quinta-feira, 8 de maio de 2014

A DEMISSÃO MAIS DO QUE ESPERADA - Por Rodrigo Curty

E não teve jeito. Após mais uma derrota no comando do Palmeiras, Gilson Kleina foi demitido.
É sabido que no futebol, principalmente no Brasil, que a falta de paciência com os comandantes tem um limite. O lado mais fraco da corda sempre estoura onde está o comando. 
Independente de qualquer que tenha sido a razão, o fato é que o descontentamento da torcida com Gilson Kleina não era recente e, no ano do Centenário do tradicional e importante clube brasileiro, a expectativa de muitos era por um nome de peso.
Vale ressaltar que o treinador ajudou a trazer o Palmeiras à elite do futebol e ainda teve o apoio da torcida para a sua manutenção, pelo fato de ter um salário bem abaixo de muitos treinadores de série A já que ganhava R$200 mil mensais. E detalhe: Caso ele não feche em 60 dias com algum clube, o Palmeiras terá que pagar a mais o equivalente a dois salários como multa.
É, a função de técnico é bem difícil, depende principalmente de resultados positivos e a cultura brasileira é muito cruel com esse profissional. E pior, às más gestões ocasionam em inúmeros processos de ex-funcionários que preferem fechar um contrato longo para ter a segurança empregatícia, mas que cada vez mais esbarram em contratos por temporadas ou por desempenho.
Um dos motivos da queda de Kleina, fora a parte interna onde é aparentemente óbvia os conflitos de frentes da situação e oposição são os últimos resultados. Eliminação nas semifinais do Paulistão para o Ituano, após 22 jogos de invencibilidade, no Brasileirão, as duas derrotas seguidas para Fluminense, Flamengo e, a de ontem pela segunda fase da Copa do Brasil contra o Sampaio Correia, de virada por 2x1, em mais uma péssima atuação da equipe.
A saída do principal jogador, Alan Kardec, as poucas peças de reposições e a falta de motivação de alguns atletas também culminaram para a queda, mas o Palmeiras precisa de uma vez por todas mostrar que é um time grande. Provar que saberá como se reerguer sem trocar os pés pelas mãos, mesmo que nesse ano lute para se manter vivo na elite. O clube precisa deixar claro se é mesmo o presidente Paulo Nobre o dono da situação ou se há intromissões de nomes como o do ex-presidente Mustafá Contursi no comando. 
Saberemos nos próximos capítulos. O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização)deseja uma chance para o sumido Vanderlei Luxemburgo, que provavelmente toparia um acordo por produtividade. Nobre é fã declarado do treinador, mas Contursi não, por isso existe a possibilidade de chegar um treinador que também conhece bem o clube e tenha raízes, esse o caso do também sumido Dorival Jr. É aguardar para ver quem assumirá a bronca e se terá pelo menos um retrospecto melhor que o de Kleina que contratado em setembro de 2012 esteve presente na subida a elite e cinco eliminações: Paulistão (2013 e 2014), Sul-Americana (2012), Copa do Brasil  e Taça Libertadores (2013). Foram 105 jogos, com 56 vitórias, 20 empates e 29 derrotas.
Até a próxima!