quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MENGÃO NOS BRAÇOS DO POVO - Por Rodrigo Curty

E quem diria que o Flamengo com Vanderlei Luxemburgo daria a volta por cima no Brasileirão? A maioria ainda segue com o pé atrás, mas outros continuam acreditando que o time sobreviverá, mesmo que aos trancos e barrancos na série A. Eu me incluo nessa.
Em seu retorno ao rubro-negro, apesar das preocupações, saídas e vindas de jogadores, já imaginava que a parceria daria certo, desde que houvesse humildade de ambos os lados. O do clube de saber que a sua administração precisa de gestores de futebol no comando e do treinador de aceitar as regras, provar que se reinventou e que acredita que os títulos importantes não são para ficar no passado. 
É claro que fora isso, tem as possíveis relações de negociação de jogadores, aceitação de apadrinhados dos empresários que se fazem presente a todo instante e por aí vai.
A questão é que parece que o Flamengo voltou a respeitar a teoria que nada que venha ou saia é maior que o clube, ou seja, o maior patrimônio deve ser respeitado. Eu falo da torcida.
A política dos pés no chão, nada de loucuras nos investimentos é um ponto positivo na gestão atual, mas deposito a mudança de postura junto a Nação Rubro-Negra como um dos responsáveis pelo crescimento no Brasileirão. 
Ora, como um clube que conta com mais de 40 milhões de torcedores não consegue sanar suas dívidas? Por que um clube nessa dimensão não consegue propor ações de "parceria" ao invés de "desespero" junto a massa? Por que pensam pontualmente e não por longevidade? Enfim, essas questões não valem a pena serem debatidas agora. Vale sim é falar da torcida do Flamengo, que assim como tantas outras não só no Brasil, demonstram seu amor ao clube de coração.
Por favor não me levem a mal e com todo respeito as outras torcidas, mas a do Flamengo provou mais uma vez que mesmo não sendo tratada em muitas das vezes como merece, provou novamente na partida de ontem contra o Atlético MG que faz a diferença. 
Os torcedores, mais de 40 mil no Maracanã cantaram do início ao fim, mesmo após ver o time levar um belo gol de Maicossuel no início do jogo. É bem verdade que no intervalo ocorreram vaias, que julguei injustas, pois não faltou luta e vontade de vencer. É normal porque amor e ódio andam lado a lado.
Muito bem, veio o segundo tempo e com ele a "mão" do treinador e o desejo de muitos torcedores. As entradas de Eduardo da Silva e Mugni antes dos 20' fizeram a diferença. O time pressionou o Galo, criou chances atrás de chances e chegaram a virada histórica por 2x1. 
Méritos de um time que provou mais uma vez que a mística de que a torcida é capaz de carregar os jogadores nos braços em qualquer momento é real. Foi a terceira vitória seguida do Flamengo, proeza que não era vista desde março. Com Luxa já são cinco jogos e quatro vitórias.
Ainda falta muito para a torcida comemorar, mas é muito real acreditar que não há questões técnicas que farão o time não permanecer na série A se essa parceria, amor incondicional e certeza de qual é definitivamente o papel de cada um.
Até a próxima!