segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

E o Flamengo? Acabou o amor ou a essência? Por Rodrigo Curty



O futebol é uma paixão! Isso é mais do que claro. Amor e ódio andam lado a lado. A relação time e torcida sempre viverá numa montanha russa de emoções. A questão é encontrar um equilíbrio quando um time considerado colossal começa a desmoronar.

O ano de 2026 iniciou com a certeza para muitos, de que o Flamengo nadaria de braçadas, afinal o elenco, pelo menos no papel é absurdamente forte, milionário e sujeito a mais peças, se necessário.

Ora, o fato é que ninguém ganha de véspera e muito menos sem jogar. É bem verdade que o ano apenas começou, e nesse calendário absurdo com campeonatos regionais, misturado com brasileirão, e em breve Copa do Brasil e Libertadores, quem não tiver a competência, estratégia, planejamento e sangue frio, vai ter problema. E para o torcedor rubro-negro, isso já parece uma triste realidade. O time tem sérios riscos de disputar um quadrangular contra o rebaixamento no estadual, estreou de forma bisonha no brasileirão, perdeu o título da Supercopa do Brasil, jogando novamente mal e se vê sem muito tempo para se ajustar.

É bem verdade que a torcida ficou mal acostumada. Os títulos da Libertadores e Brasileirão no ano passado, ainda vivem na memória, só que não se pode tapar o sol com a peneira e achar que os velhos erros sumiram. E olha que nem sou daqueles que questionam o trabalho de Filipe Luís como sendo ruim, porém questiono ou pelo menos tento entender o porque de tantas insistências, teimosias e pragmatismo do treinador.

É inadmissível ver um elenco desse porte entregando tão pouco, mesmo quando vence ou conquista títulos. Se analisarmos a equipe titular ou a reserva, é possível montar dos grandes times. É mais do que necessário fazer esse time render. O time é ruim em campo. O esquema tático manjado, a preguiça de certos jogadores, a falta de iniciativa, liderança, e pior, a aceitação de estar sendo derrotado é imperdoável. E seria bom começar a colocar em campo quem está com vontade ao invés de jogadores que entram só pelo nome.

O que acontece com a zaga que levou poucos gols em 2025? Por que o setor de meio-campo anda distante, sem comunicação, qualidade e sem criatividade? E o ataque? Até quando será inoperante? Estamos falando de nomes como Varela, Léo Ortiz, Alexsandro, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Pedro, entre outros. Porque insistir em Plata, Bruno Henrique de falso 9, Samuel Lino? Porque não dar mais tempo para Cebolinha, recuperar o futebol de Luiz Araújo, entender a importância de variações táticas, durante as partidas, por exemplo num esquema - 4-2-1-3 , 4-2-3-1, ou um simples 4-4-2.

O Flamengo tem a obrigação de render mais, de surpreender os adversários, de tirar sempre um coelho da cartola. Não dá mais para aceitar esse jogo pragmático, que é fraco no ataque e displicente na defesa. O time não tem competência e machuca muito pouco. Será que é tão difícil fazer um time atuar com mais atenção, tesão e vibração? Filipinho é estudioso, só que também parece manter o espírito de jogador, e talvez isso atrapalhe. Tem que entender, de uma vez por todas, que agora que ele está muito valorizado tem que esquecer as amizades e cobrar mais e mais. E isso serve também para o diretor de futebol José Boto. O elenco ganha em dia, tem as regalias, chega de passar o pano e se abraçar as desculpas de má sorte, temporada iniciando, erros de arbitragem, etc.

A essência do Flamengo sempre será de vencer, de lutar e jamais se entregar. A mística de raça, amor e paixão precisa voltar. O amor jamais acabará, só que passou da hora do time reagir, caso contrário, a tendência é a torcida reviver os velhos filmes trágicos entrando em cena. A hora da virada é na quarta-feira contra o Internacional, em pleno Maracanã, que entre aplausos e possíveis vaias, receberá a equipe e também a reestreia de Paquetá, jogando em casa.

É aguardar para ver! Até a próxima!

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