sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESTADUAIS PELO BRASIL - Por Rodrigo Curty

E apesar de continuar todo o imbróglio do que será definido pela CBF em relação ao próximo Brasileirão, nesse final de semana começam os principais campeonatos estaduais do país.
É bem verdade que antigamente muitos clubes e até mesmos os torcedores valorizavam o torneio regional como o principal do país. Levantar a taça de sua cidade era motivo de orgulho e a certeza que não havia clube melhor que o seu.
Mas no decorrer dos anos, infelizmente por questões de calendário, premiação, status de ranking, e até mesmo para se sobressair sobre os rivais, já pensaram até em abolir a competição ou vira e mexe voltar com os duelos entre os eixos como RJ-SP, Sul-Minas, Copa Nordeste e por aí vai.
É claro que nenhum torcedor, por mais que negue que se importe com o Estadual deixará de acompanhar ou simplesmente vibrar ou tirar um sarro de um amigo do time rival. É bom para o futebol poder contar com os confrontos regionais, isso ainda é a graça do futebol, que aos poucos perde a sua credibilidade, atenção especial e motivação por muita parte da sociedade. 
De qualquer maneira, por mais que seja óbvio com os últimos acontecimentos desconfiarmos de possíveis cartas marcadas, acertos financeiros antecipados, privilégios para A ou B, o futebol continuará, mesmo que por osmose a fazer parte do cotidiano do brasileiro, mesmo que de forma positiva, muitos já darem mais valor as coisas pontuais e mais importantes como a educação atrasada, saúde pública e estrutura de suas cidades.
Mas de volta ao esporte Bretão. Os regionais sempre são importantes principalmente para as equipes que estão na Libertadores da América, por exemplo, afinal o mesmo serve de laboratório e para tirar a dúvida de treinadores que insistem em manter o mesmo time nas diversas competições do ano.
Em 2013, por exemplo méritos para o Atlético PR que priorizou a temporada em Copa do Brasil e Brasileirão e no final teve belo resultado com um vice-campeonato na primeira competição citada e um terceiro lugar no Nacional que o credenciou à repescagem da Libertadores.
Nesse ano seria importante equipes como Atlético MG que buscará o bicampeonato no torneio internacional, Flamengo que se reforça para chegar também a sua segunda conquista, Cruzeiro, e outras equipes que contam com elencos recheados avaliarem bem quando e porque escalar tal equipe titular, e claro, o torcedor terá que entender que não dá para ganhar tudo, e um risco de lesão em partidas seguidas é lata.
Que venha o torneio que ainda tem seu charme e que a bola não seja punida na reta final como em 2013.
Até a próxima!