sexta-feira, 8 de agosto de 2008

"DECLARO ABERTOS OS JOGOS DE PEQUIM" – por Gustavo Cavalheiro

A frase do título de hoje foi proferida por Hu Jintao, presidente chinês, às 12h37 de Brasília, na abertura dos 29º Jogos Olímpicos da Era moderna.
A abertura, que posso considerar bela como sempre e impressionante como há muito tempo não era. Simplificaram o espetáculo, mantiveram algumas tradições olímpicas que não são as mais televisivas como o desfile quase infindável de 204 nações, discursos e cerimoniais de praxe, mas a organização inovou em focar a festa em duas essências da China: seu povo e a pólvora.

Só mesmo o povo que inventou a pólvora poderia abusar (e bem) do espetáculo de fogos de artifício dentro e fora do Estádio Ninho do Pássaro.
A segunda parte importantíssima da cerimônia foi o POVO CHINÊS. Só mesmo o maior povo do mundo poderia fazer um espetáculo artístico digno de milênios de cultura e tradição, baseando a coreografia de muitas pessoas e movimentos harmônicos.
Desde o início, com tambores luminosos na contagem regressiva, passando pelo ballet dos tipos de impressão-móvel, os chineses contaram boa parte de seu legado ao mundo. Sempre uma oportunidade ímpar ao país que promove a Olimpíada.

Com um estádio repleto de carisma e alegria, vimos uma festa como a muito o mundo não via. Longe de ser de espantar com o jetpack de Los Angeles, o chorinho russo de Mischa, ou as águas mágicas de Atenas, o que marcou a cerimônia de Pequim foi o bom gosto e a excelente direção de arte das imagens pictóricas e enquadramento da transmissão de tv.
Imagens essas que o mundo ocidental deve se acostumar e rápido, pois a partir de agora serão o paradigma visual que, prenuncia o padrão estético chinês, futura potência cultural do mundo.

A entrada do jovem sobrevivente do terremoto de meses atrás, ao lado do porta-bandeira e gigante chinês Yao Ming, mostrou que a grande tragédia não foi esquecida pelas autoridades, mas o gran finale ficou com o ascendimento da pira.
Este fato merece muito destaque, pois com seu herói Li Ning, da ginástica das olimpíadas de Los Angeles (6 medalhas, sendo 3 ouros) a China inovou em amarrá-lo e içá-lo dando uma volta no entorno do teto do estádio e se tornando em maestro de uma grande viagem pelo mundo até chegar à pira, que se manteve oculta por todos esses anos.

O jogo da Paz arde em Pequim! Viva os Jogos Olímpicos.


Acompanhe a Olimpíada no EsporteAcontece! e o Palpitômetro de Pequim que fecha hoje.