terça-feira, 20 de outubro de 2015

FLAMENGO É UM TIME DE MATA-MATA - Por Rodrigo Curty

E o Flamengo mais uma vez decepciona a sua torcida no torneio mais importante do país. O Brasileirão realmente não é o campeonato que mais destaca positivamente o rubro-negro carioca. A supremacia ou melhor desempenho em competições que não usam como fórmula os pontos corridos devem ser levados em consideração.
O torcedor do time hexacampeão tem saudade dos tempos de mata-mata, afinal foi assim que vieram cinco de suas seis conquistas e os títulos da Copa do Brasil e chegadas às finais.
Desde o último título, o de 2009 e único na “era” dos pontos corridos, o rubro-negro patina, com exceção no ano de 2011, em que terminou na 4ª colocação, somando 61 pontos. Em 2010 o clube foi o 14ª(44p), 2012 o 11º(50p), 2013 o 16º (45p) e 2014 o 10º(44p). Convenhamos que são campanhas pífias pela grandeza do clube.
Esta provado que o Flamengo fora das quatro linhas, diga-se de passagem, pelo menos ao meu ver, faz uma ótima administração com os novos gestores, mas no futebol a história é outra. Mas por que será? São vários os fatores que podem explicar a situação de anos.
É fato que os responsáveis pelo futebol, entre eles, Rodrigo Caetano fazem o possível para esse cenário mudar logo. As contratações são feitas, mesmo que de forma equivocada e a reestruturação se encaminha para o clube se consolidar entre os mais fortes do país.
Apesar do time continuar devendo melhores resultados nas quatro linhas, o que preocupa é muita das vezes o conformismo, de quando está embalado e brigar no máximo por uma das vagas da Libertadores da América.
Ora, o Flamengo faz um belo trabalho no seu departamento de marketing e aos poucos internacionaliza ainda mais a marca por onde passa. Assim precisa dar resposta positiva dentro do campo. Assim, apesar dos péssimos resultados nas últimas partidas, cinco derrotas em seis jogos, ainda faltam sete partidas para sabermos o futuro da equipe para 2016.
Provavelmente haja importantes mudanças no elenco. Dificilmente os jogadores de todas as posições serão mantidos. Arrisco em dizer que pelo menos dois de cada posição saiam de cena. Já a política dos pés no chão, mesmo que seja com uma nova equipe administrativa, uma vez que no final do ano, o Flamengo terá eleições para presidente deverá ser mantida. Nada de contratações mirabolantes e suicidas. Chega de erros.
Agora é juntar os cacos e as forças, além de acabar com as vaidades e entender que o Flamengo é maior que tudo e todos que lá estão. Domingo a grande prova de fogo. Acabar com a invencibilidade do líder Corinthians, em plena Itaquera. Difícil, mas não impossível, basta não se colocar como um time pequeno.
Até a próxima!