terça-feira, 24 de novembro de 2015

SALVE O TRICOLOR PAULISTA - Por Rodrigo Curty


E o Brasileirão está próximo de seu final. De empolgação mesmo, apenas a disputa pelas últimas vagas da Libertadores e a luta pela sobrevivência.
Na parte de cima, Atlético MG e Grêmio, juntamente com o campeão Corinthians já estão lá. Resta saber se o São Paulo manterá o quarto lugar ou se será ultrapassado por Internacional, Santos, Sport, Ponte Preta, Cruzeiro ou Palmeiras.
Sinceramente, eu imagino que pelos adversários que terá pela frente (Figueirense, em casa e Goiás, provavelmente já rebaixado), o tricolor carimba a vaga. O único que pode fazer o são-paulino lamentar de vez a péssima temporada é o Colorado.
Mas a grande preocupação da torcida tricolor é para o futuro do clube. Definitivamente os problemas internos culminaram para a situação atual. O planejamento mal feito, conselheiros, dirigentes e empresários se achando mais importante do que o próprio clube é inadmissível para qualquer grande agremiação. Mas nada como um dia após o outro. A derrota histórica por 6x1 para o rival Corinthians vai dar o que falar. De repente era o que faltava para o time ir até o fundo do poço e provar ter dignidade.
Caso o São Paulo garanta vaga no torneio Continental, o que seria uma faca de dois gumes, desde que não mude a sua atitude, uma vez que maquiaria o problema ao invés de curar, ficaria a expectativa de que 2016 será realmente diferente. E não faltam motivos para a torcida acreditar: Vários jogadores e integrantes da comissão técnica devem dar adeus. Muitos jogadores no Brasil contam com situações interessantes no mercado e isso pode ajudar na transformação. Sim, a “moeda de troca” pode ser a grande saída financeira e oportuna também para outros grandes do futebol brasileiro como Flamengo, Cruzeiro, Internacional e por aí vai. No tricolor, por exemplo, nomes como Bruno, Edson Silva, Luiz Eduardo, Wesley, Ganso, Luis Fabiano, Centurion, entre outros não devem permanecer e interessam ao mercado, seja a base de troca ou empréstimo. A hora é agora.
Mas todo cuidado é pouco com os reforços. Provavelmente essa exigência passará nas mãos de um novo comandante. Seja o desejado Diego Aguirre ou para desconfiança de muitos, Guto Ferreira. Ora, independente de quem venha assumir, o problema, insisto em dizer, está na parte interna. É mais do que necessário a mudança administrativa e a reinvenção. Será que o São Paulo abrirá mão de seus tradicionais feudos? Essa pode ser a solução para o time evitar novas humilhações. É aguardar para ver.
Até a próxima!