terça-feira, 29 de setembro de 2015

ERA UMA VEZ UM CRAQUE CHAMADO RONALDINHO - Por Rodrigo Curty

E mal começou e o namoro já acabou. A expectativa era de que o Fluminense e o "craque" Ronaldinho Gaúcho tivessem um relacionamento amoroso e que se orgulhassem de finalmente, após um longo período ausente de contar com uma “estrela”, conseguissem um casamento perfeito, repleto de glórias, alegrias e lembranças positivas.  
Mas esse desejo foi para o espaço. O postulante à ídolo das Laranjeiras definitivamente “nunca chegou" no tricolor carioca, por isso já vai tarde.
O clube de tantas glórias e disciplina considerada fascinante não conta mais com o seu camisa 10, que aliás esteve muito aquém do que se esperava e não ajudou nem no marketing, algo parecido quando esteve no rival Flamengo, que por sua vez contou com alguns lampejos do jogador.
Mas de volta ao presente. Apesar da passagem ter sido curta, pelo menos para ambas as partes não ficou nenhum rancor. Muito pelo contrário, o respeito e a honestidade é mútua. A rescisão foi de comum acordo e ambos rasgaram elogios. O jogador afirmou ter tido orgulho de vestir a camisa tricolor e que ficará na torcida fora das quatro linhas. Rasgou elogios à diretoria e admitiu estar sem condição de dar conta do recado e honrar o que se espera dele. E olha que o mínimo esperado era um futebol digno de quando esteve no Atlético MG. Doce ilusão.
Hoje a torcida está enfurecida e com vergonha pelo ocorrido. Não curte ser “sacaneado” pelos rivais e muito menos ser considerado como um clube de pouca expressão. 
Ora, a grosso modo foi um ótimo negócio para o Fluminense. Foram dois meses de negociação, “chapéu” no Vasco que já considerava ele contratado em São Januário, mas quis o destino que isso não durasse nem três meses. Foram 80 dias de pouco aproveitamento e valor percebido com o R10. O meia-atacante jogou apenas nove partidas, não atuou em seis e o pior, não fez nenhum gol e nem deu assistência para tal
Para um clube que perdeu a sua maior referência financeira – a Unimed, manter um jogador ganhando aproximadamente R$ 400 mil, fora os adicionais por diversas cláusulas, sem dúvida era uma loucura.
A torcida em sua maioria nunca apoiou o jogador, que assim como os outros, inclusive ídolos como Fred viveu momentos conturbados. Foi inaceitável ver um jogador com tanto potencial ficar no banco de reservas e, que quando atuava não rendia e nem se esforçava.
Ronaldinho é mais um desses casos mal explicados de jogadores que tiveram dias de glórias e que se cansaram de manter o ritmo de treinos, concentração, disciplina e por aí vai. Está nítido a insatisfação do R10 em continuar a ser um profissional da bola. Dizem por aí que as noitadas, bebidas, cigarros e mulheres é o que vale no auge de seus 35 anos e que seu irmão e empresário, Assis está forçando a barra.
Hoje o que tudo parece é que a carreira está chegando ao fim, o que sinceramente é uma pena, pois apesar de eu sempre ter considerado Ronaldinho Gaúcho um cara diferenciado e mais showman do que craque, na atual conjuntura e nível do futebol brasileiro, ele ainda poderia dar muito mais. 
Vamos aguardar para ver qual será o novo destino. Futebol chinês, indiano, americano, enfim, o certo mesmo é que Ronaldinho não quer se dedicar muito mais no mundo da bola, e convenhamos que ele pode fazer isso, mas poderia encerrar de uma outra maneira, pelo menos por cima. Coisas do futebol e de seus eternos craques.
Boa sorte ao camisa 10 e até a próxima!