quinta-feira, 10 de abril de 2014

MUSICALIDADE RUBRO-NEGRA - Por Rodrigo Curty

E mais uma vez o Clube de Regatas do Flamengo caiu na primeira fase da Libertadores da América. Foi a quarta vez que o clube consegue essa proeza. O time carioca foi muito mal na competição e ficou bem longe de das expectativas de muitos que consideravam um sério candidato ao primeiro lugar do grupo 7 e terminou com míseros sete pontos. Mas por que?
A péssima campanha tem a premissa de algo que o Flamengo deveria antes de mais nada honrar com seu torcedor. Se no alto das arquibancadas a massa, muitas das vezes leva o chamado combustível para dentro do gramado para inflamar o time, desta vez a fórmula não funcionou. Vale ressaltar que a torcida pagou um preço alto para a tão sonhada trajetória ao Bicampeonato. Ontem foram 60 mil desiludidos.
É claro que ninguém questiona que a precoce eliminação contra o León, do México, que diga-se de passagem conta com uma equipe mais equilibrada e técnica do que a brasileira foi por falta de raça, amor e paixão, mas essa última anda lado a lado com o ódio, e isso quando vem à tona é capaz de trazer sérias consequências, como por exemplo de levar o torcedor ou seria o associado do clube o direito de chamá-los de time sem vergonha.
O Flamengo de certa forma merece todas as reclamações pela derrota de 3x2, uma vez que cobra valores fora dos padrões brasileiros, principalmente do seu verdadeiro torcedor, o que está presente nas vitórias e derrotas e, não apenas os de conquistas e com certo poder aquisitivo e capacidade de acompanhar e apoiar principalmente quando o time está bem. 
De qualquer maneira, o torcedor não pode confundir e depositar toda a sua ira, devido ao valor altíssimo que lhe é cobrado para se associar, ajudar o clube, entre outras coisas e, principalmente por muitas das vezes ter que presenciar péssimos jogos em locais nada acolhedores.
É preciso que o Flamengo resgate a fórmula de sucesso de time/torcida, mas para isso tem que ter paciência em suas estratégias de marketing, trabalhar melhor as promoções, resgatar o amor de seu torcedor que vende a janta para estar no Maracanã no domingo para apoiar seu clube de coração.
Resgatar não é fácil, mas aquele que de fato grita em muitas das vezes "Onde estiver estarei..." e, "Conte comigo Mengão" precisa ter a certeza que os frutos de fatos estão sendo colhidos e que isso leva tempo. A derrota abala, mas não pode deixar que a cicatriz se feche com precipitações, uma delas a principal, a de blindar os mais jovens, o de não investir de forma alucinante para dar resposta ao seu torcedor associado. 

 
 
Aposto que o Brasileirão terá uma enorme faixa com dizeres do tipo " Brasileiro é obrigação" e "Queremos raça", quando na verdade o que é preciso é baixar a guarda, levantar a cabeça e saber que Jayme de Almeida deve ser mantido e os jogadores terem a união da massa e a confiança de que um trabalho bem feito leva tempo, afinal muitas das vezes uma conquista vem para enganar e iludir o apaixonado, ou a Copa do Brasil não gerou isso? Ora, não podemos depositar a tragédia de uma eliminação porque o time não teve Elias ou pelos importantes desfalques. É sabido que clube caiu nessa fase porque somou apenas 4 dos 9 pontos possíveis em casa e, porque não é de hoje que joga errado, sem posicionamento correto, lucidez e confiança de alguns jogadores.
É aguardar para ver se o clube de tradição seguirá seu trabalho de pés no chão, porém sem abusar de sua maior riqueza, pelo menos até que justifique tal afiliação e investimento, caso contrário, será difícil voltar a fazer a alegria do povo e aumentar aqueles que desejam "Mengar" um dia, mesmo que esse se iluda com mais uma possível conquista de regional. Está na hora do clube saber e fazer com que acreditem que continua sendo um dos maiores do país.
Que venha a próxima música para a dança seguir para o bem ou para o mal.
Até a próxima!