda o momento da Seleção Brasileira, e principalmente que ele agora não é a única estrela, e sim, apenas mais um que buscará o tão sonhado hexa. 

A coletividade será fundamental e mais valiosa que o individualismo, mesmo porque, é fato que não dá para esperar algo diferente dos que foram convocados. Posso até me enganar, mas não vejo Neymar como protagonista, porém, se estiver a fim, é um jogador que pode decidir em uma jogada, um passe, mas nunca pela liderança.  

Apesar de tudo, ao meu ver, a lista até que agradou, e como em outras Copas anteriores, também deixou alguns nomes "merecedores" de fora, como o de João Pedro. E sim, o time tem as suas deficiências, principalmente nas laterais. Um adversário com pontas rápidos pode ser um problema sério, principalmente pela esquerda, mesmo com Alex Sandro sendo técnico, porém atualmente mal fisicamente. Douglas Santos é uma incógnita, jamais seria a minha escolha, levaria Kaiki Bruno em seu lugar. É torcer pelo entrosamento com Gabriel Magalhães ou Léo Pereira. 

No setor de meio-campo, é aguardar pela sequência da evolução de Bruno Guimarães, que ao lado de Casemiro terá trabalho no apoio defensivo e ofensivo. A outra vaga deve ser de Paquetá, que para muitos nem deveria ser convocado. Danilo também aparece como opção, caso, o esquema seja um 4-3-3 ou 4-3-2-1, onde podemos ver Luiz Henrique ou Raphinha, juntamente com Vinicius Junior e um falso nove ou simplesmente Igor Thiago. 

A variação com certeza ocorrerá. Se o time estiver ganhando, podemos pensar em um meio mais pegador com Fabinho entrando no lugar de um ponta. Eu não me surpreenderei também, se durante os jogos tivermos a mudança de trio ofensivos e meia de ligação. Inicialmente deve ser uma Seleção com Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Junior, e depois Luiz Henrique, Endrick e Martinelli.

Bem, a bucha é de Ancelotti, mas não fico em cima do muro. Com o que temos, meu time seria esse no esquema 4-3-2-1:

Alisson, Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Alex Sandro. Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo. Paquetá, Raphinha e Endrick. 

Vamos torcer para dar bom e finalmente vir o tão sonhado hexa. Para isso terá que contar com um erro de percurso ou "esquema", afinal, França, Espanha, Portugal e até mesmo a Argentina, estão na nossa frente. Futebol é competência, dá para acreditar, mesmo com pé atrás.

E vale lembrar que são novamente 24 anos de jejum, EUA sediando novamente, seleção desacreditada e um personagem que quer entrar para história como o "cara" da Copa. 

É aguardar para ver.

Até a próxima!

sexta-feira, 17 de abril de 2026

FLAMENGO NA BATUTA DE JARDIM - Por Rodrigo Curty

E o Flamengo finalmente parece estar engrenando. O rubro-negro aos poucos vai ganhando mais a cara de seu treinador. Leonardo Jardim, que chegou com a  missão de fazer o milionário e qualificado elenco render o esperado, hoje com certeza trabalha mais leve. 

A torcida está em festa e começa a se iludir com a qualidade técnica, a dedicação da equipe em busca incessante pela vitória, principalmente nas partidas contra o Fluminense e na maiúscula vitória sobre o Independiente de Medellín por 4x1 sobrando. E sim, é bem verdade que a bola pune, e por pouco a história ontem poderia ser outra se o Flamengo, que teve oportunidades de fazer quatro gols na primeira etapa, tivesse levado o gol de empate no final do primeiro tempo. Esses vacilos que precisam ser evitados.

E é fato também, que assim como um elenco repleto de estrelas, quando não bem cuidado ou até mesmo mimado pelo seu comandante o derruba, o mesmo, quando cobrado e respeitado, realiza o que lhe é pedido.

E assim vem sendo com Jardim, que inteligentemente roda o elenco como se deve. Há tempos para muitos, ter uma variedade de jogadores parecidos na mão é um triunfo que não pode ser desperdiçado, ainda mais, quando a missão é ganhar a temporada toda. O maior desafio, talvez nem seja de fazer o time sempre dar espetáculo, o que convenhamos é praticamente desumano e irreal. O maior desafio é fazer todos se sentirem importantes e felizes com a temporada, além é claro de ser competente, pois só elenco não ganha jogos, quiça torneios.

Os jogadores, de fato já compraram a ideia do português, que ainda segue com o mesmo esquema de Felipinho, mesmo porque, a cultura não se muda do dia para a noite, ainda mais com uma sequência absurda de jogos, sem tempo para treinamentos. Sendo assim, o resultado positivo vai muito mais na conta da qualidade e entrosamento dos jogadores, do que o que é treinado. 

E que bom seria ter sempre semana cheia para aprimorar esse aspecto. A Copa do mundo, mesmo com jogadores saindo para as suas seleções será positivo. Mudanças táticas e variações aos poucos ocorrem. Mesmo o esquema de dois pontas permanecendo, hoje já se vê mais a aproximação do meio e as triangulações, o que faz o time alternar quando ataca para um sistema 2-4-4, com laterais subindo e um 4-3-2-1, quando tem um atacante menos móvel e que prende a defesa adversária em seu campo, caso do imparável e competente Pedro. 

Um ponto importante para seguir cada vez mais forte e tendo o respeito dos adversários é a parte física. E essas mudanças de jogadores, ora titular, ora entrando no decorrer das partidas será o que fará a diferença para as outras equipes na temporada, assim como a disputa pela titularidade de forma saudável, quem entra quer aproveitar a chance, e quem fica ganha o apoio. Essa é a diferença de quem trabalha bem o elenco e blinda as vaidades

Se analisarmos apenas as duas últimas partidas, perceberemos que sempre há o rodízio. Na goleada contra o time colombiano, por exemplo, vimos as laterais com Emerson Royal e Ayrton Lucas, a zaga com Danilo no lugar de Léo Ortiz, e o ataque com Carrascal, Bruno Henrique e Samuel Lino. 

O meio-campo hoje está entrosado e encaixado com Evertton Araújo, Paquetá, de segundo volante e Arrascaeta, e o ataque móvel e agudo. Só que esses setores são o que sempre mudam e às vezes causam uma queda de rendimento, no quesito "machucar" o adversário, e tudo bem, uma vez que pela qualidade controla o jogo. 

E convenhamos, que elenco no Brasil tem como opção, nomes como Pulgar, Jorginho, Saúl e Nico de la Cruz para entrarem como titulares ou durante os jogos? E o ataque, no caso de ontem com Plata, Pedro, Luiz Araújo e Cebolinha?

A torcida está se iludindo ou tendo a certeza que agora vai? Calma, ainda é cedo e deslizes ocorrem, principalmente em mata-mata se aproximando. Só que o time está calejado e certos que acertando pequenos detalhes como diminuir as linhas entre defesa e meio-campo quando defende, e tendo a competência esperada quando ataca, dificilmente será parado.  

Faça a sua aposta. Eu acredito que nessa toada, é bem provável que o Flamengo mais uma vez, levante ao menos dois grandes títulos na temporada, e dessa vez, na batuta de Jardim.

Até a próxima! 

terça-feira, 3 de março de 2026

FLAMENGO VAI DA COVARDIA AO SONHO ANTIGO - Por Rodrigo Curty

E não é que acabou o ciclo de Filipe Luís no Flamengo? Sim, mesmo após a goleada de 8x0 sobre o Madureira na semifinal do Carioca, o treinador foi surpreendido, após a sua coletiva, onde foi questionado sobre suas ideias, sequências e como lidaria com as cobranças. Bem, BAP mandou, Boto obedeceu e menos de um minuto, o ex-lateral foi dispensado.

O fato é que mesmo reconhecendo a fase ruim, ele jamais desistiu de suas ideias táticas e equipe que considera ideal. Isso sem falar na postura que incomodava demais a diretoria, torcida, e por que não alguns jogadores. 

O treinador é o segundo maior vencedor ao lado de Jorge Jesus e Flávio Costa, e isso a história não apagará. No comando da equipe foram 101 jogos e um aproveitamento de 69,9%, sendo 63 vitórias, 23 empates e 15 derrotas, porém cinco delas só em 2026. 

Sem dúvida o episódio de como ele foi dispensado também jamais será esquecido. Parece ser comum como o maior time do Brasil se desfaz e trata os seus ídolos. A covardia poderia ser evitada, poderia ser com mais classe. Poderia esperar a final de domingo contra o Fluminense, para que Filipinho, quem sabe vencendo, saísse por cima e não de surpresa, mesmo todos sabendo que foi o pior início de temporada do clube nos últimos 10 anos. E claro, teve também a perda dos títulos da Supercopa do Brasil para o Corinthians e da Recopa Sul-Americana para o Lanús, da Argentina, o que culminaram para o desfecho.

Agora fica mais fácil cada um tentar achar explicações. A minha desde o início de fevereiro era de que o Flamengo levava a crer que não venceria as copas, principalmente pelo planejamento que fez, após ser derrotado nos pênaltis para o PSG. Férias menores, uma vez que o sub-20 não rendeu o esperado no carioquinha, a preparação física péssima, as táticas sem variações, as invenções, as incertezas de jogadores descontentes, enfim, como se não bastasse, teve antes de mais nada a tal novela da renovação, a autovalorização, os possíveis contatos na Europa, enquanto Filipinho estava de férias, enfim, desculpas e mais desculpas, para que no fim terem aceitado a super valorização. Arrisco dizer que a diretoria não pensou na falta de maturidade técnica e muito menos se o elenco seguiria comprando a ideia do treinador que poderia sentir muito a vivência de uma crise. 

Sendo assim, a corda estourou onde sempre estoura. Felipe Luís sai e vem o sonho antigo, Leonardo Jardim. O homem que antes de mais nada, terá a missão de fazer o elenco comprar as suas ideias, a sua forma de jogar com e sem a bola. A cultura não muda da noite para o dia, mas não tem mais tempo, o torcedor espera o quanto antes a máxima de vencer, vencer, vencer. 

E é bom o torcedor se preparar para mudanças táticas e variações. Léo Jardim valoriza muito as triangulações, gosta de jogar num 4-4-2 alternando para um 2-4-4 quando ataca e vai também em alguns casos no 4-3-2-1. A parte física será fundamental para que a pressão absurda que ele cobra de seus laterais e meias funcionem. Deve ocorrer mais desgaste para os volantes, uma vez que terão que apoiar também quando o time focará a saída de bola defensiva ou ofensivamente, e também a contenção na última linha. 

Os jogadores podem esperar cobranças e quem não der conta poderá dar tchau. O elenco é forte e agora se espera por um time que não seja apenas de 11, pelo contrário, é normal que ocorram as substituições pontuais e não as atuais de seis por meia dúzia. 

O trabalho do português será árduo e de cobrança absurda já no domingo e na próxima semana, quando o novo treinador se reencontrará com o ex-clube, que diga-se de passagem foi considerado como o único que ele trabalharia no Brasil. Isso sem falar do rubro-negro se reencontrando também com seu ex-treinador Tite, coisas do futebol. 

Faça a sua aposta. O Flamengo novamente terá um português que vem com a missão de salvar, como foi com Vítor Pereira e não conseguirá nada ou será o clube que brigará e conquistará pelo menos dois grandes títulos? Fico com a segunda porque o elenco sabe que dessa vez, a torcida não aceitará mais corpo mole. É aguardar para ver.

Até a próxima!

segunda-feira, 2 de março de 2026

O BBB RUBRO-NEGRO - Por Rodrigo Curty

E o que acontece com o Flamengo? Definitivamente o time não consegue embalar ou simplesmente apresentar o mínimo que se espera dentro do campo. Qual o motivo de tudo isso?

Muito bem, vamos voltar um pouco no tempo. Flamengo e Paris Saint Germain na final do mundial de clubes. Que jogo, que exibição, que representação brasileira, que derrota melancólica nos pênaltis. Pelo incrível que possa parecer, ali o time entrou em frangalhos. Os dois primeiros bês entraram em cena. B de BAP (Luiz Eduardo Baptista) e B de José Boto.

Após a derrota de "pé", o então presidente deu declarações, que sinceramente poderia deixar internamente. Coisas do tipo: "O Paris Saint-Germain gastou fortunas sem obter resultados", alertando que o Flamengo não deve seguir esse caminho, sugerindo uma gestão mais eficiente que a de clubes europeus e, implicitamente, superior à dos clubes brasileiros. Disse também que o Rubro-Negro é uma "ilha" de gestão no Brasil, com uma arrecadação muito superior, o que permite um nível de investimento que outros clubes brasileiros não conseguem acompanhar e mandou recados diretos no fim da temporada, após títulos, dizendo para os rivais se acostumarem. 

Muito bem, um presidente que afirma que tem mais de um bilhão para investir e que seguirá dominando tudo, além de sonhar em transformar o Flamengo no Real Madrid das Américas, precisa ser menos egocêntrico, narcisista e mais humilde em entender que ninguém ganha, planeja e conquista sozinho. Que não foi apenas ele que colocou o clube onde está. O potencial é nítido, por isso é fato acreditar que o Flamengo já está muito perto desse patamar. Sem falsa modéstia, sim, por tudo que vem construindo, investindo, planejando. Só que o futebol vive de títulos, de glórias, de boas gestões. 

O nosso segundo B, em questão, é o diretor de futebol José Boto, que vem sendo muito criticado pelos torcedores, e de acordo com relatos, internamente funcionários e jogadores estão insatisfeitos com a maneira que ele se comunica, descrevendo-a como direta e às vezes ríspida. Ora, aqui vale uma reflexão. Será que já não era assim o estilo do dirigente em 2025? Bastou o time entrar em frangalhos para isso vir a público? O fato é que a cobrança deve vir de forma dura sim, pois os salários do elenco estão em dia, a folha é altíssima, a estrutura oferecida é de nível europeia, e é obrigação vir os resultados esperados. 

Arrisco dizer que Boto tinha que fazer o seu papel sem tanto holofote. O tipo de gestão "amadora" começou na minha opinião na renovação de Filipe Luis. Uma novela sem necessidade nenhuma, e que muito em breve pode terminar sem o esperado final feliz. A questão de seguir na busca de um centroavante, de ter que reforçar o elenco, de certa forma também atrapalha quem lá está, uma vez que nem todos sentem segurança em trabalhar, pois cria uma dúvida se ficará ou será usado como moeda de troca. Alguns inclusive nem sabe se renovarão. Sempre fui a favor desses assuntos serem tratados internamente, doa a quem doer. Um clube que se coloca como exemplo de gestão, deveria saber que é necessário fazer mais e falar menos.

É verdade também que os títulos ofuscam os problemas. Será que se o Flamengo mesmo jogando esse futebol pobre, sem variações, qualidade técnica e física, e principalmente falta de confiança, tivesse conquistado a Supercopa do Brasil e a Recopa, estaríamos debatendo essas questões? Falaríamos da lambança que foi o planejamento no início da temporada ao ter que usar o time principal para seguir vivo no carioca? Vale a reflexão!

Aqui vem o terceiro B, o do bando. Sim, o time que mesmo, ao meu ver, não encantou nem nas conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2025 segue parecendo um bando em campo. Falta definitivamente um time titular. Um time que sabe o que faz com a bola. Um time que não tenha tantas mudanças, que não seja tão perdido, sem rumo, desacreditado. Um time sem comando. O Flamengo tem sim o melhor elenco do país, mas o time está longe de ser o melhor. O tumulto foi criado, o papo foi dado, resta saber se terá efeito. Com todo respeito ao Madureira, mas o Flamengo está na final e agora é aguardar se a água se transformará em vinho na final contra o Fluminense. A única certeza é que em caso de mais um título perdido, a corda vai estourar de vez e cabeças irão rolar. 

Faça a sua aposta. A minha é que perdendo ou ganhando a final, a chave vai virar, e que 2023 sempre será um passado que o Rubro-Negro não desejará lembrar. 

Até a próxima!   

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E o Flamengo? Acabou o amor ou a essência? Por Rodrigo Curty



O futebol é uma paixão! Isso é mais do que claro. Amor e ódio andam lado a lado. A relação time e torcida sempre viverá numa montanha russa de emoções. A questão é encontrar um equilíbrio quando um time considerado colossal começa a desmoronar.

O ano de 2026 iniciou com a certeza para muitos, de que o Flamengo nadaria de braçadas, afinal o elenco, pelo menos no papel é absurdamente forte, milionário e sujeito a mais peças, se necessário.

Ora, o fato é que ninguém ganha de véspera e muito menos sem jogar. É bem verdade que o ano apenas começou, e nesse calendário absurdo com campeonatos regionais, misturado com brasileirão, e em breve Copa do Brasil e Libertadores, quem não tiver a competência, estratégia, planejamento e sangue frio, vai ter problema. E para o torcedor rubro-negro, isso já parece uma triste realidade. O time tem sérios riscos de disputar um quadrangular contra o rebaixamento no estadual, estreou de forma bisonha no brasileirão, perdeu o título da Supercopa do Brasil, jogando novamente mal e se vê sem muito tempo para se ajustar.

É bem verdade que a torcida ficou mal acostumada. Os títulos da Libertadores e Brasileirão no ano passado, ainda vivem na memória, só que não se pode tapar o sol com a peneira e achar que os velhos erros sumiram. E olha que nem sou daqueles que questionam o trabalho de Filipe Luís como sendo ruim, porém questiono ou pelo menos tento entender o porque de tantas insistências, teimosias e pragmatismo do treinador.

É inadmissível ver um elenco desse porte entregando tão pouco, mesmo quando vence ou conquista títulos. Se analisarmos a equipe titular ou a reserva, é possível montar dos grandes times. É mais do que necessário fazer esse time render. O time é ruim em campo. O esquema tático manjado, a preguiça de certos jogadores, a falta de iniciativa, liderança, e pior, a aceitação de estar sendo derrotado é imperdoável. E seria bom começar a colocar em campo quem está com vontade ao invés de jogadores que entram só pelo nome.

O que acontece com a zaga que levou poucos gols em 2025? Por que o setor de meio-campo anda distante, sem comunicação, qualidade e sem criatividade? E o ataque? Até quando será inoperante? Estamos falando de nomes como Varela, Léo Ortiz, Alexsandro, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Pedro, entre outros. Porque insistir em Plata, Bruno Henrique de falso 9, Samuel Lino? Porque não dar mais tempo para Cebolinha, recuperar o futebol de Luiz Araújo, entender a importância de variações táticas, durante as partidas, por exemplo num esquema - 4-2-1-3 , 4-2-3-1, ou um simples 4-4-2.

O Flamengo tem a obrigação de render mais, de surpreender os adversários, de tirar sempre um coelho da cartola. Não dá mais para aceitar esse jogo pragmático, que é fraco no ataque e displicente na defesa. O time não tem competência e machuca muito pouco. Será que é tão difícil fazer um time atuar com mais atenção, tesão e vibração? Filipinho é estudioso, só que também parece manter o espírito de jogador, e talvez isso atrapalhe. Tem que entender, de uma vez por todas, que agora que ele está muito valorizado tem que esquecer as amizades e cobrar mais e mais. E isso serve também para o diretor de futebol José Boto. O elenco ganha em dia, tem as regalias, chega de passar o pano e se abraçar as desculpas de má sorte, temporada iniciando, erros de arbitragem, etc.

A essência do Flamengo sempre será de vencer, de lutar e jamais se entregar. A mística de raça, amor e paixão precisa voltar. O amor jamais acabará, só que passou da hora do time reagir, caso contrário, a tendência é a torcida reviver os velhos filmes trágicos entrando em cena. A hora da virada é na quarta-feira contra o Internacional, em pleno Maracanã, que entre aplausos e possíveis vaias, receberá a equipe e também a reestreia de Paquetá, jogando em casa.

É aguardar para ver! Até a próxima!

sexta-feira, 3 de março de 2023

O eterno Rei rubro-negro faz 70- Por Rodrigo Curty

E hoje é um dia muito especial para a Nação Rubro-Negra, aliás, arrisco dizer que para os rivais também, afinal é desafiador encontrar alguém que não seja fã de Arthur Antunes Coimbra. 

O Arthurzico, como sempre foi chamado por Dona Matilde e Seu Antunes, o Galinho de Quintino para a maioria ou simplesmente Galo, Zico, Arthur, não importa, pois o fato é que o lendário camisa 10 da Gávea é um cara espetacular.

O tempo passa, mas a alegria, agradecimento, legado e exemplos diários do eterno Rei rubro-negro, que completa hoje 70 anos seguem à toda e que assim seja por muitos e muitos anos.

Zico é uma pessoa ímpar, humilde desde os tempos de atleta. Um conhecedor como poucos do esporte Bretão. 

E parafraseando o grandíssimo Jorge Ben Jor, como faz falta um cara com a dinâmica, física, rica e rítmica e com reflexos lúcidos para resolver os jogos do Mais Querido. Que saudades de seus dribles desconcertantes, chutes eletrizantes e o barulho da rede estufando com os gols de placa.

É óbvio que não existe perfeição, só que Zico sobrava em inspiração, mesmo quando não estava bem, o que era raríssimo. Jogador clássico, de visão absurda das jogadas, de toques refinados, explosão, gols espetaculares, de faltas cobradas com a "mão", meu Deus, quanta saudade. E sim, é maravilhoso viver esse saudosismo.

Meu desejo é para que Zico tenha cada vez mais saúde, alegrias e siga ensinando, contando as suas histórias aos mais novos e aos atletas que por muito pouco se julgam craques e ídolos. Que siga sendo exemplo de inspiração, comportamento e pés no chão.

Escrever, falar de Zico é sempre maravilhoso. Falar de seu início, do convívio em família e amigos em Quintino, do primeiro jogo, os gols espetaculares, os momentos de dificuldades, vitórias na vida e na carreira, entre tantas outras coisas é sempre bom, mas isso já foi e sempre será contado por mim e outros, sempre será lembrado, e convenhamos, para falar do Galinho, haja páginas e arquivos.

E mesmo sabedor que ele merece o máximo de homenagens, eu encurto para não perdermos tempo com o que nos dá saudade, os lances, gols e alegria de uma tarde de domingo no Maracanã, pelo país, mundo inteiro, seja vestindo rubro-negro ou de amarelinha. Seja pela Udinese ou Kashima 

Então, eu deixo aqui para o deleite da Nação, alguns desses momentos do cara de marcas impressionantes*. O do homem que fez em 23 anos de carreira, 804 gols oficiais, sendo 509 gols com a camisa do Mengão, o que te coloca como o maior artilheiro do clube. Destes, 334 gols foram no Maracanã, o que o coloca como o maior artilheiro do estádio. Zico também é o maior artilheiro do clássico Fla-Flu com 19 gols, dono de duas bolas de ouro, cinco de prata e alguns troféus de artilheiro das competições. 

TÍTULOS DE ZICO NA CARREIRA (1971-1994)

Flamengo:

Carioca - 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial), 1981 e 1986
Brasileirão - 1980, 1982, 1983 e 1987
Copa Intercontinental (Mundial) - 1981
Copa Libertadores - 1981

Seleção Brasileira:

Copa Roca - 1976. Títulos em amistosos: 
Taça do Atlântico (1976), Copa Rio Branco (1976), Taça Oswaldo Cruz (1976), Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (1976) e Taça Brasil-Inglaterra (1981)

Kashima Antlers:

Copa Suntory Series - 1993

Saúde Arthur Antunes Coimbra. Felicidades e obrigado por tudo que fez e faz pelo nosso futebol, pelo Flamengo e sim, Vida longa ao Rei! SRN galera e até a próxima! 

*Gols retirados do canal Futebol Nacional e Fla Jornal