quinta-feira, 14 de maio de 2015

A BOA E VELHA LIBERTADORES - Por Rodrigo Curty


A noite do dia 13/05/2015 será sempre lembrado pelos torcedores de São Paulo e Corinthians, mas não por ser o dia da Escravatura Negra do Brasil, do Automóvel ou Nossa Senhora de Fátima, mas sim pela saída precoce da Libertadores da América, torneio esse que sempre reserva surpresas inesperadas e faz com que o torcedor brasileiro curta um futebol de maior técnica e raça.
Ambos que disputaram o mesmo grupo na fase inicial, o chamado grupo da morte sucumbiram contra Cruzeiro e Guaraní(Par), respectivamente.
Mas antes de entrar nesse assunto vale e muito o registro da classificação do Internacional. No duelo equilibrado contra o Atlético MG o que se viu foi um Beira-Rio maravilhoso e vibrante. O Colorado retribuiu em campo. Golaços de Valdivia, D’Alessandro e oportunismo de Lisandro Lopes. Vitória de 3x1 com propriedade. Agora é ver como o time se comportará contra o bom time do Santa Fé, da Colômbia. Confronto difícil.
Agora de volta aos paulistas. Qual o problema de ser eliminado? Ora, no futebol, assim como em qualquer outro esporte, nem sempre vence o favorito, mas aquele que tem a atitude e competência na hora que precisa.
Na semana passada, o São Paulo foi muito superior contra a equipe mineira. Perdeu os chamados “gols que fazem falta”, por méritos também do goleiro Fábio. A vitória de 1x0 parecia que seria suficiente, desde que apresentasse o mesmo futebol na Arena Mineirão. O que se viu, porém foi um time mal organizado, nervoso e aguardando o tempo passar. Respeito os treinadores, mas Milton Cruz errou feio na escalação.
Assim, água mole pedra dura e a Celeste chegou ao seu gol com Leandro Damião. O tempo ia passando e as oportunidades sendo desperdiçadas. Parecia um daqueles dias em que tudo conspirava a favor do tricolor, afinal a falta de competência dessa vez estava do lado azul. A questão é que a passagem às quartas de final foi decidida nas penalidades, uma das maiores dores de quem perde. O São Paulo saiu na frente e teve menos competência no pênalti que daria à classificação. Melhor para Gabriel Xavier que marcou o gol histórico da vitória por 4x3.  Vitória do Cruzeiro com méritos. Agora é aguardar por Boca Jrs ou River Plate que jogam nessa noite. No primeiro confronto deu River com o placar de 1x0.
A noite só não foi mais triste para os são-paulinos porque o Corinthians, após 32 jogos de invencibilidade perdeu para o Guaraní, do Paraguai. No primeiro jogo a derrota de 2x0 já demonstrava sinais de um pesadelo no jogo de volta. Mais de 39 mil corintianos empurraram, se calaram e sofreram, principalmente após as expulsões infantis de Fábio Santos e Jadson. Quem esperava ver os paraguaios batendo e sofrendo pressão, viu um time com uma grande personalidade. O Timão bem que tentou, teve chances claras, mas era nítido o nervosismo e a falta de vibração do início de temporada, no qual muitos o classificavam como um excelente time treinado pelo melhor técnico do país.


Ora, falta pagamento de direitos de imagem, premiações, entrosamento entre os contratados e sobra vaidade e prepotência dos que mandam e acreditam que um simples detalhe, como por exemplo repassar o dinheiro total em caso de classificação para o grupo dividir resolveria tudo. Não se pode menosprezar um adversário e muito menos comemorar antes do apito final. Futebol nem sempre se vence no campo, mas quando acontece é fantástico, independente do grande que se despede. Parabéns ao time paraguaio que venceu por 1x0 e agora sonha em continuar sua trajetória, para quem sabe, por mais difícil que possa parecer se tornar um novo Once Caldas ou uma LDU. Quem sabe não teremos um novo time a ser temido no Paraguai. Por lá, apenas o Olímpia tem o título da competição, aliás três.
Para a dupla paulista resta esperar. Tudo indica que teremos reformulações. Penso que isso já passou da hora e é esperado, após a eliminação. O custo de ambos são altos e os grupos precisam ser mais enxutos. Acredito que o Brasileirão será considerado agora como obrigação. E você? Acredita na reviravolta?
Até a próxima!