segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

MORRENDO PELA BOCA- Por Rodrigo Curty

Às vezes no futebol nem sempre é o melhor que vence. Isso ocorre principalmente quando esse time considerado o melhor, resolve abrir a boca antes da hora.

É nessa hora que ocorre um momento inesperado.


Podemos citar alguns exemplos: Na final da Copa do Brasil de 2003, Edílson então atacante do Flamengo, disse que os torcedores do Cruzeiro que lotavam o Mineirão tinham que ter trazido lenço, pois sairiam chorando do estádio.

Resultado, 3x0 Cruzeiro, e Edílson longe das entrevistas.

Outro que também falou antes da hora foi Abel Braga, técnico do Flamengo em 2004, e que antes da final contra o Santo André, respondeu para um repórter que o time não precisa ouvir nada, pois, sabia o que tinha que fazer. Resultado, um vexame no Maracanã e derrota por 2x0 para o Santo André.

Tratei de exemplificar dois momentos do Flamengo, porque dessa vez quem morreu pela boca foi o bom jogador do Fluminense Thiago Neves. O mesmo que “acabou” com o jogo contra o rubro-negro na semana passada, quando marcou três gols na goleada de 4x1, e que dançou o “créu” e tudo mais.


Thiago nesse final de semana queimou a língua contra o Botafogo.

Ele declarou que queria pegar o Flamengo na final para poder inventar outra dança. Declaração que fez o técnico Renato Gaúcho se enfurecer.

O time do Fluminense é bom, e talvez tenha perdido não pela declaração, mas pela mudança táctica. O time que vinha jogando em um esquema de três atacantes, somente voltou ao esquema nos 15' finais do clássico, já era tarde.

Do outro lado, o bom técnico Cuca, claro que usou a atitude para motivar ainda mais o Botafogo. Um time que joga com um bom toque de bola, empenho de todos e com um belo preparo físico. Está mais maduro depois da queda inexplicável no ano passado. Resultado acabou vencendo o Flu por 2x0 e decidirá a final da taça Guanabara. Após o jogo cadê Thiago Neves?

Neste domingo no Maracanã, foi a vez de Flamengo e Vasco se enfrentarem. O Vasco trazia o então ídolo Edmundo para ser o líder e a referência do time cruzmaltino. Do outro lado, um time que precisava voltar a ser o mesmo do final da temporada do ano passado e tentar chegar a mais uma final.

O jogo foi bem distinto. No primeiro tempo o Vasco jogou bem, aproveitou os espaços, correu bastante e teve Edmundo tocando bem a bola e se apresentando para as jogadas. Abriu o marcador com um belo gol de Alan Kardec.

À partir daí o Flamengo acordou e conseguiu chegar ao empate com o capitão Fábio Luciano, após cobrança de falta de Juan. No segundo tempo a bola do jogo. Pênalti de Ibson em Moraes. Quem pega a bola é Edmundo, mesmo sendo Moraes o batedor oficial.

Essa não foi a primeira vez que o “animal” foi do céu ao inferno. Bateu fraco no canto para defesa tranqüila de Bruno.

Foi o suficiente para o Vasco se abater e o Flamengo crescer na partida. Com outro gol de zagueiro, desta vez de Ronaldo Angelim, o rubro-negro carimbou a passagem a final.

Acredito que essa será uma grande final com nenhum dos times se colocando como favorito. Caso contrário esse pode morrer pela boca.

Sorte Fogão!!! Sorte Mengão!!! E o desejo é que o Maraca esteja novamente lotado, e que os torcedores apenas cheguem para torcer.