quinta-feira, 28 de abril de 2016

SÃO PAULO GOLEIA E EMPOLGA - Por Rodrigo Curty

O torcedor do São Paulo está em festa. O Tricolor finalmente conseguiu atuar de uma forma brilhante, empolgante e com a velha característica de quando jogava uma Libertadores.
O adversário era o então interessante, embalado e destemido Toluca do México, porém a mística do estádio Cícero Pompeu de Toledo com mais de 53 mil torcedores, também fez a diferença para que este voltasse para casa com uma sonora goleada de 4x0.
Antes da partida nem os mais otimistas torcedores do clube da Fé acreditavam em tamanha facilidade. Sem poder contar com o seu artilheiro - Calleri (8 gols), expulso de forma bisonha na partida contra o The Strongest, a expectativa era para o substituto escolhido por Edgardo "El Patón" Bauza para cumprir a dura missão de fazer uma boa vantagem para a segunda partida.
Pois bem, o argentino tem muitos méritos na exibição de seus comandados. Para variar ousou em entrar com o criticado Ricardo Centurión, que por pouco, se quer seria selecionado como opção no banco de reservas  - Coisas do futebol. O esquema com três centroavantes "falsos" foi sensacional.
A partida foi toda do Tricolor. Mesmo errando em bolas fáceis, mas que desta vez não custaram caro, quando teve suas oportunidades foi quase que totalmente perfeito, sim, acredite, o placar poderia ter sido maior. O time mexicano não fez Renan Ribeiro, substituto do goleiro Dênis, também expulso na Bolívia sujar seu uniforme.
Para os mais românticos e saudosos são-paulinos, pelo incrível que pareça, arrisco dizer que se encantaram ao lembrar dos tempos em que o time no papel não era tudo isso, mas que ao mesmo tempo, faziam da limitação, através da atitude, vontade, raça e respeito a camisa, exibições marcantes, de gala e que resgatavam a confiança. Todos estavam com o "sangue nos olhos" e abastecidos de adrenalina, inclusive a parte defensiva, setor que mais assusta.
Hoje ficou provado que Bauza tem estrela e espírito de torneios "cascudos" como esse, basta paciência e não deslumbrar. Que Paulo Henrique Ganso é ainda um senhor jogador, desde que não se sinta o único pressionado e divida as funções para jogar mais leve e objetivo. Que Michel Bastos, Centurión e Thiago Mendes, que de criticados foram ovacionados podem render e suprir as necessidades técnicas da equipe.
A questão que não pode deixar de ser considerada é a empolgação em excesso, algo que o comandante fez questão de interromper no vestiário. Não é de hoje que o time faz uma boa partida e na sequência volta ao mundo real. Ora, se analisarmos friamente, no Brasil e porque não na América Latina, não há um super time, e sim aqueles mais aplicados, focados e homogêneos. 
O São Paulo fez disparado a sua melhor partida na temporada. Resta saber que, por mais que pensem ao contrário, o já classificado às quartas de final da competição, seguirá com essa determinação, coragem e respeito as limitações nas partidas adiante. Existem clubes que a camisa joga sozinha, e o São Paulo é uma dessas, por isso é bom não vacilar e respeitar.
Até a próxima!