quinta-feira, 11 de maio de 2017

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NUNCA ESQUECE - Por Rodrigo Curty

O São Paulo foi eliminado em mais um mata-mata. A noite no Morumbi era para ser de comemoração do time da casa. O tricolor anteriormente eliminado pelo Corinthians no Paulistão e Cruzeiro pela Copa do Brasil, teve 17 dias para se preparar para se manter vivo na importante competição Sul-Americana e não evolui absolutamente nada. Por outro lado, trouxe a certeza de que o descanso fez mal para alguns jogadores como por exemplo, do importante Cueva, que engordou.
O campeão da edição de 2012 esqueceu de combinar com os argentinos do Defensa & Justicia uma facilidade na partida. O empate sem gols na Argentina dava a entender que em casa o tricolor sobraria, principalmente, pelo fato de saber que a pressão aumentaria em caso de um novo tropeço e por ter um elenco, mesmo que medíocre, bem superior e valioso.
O São Paulo começou bem e conseguiu um gol, aliás um belo gol de Thiago Mendes, porém na sequência permitiu o empate, em nova falha defensiva. O time argentino tocava a bola, soube provocar o adversário e só não saiu com a vantagem para o intervalo, pela falta de competência de seus atacantes. 
Na segunda etapa, o que se viu foi um Tricolor confuso, inoperante e insistente nas bolas aéreas. Do outro lado, uma equipe tranquila e muito fraca ofensivamente. As chances apareceram, ora com falhas de Lucão, ora com bela trocas de passes, o que ajudou a valorizar, talvez o único atleta que mereceu aplauso - o goleiro Renan Ribeiro.
A classificação foi mais do que justa e entra para um dos maiores vexames do Tricolor em sua casa. Em 82 anos, essa é a primeira vez que o time argentino jogou uma partida internacional, e pode acreditar, mesmo que continue galgando no torneio, esse triunfo jamais será esquecido.
A eliminação nos faz pensar - Eu não gosto de questionar o trabalho de nenhum treinador, mas está nítido que Rogério vacila nas escalações e que o time está "rachado". Se não for um problema de complô contra o comandante, como explicar a falta de vontade, ousadia, entrega e por que não caráter dos comandados? 
Definitivamente a equipe não se encontra em campo há um bom tempo. O clube que era visto com uma das principais forças da capital paulista segue devendo muito futebol, comprometimento, respeito e atitude, junto ao seu treinador e torcida.
Agora como se não bastasse, resta para a temporada a difícil missão de ir bem no Brasileirão. A competição é bem equilibrada e tecnicamente voltada para baixo. Começar bem é uma ótima receita para se manter na elite e, isso implica em planejamento, elenco forte e comprometido, além de ter comando.
O técnico tricolor deveria, no mínimo reconhecer que precisa se reinventar, aprimorar os conhecimentos fora das quatro linhas ao invés de se defender com estatísticas e números, que por mais que sejam positivos não significou nada em termos de conquistas.  
O mundo de treinador é completamente diferente de jogador. Normalmente os medianos acabam sendo melhores treinadores do que os ídolos que dentro de campo eram quase que nunca questionados. Esse era o caso do goleiro artilheiro.
Assim, penso que se a mudança de atitude ou mesmo de comando não for feita logo, aos poucos o eterno M1to será lembrado como o "cara" que fez do São Paulo um time sem valor e facilmente batido aonde quer que seja o palco.
Até a próxima!