sexta-feira, 28 de junho de 2013

JOGO DO SÉCULO - Por Rodrigo Curty

O próximo domingo promete ser histórico para o futebol mundial. O que muitos desejavam ver, finalmente se concretizará. Brasil e Espanha decidirão à final da Copa das Confederações. De um lado estará uma equipe ainda em formação, porém com nova postura. 

Do outro, a Seleção a ser batida e que encanta.Assim dá para encarar pela atual conjuntura das Seleções Mundiais como o jogo do século.

Diferente do que se imaginava, a Seleção Brasileira chega com uma atitude e união fora do comum, mas ainda falta algo. Taticamente o time deve. Por mais criticado, Julio César é um grande goleiro e está à frente de uma zaga que não passa segurança, o meio conta com um talento e personalidade impressionante de Paulinho. O ataque dispensa comentários com a bola que Neymar e Fred estão jogando. Felipão é o maestro fora do campo. Independente de não ser unanimamente adorado tem suas qualidades e faz o resultado vir, mesmo sofrendo pressão e não empolgando, mas o que vale não é o resultado final? Eu particulamente não acho isso, pois sou um romântico do futebol, uma vez que prefiro ver meu time ou Seleção jogando bem do que levar taça sem merecer.
O nosso adversário será a temida, vibrante e fria Espanha. A equipe Roja é sem dúvida um caso a parte. Joga o fino da bola. Tem paciência para dar o golpe final porque joga como manda a música. Por outro lado também apresenta suas deficiências e laterais que apoiam, o que será fundamental para nosso rápido meio-ataque. A zaga é mais equilibrada que a brasileira, o meio é criativo e o ataque resolve. Tudo bem que contra a Itália a Fúria foi aquém do esperado. De qualquer maneira é bom ter respeito já que dificilmente uma equipe deste patamar joga mal duas vezes seguidas. 
A promessa é de um jogo pegado, estudado e para frente. Bonito de se ver e com a certeza que vença o melhor e não o que foi acordado antes da competição. O status de favorito sem dúvida é da Espanha. Já são 29 jogos ou três anos de invencibilidade, o que sabemos que existe para ser quebrada. Para o Brasil é a garantia de que o caminho e a mudança foram na hora certa e que 2014 a torcida poderá apoiar e se tranquilizar com o que verá em campo, será?
É aguardar para ver. Até a próxima