quinta-feira, 9 de junho de 2011

A VOLTA DO GIGANTE - Por Rodrigo Curty

E o Brasil conheceu o seu primeiro representante na Copa Libertadores da América de 2012. Trata-se do Vasco da Gama. Com uma campanha irretocável, o título acabou em boas mãos. Foram 5 vitórias, 5 empates e apenas uma derrota, justamente a que poderia perder.

A decisão foi contra o então surpreendente Coritiba, no Couto Pereira. Na primeira partida, a vitória de 1x0 dos cruzmaltinos fez a diferença. A vantagem de poder perder por até um gol foi exatamente o que aconteceu. O clima do estádio estava favorável ao Coxa Branca, mas a experiência e a necessidade de conquistar um título expressivo não pesou para os cariocas.

Apoiado por cerca de 4500 torcedores, os comandados de Ricardo Gomes aos 11' de jogo calaram o estádio. Alecssandro, o carrasco paranaense. A partir daí o desespero tomou conta da equipe de Marcelo Oliveira. Sem criatividade e poucos chutes a gol, o empate somente veio, graças a falha de Dedé que não cortou cruzamento para o atacante Bill. O caldeirão voltou a ferver na fria Curitiba. Antes do término da primeira etapa, em mais uma falha vascaína, Davi virou a partida com um belo gol. Faltava um gol para o título, porém o apito final esfriou os ânimos.

Na segunda etapa, as equipes voltaram tensas, errando muito e principalmente o Coritiba cometendo muitas faltas. Mas teve gol. Aos 12' o Vasco, desta vez com o veloz Éder Luis, em falha de Edson Bastos calou novamente o estádio no Alto da Glória. Marcelo Oliveira sem alternativas colocou o time ainda mais pra frente com a entrada de Marcos Aurélio. O empate veio aos 21' com Willian. Do lado vascaíno peças importantes como Felipe, Diego Souza e Alecssandro estavam baleados, do outro o coração fazia mais do que a técnica. Em jogo de defesa contra ataque, melhor para o Rio de Janeiro que comemora mais uma conquista da Copa do Brasil.

Parabéns ao Vasco que recebeu dos torcedores o apelido de Trem Bala, e que aguentou até o final a pressão e violência de vândalos que permanecem nos estádio brasileiros. É importante saber, porém, que apesar do título muita coisa ainda tem pra conquistar. Parabéns a Roberto Dinamite, que independente de ídolo do clube, suportou pressões, caiu, levantou, e mostrou que com trabalho e dignidade o time chegaria a realizar o seu sonho. O de ser campeão do Brasil e o de voltar a ser um Gigante da Colina.

Até a próxima!