terça-feira, 24 de abril de 2012

COMPETÊNCIA X OBEDIÊNCIA - Por Rodrigo Curty

                                                                                                                                             E hoje o Barcelona, o melhor time do mundo foi novamente batido. A "Era" Josep Guardiola que tem a fantástica marca de treze conquistas em dezesseis possíveis não segurou novamente a obediência tática e paciência do inglês Chelsea. Inédita marca negativa de três derrotas seguidas do time catalão deve mexer nas estruturas.

Se na semana passada o mesmo Chelsea sofreu, mas conseguiu vencer os praticamente imbatíveis espanhóis. O placar de 1x0 era teoricamente fácil de ser revertido, mas tem dia que as coisas não dão certo, e até a teoria que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar mostra a inverdade. Isso sem falar que os comandados de Pep entraram coma  cabeça inchada, após derrota para o rival Real Madrid no final de semana.

Mas de volta a Copa dos Campeões. O time inglês está longe de ser um super time, mas a mágoa da eliminação na mesma semifinal, em 2009 para o Barça estava engasgada. Isso sem falar nas mudanças constantes de seus comandantes. Desta forma, com todos estes ingredientes, o time se uniu, talvez pra valorizar o trabalho de Roberto Di Matteo e de renegados pelo que entendia ser o "jogo da vida, e não é conseguiu carimbar a vaga na final?

A competência do Barcelona não foi a mesma nas duas partidas. Muitos gols perdidos, craques normalmente calmos perdendo as estribeiras, e o maior do Mundo, Lionel Messi longe do que sabemos que pode apresentar. Nas duas partidas a posse de bola dos catalães ultrapassou os 70%. Nenhuma novidade, eles jogam sempre assim, encantam os apaixonados pelo esporte Bretão tão carente de bons jogos e técnica ao invés do futebol força. 
Mas, desta vez a obediência e por que não a competência em menor proporção também tem que ser valorizada. Os ingleses jogavam por uma bola, um erro, algo raro no time azul-grená. Na primeira partida, o gol de Didier Drogba saiu de um erro, quem diria de Messi no meio-campo, hoje mesmo com um jogador a menos e 2x0 contra, a tradicional frieza londrina fez a diferença. Quem brilhou no Camp Nou foi o brasileiro Ramires. O ex-jogador do Cruzeiro a cada jogo mostra que Mano Menezes está equivocado em não convocá-lo mais para a Seleção Brasileira. O belo gol, no melhor estilo Messi calou os mais de 95 mil torcedores, mas ainda tinha a segunda etapa.
E não é que o argentino teria a chance de reanimar os público? O craque, porém foi vencido pelo travessão e pela trave. Na primeira desperdiçou a penalidade. Uma bomba no travessão, depois um belo chute de fora da área, que caprichosamente bateu na mão de Cech e depois na trave. Era praticamente o fim do sonho de mais uma decisão de Champions League. Pra piorar, o caixão catalão foi fechado por um velho conhecido. Fernando Torres, o "El Niño", carrasco nos tempos das equipes madrilhenhas empatou a partida e de quebra marcou seu gol de número oito em 11 jogos. 
Resta agora saber se a festa na final será da desfalcada equipe inglesa que não terá Ramires, Terry e Meireles ou do Real Madrid que tem tudo pra bater o Bayer de Munique amanhã, em casa.
Vamos aguardar! Até a próxima!