quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A MÍSTICA DO MARACANÃ - Por Rodrigo Curty

E o Independiente(Arg) saiu na frente na final da Sul-Americana contra o Flamengo. O Rei das Copas teve o apoio maciço de seu fanático torcedor, antes, durante e depois da partida no estádio Libertadores da América. Esse aliás, um aliado, afinal, em 15 decisões, contando essa, jamais a equipe perdeu em casa - 12 vitórias e três empates.
O rubro-negro carioca teve uma atuação boa, saiu na frente com belo gol do capitão e zagueiro Réver, e só não liquidou a fatura, mesmo antes de levar o gol de empate, porque mais uma vez faltou alguém assumir o jogo, chamar a responsabilidade de chutar sem medo de errar. Isso sem falar da ausência da persistência em pressionar o adversário em seu próprio campo e o desgaste, que poderia ter sido evitado se o time tivesse a competência no Brasileirão. Águas passadas e que não sirva de desculpa, apenas um fato que colaborou.
Ora, longe de ser exclusividade do time carioca em sair na frente e, a partir daí querer jogar por uma bola. E longe de ser apenas o Flamengo que peca pelas jogadas forçadas de maneira equivocada como quem deseja apenas se livrar da bola ou dar passe de efeito. Esse o caso de Everton Ribeiro, meia de qualidade e que ainda deve uma grande exibição no clube - Desta vez, o camisa 7 errou o passe simples, deu o contra-ataque rápido, ao envolvente time argentino que empatou o jogo com o "matador" Gigliotte e incendiou a partida.  
Depois do baque, ambas as equipes erravam muitos passes, e desperdiçavam boas chances, mesmo sem chegar à conclusão. Na segunda etapa o que se viu foi um Flamengo novamente recuado, e sim, bem cansado pelas desgastantes viagens nas últimas semanas - às vezes é melhor seguir "quente" no jogo do que esfriar para voltar. O time sentiu e sem criação, desorganizado e com os "velhos" erros bobos de marcação e espaços cedidos para ser atacado, sofreu a virada. Foi assim que saiu o segundo gol, aliás de rara felicidade de Meza, sem chance para César.
Foi aí então que Rueda resolveu tirar um de seus meias inoperantes - Diego foi o escolhido, assim como Paquetá. A missão de tentar buscar o empate ficou para Everton, recuperado de lesão e nitidamente sem ritmo de jogo e o veloz Vinicius Junior. O garoto teve personalidade para incendiar a defesa do Independiente e só não contou com a sorte e a presença de maturidade para olhar o jogo. Teve momentos que poderia ter tocado atrás e preferiu os cruzamentos equivocados, que diga-se de passagem é uma das armas do Flamengo que precisa urgentemente acabar. Com o que tem em mãos, o time precisa definitivamente tocar a bola no chão e com rapidez.
Até certo ponto, quando fez isso com Everton e Vizeu quase empatou. O primeiro sofreu falta na entrada da área e sem perigo na cobrança de Cuéllar, o segundo não estava em uma boa noite e perdeu duas boas chances. 
O torcedor tem que ter calma, pois essa falta de competência tende a dar certo no Maracanã, que lotado, incentivando e tendo a paciência junto com a equipe em campo, ajudará e muito pela sua mística para o título tão sonhado, almejado pela péssima temporada finalmente ser alcançado. Hoje o 2x1 foi um placar que dá a certeza de ser tirado - isso ficou provado quando o rubro-negro se impôs. 
A razão é simples - o time argentino, assim como o brasileiro permite jogar e dá muitos espaços. Resta aguardar para ver se a pontaria, à aparição de um jogador que chame o jogo e tenha vontade de decidir também surja na hora "h".
O tempo será primordial para uma melhora técnica e física - Rueda vai de Paquetá ou Everton? Everton Ribeiro e Diego saem como titulares e finalmente Vinicius Junior começará? Rodinei e Pará ou Trauco mantido? Tem muita coisa para o treinador colombiano pensar, e como todos gostam de ser treinadores, eu decidiria assim a minha equipe: César, Rodinei, Juan, Réver, Everton ou Pará, Cuèllar, Arão, Diego e Paquetá ou Mancuello e no ataque Felipe Vizeu e Everton ou Vinicius Junior. 
Vamos aguardar e ver se o histórico dia 13/12 traga novamente sorte ao Mengão. 
Até a próxima!

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