terça-feira, 1 de julho de 2014

SUPREMACIA ARGENTINA E BELGA - Por Rodrigo Curty

A definição das últimas vagas para as quartas de final da Copa do Mundo da Fifa 2014 foi eletrizante. Argentina, Suíça, Bélgica e Estados Unidos mostraram porque chegaram até aqui, mas quem sorriu no fim, foram as seleções que mantiveram os 100% de aproveitamento.
No primeiro duelo do dia, na Arena Corinthians, em São Paulo, a Seleção Argentina não teve moleza contra a Suíça. Equipe mais técnica, de velocidade e com jogadores decisivos, os argentinos levaram sustos no primeiro tempo, na prorrogação e mesmo com mais oportunidades de gols, quase jogam tudo para a decisão dos pênaltis contra essa que foi uma seleção quase que perfeita taticamente.
Ficou nítida a proposta suíça na partida. Segurar Lionel Messi, marcar por zona, porém de forma compactada e se aproveitar das roubadas de bola e erros do adversário para chegar com rapidez ao ataque. As chances surgiram, mas a autoconfiança ao invés do simples custou caro nos momentos de decisão. Romero fez algumas boas defesas, mas nada comparado ao suíço Benaglio. O goleiro foi um perfeito paredão, a bola insistia em não entrar, o sofrimento dos hermanos na arquibancada era impressionante, a ponto de muitos, pelo incrível que pareça se calarem e imaginarem o pior. Mas quem tem um camisa 10 como Messi, que mais uma vez foi escolhido o melhor em campo, aliás foi assim também nas três partidas anteriores, e um atacante de nome Di María que mesmo "baleado" e longe do que se espera até aqui, mas que joga com uma raça e tudo pela sua pátria, definitivamente não poderia dar outra coisa.
O camisa 10 chamou a responsabilidade, arrancou e serviu o craque do Real Madrid. 1x0, no apagar das luzes que antes mesmo de apagar viu a bola suíça cometer o pecado de bater na trave, e depois em uma falta de frente ser isolada. Coisas do futebol. Segue na competição de forma justa a seleção que não vai bem coletivamente e volta a seleção obediente, porém sem um poder ofensivo.
Já na Arena Fonte Nova, em Salvador, a Bélgica venceu mais uma e segue firme na busca do inédito título. O adversário também merecia sorte melhor. Os Estados Unidos, definitivamente apresentam um futebol vistoso, de obediência tática, força e velocidade. Mas os Diabos Vermelhos aos poucos mostram que não são azarados e possuem sim potencial e qualidade técnica. Seleção de ótimo passe, paciência e trabalho de bola em todos os setores perdeu muitos gols, mas não pela falta de pontaria. A culpa foi de Howard, o arqueiro americano que pegou quase tudo, sim os belgas deram 38 chutes a gol, recorde em um jogo do Mundial 2014, contra 15 dos EUA. 
Mas o responsável por levar a decisão para a prorrogação, a muralha foi quebrada logo no início com dois belos gols. O primeiro aos dois minutos, após bela jogada do jovem Lukaku, substituto de Origi que só rolou para De Bruyne fazer 1x0. Os americanos nem deram conta do gol e não demorou muito para o mesmo Lukaku fazer o segundo. 
Não é à toa que o futebol é encantador e apaixonante. Para quem esperava um chuva de gols da Bélgica, viu os EUA marcarem com Julian Green, na primeira oportunidade da etapa final da prorrogação e depois quase empatarem com Jones. O jogo ficou lá e cá e para azar dos presentes acabou mesmo 2x1. A Bélgica mereceu, mas os EUA caíram de pé e devem fazer bonito também daqui há 4 anos. Vamos aguardar.
Então anote: No próximo sábado, às 13h, em Brasília, Argentina e Bélgica revivem o duelo de 1986, na Copa do México. Naquela ocasião Maradona brilhou nos 2x0. E nessa? Messi será o protagonista? Promessa de um jogo com muitos gols. 
Até a próxima!