quinta-feira, 15 de novembro de 2012

1000 CAPÍTULOS - Por Rodrigo Curty

E a seleção brasileira de futebol chegou em um marco histórico em sua vida. A partida de número 1000. Destas, foram tantas partidas históricas, felizes, tristes, favoráveis e desfavoráveis. Passaram tantos craques, cabeças de bagre, obedientes e indisciplinados que resolviam. A partida 1000 trás um pouco de cada elemento acima, porém o duelo histórico poderia ter sido contra uma seleção de mais porte do que a boa e evoluída Colômbia, mas a idéia, era talvez manter a média das últimas apresentações, ou seja, de pouco risco, principalmente para a corda não voltar a apertar o pescoço do estudioso e trabalhador Mano Menezes, que não é o meu preferido para a função, mas que eu respeito.
Os felizardos, se assim podemos chamar, foram os torcedores presentes no MetLife Stadium, em Nova Jersey, que puderam ver uma boa partida de toques de bola e até Neymar bater penalidade, achando que atuava em partida de NFL. 
Os amistosos servem para testar, e isso o Brasil cansa de fazer. Mas o tempo passa, e mesmo o time começando a ter uma cara, insiste em demonstar ainda não ser um time de verdade, algo que preocupa, mesmo se entendermos que já é um ano melhor que 2011.
A questão principal aqui é também muitos entenderem que o empate de 1x1 foi um bom resultado.
Aí é que está a questão. O Brasil atravessa tantos problemas de evolução, padrão de jogo, jogadores qualificados para determinadas posições, que chega ao ponto de comemorar o resultado contra uma equipe que é a terceira nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2014.
Cá entre nós, a camisa brasileira sempre teve e terá história. Em 1000 partidas já deu alegria, seja de branco, azul ou com a tradicional amarela, o problema é que há muito tempo deixa a desejar. É verdade que o torcedor brasileiro também não tem muita paciência, que há muito tempo um time de coração preocupa e empolga muito mais que a própria seleção, mas em breve teremos uma Copa no país. Questionada ou não se era hora disso, este tempo infelizmente já passou, o que importa agora é fazer um bom papel ou não. É isso mesmo, existe uma força contrária ao sucesso brasileiro na Copa. Seja por questões políticas, seja por simpatizar com seleções que fazem mais por merecer, que empolgam e jogam um futebol com a mesma arte que um dia foi brasileira.
Ano que vem é um ano que os testes deverão ser mais convincentes. A princípio teremos França, Inglaterra e a Copa das Conferderações para isso. Precisamos jogar com pretendentes ao título em 2014. Esta será a única maneira de não ter uma desculpa esfarrapada de que as Eliminatórias fazem falta. Saberemos mais para frente. 
A minha torcida é que a Seleção Brasileira volte a encantar e traga o seu torcedor de volta, independente das disputas serem ou não em Copas. A pátria de chuteiras deve voltar, mas antes dela a certeza que o país anda para frente e se preocupa com outras frentes tão importantes quanto a sua própria Seleção.
Agora é aguardar a decisão do Superclássico das Américas contra a Argentina, em Buenos Aires. No primeiro duelo, em Goiânia, a Seleção venceu por 2 a 1.
Até a próxima!