segunda-feira, 21 de agosto de 2017

POBRE BRASILEIRÃO - Por Rodrigo Curty

E lá se foi mais uma rodada do Brasileirão e aparentemente tudo se manteve como esperado. O Corinthians, apesar de sofrer a primeira derrota na competição, após 21 rodadas, segue bem folgado na liderança. A diferença para o Grêmio é de sete pontos e pode chegar a dez, uma vez que o Timão faz um jogo adiado contra a Chapecoense.
O torneio de pontos corridos é considerado o mais justo. Sim, todos se enfrentam em turno e returno. O problema é que pelo nível técnico do nosso futebol o formato faz com que falte cada vez mais empolgação, jogos vibrantes e equipes que levem cada jogo como uma decisão.
Ora, basta ver os times que antes do início eram os mais badalados - Palmeiras, Flamengo e Atlético MG para não citar mais nenhum. Com exceção do Galo que não investiu nem perto da dupla que conta hoje com cofres recheados, pensar que uma vaga na Libertadores está de bom tamanho é no mínimo um fracasso de planejamento.
O Palmeiras investiu milhões em busca da tão sonhada Libertadores. No fim, saiu não só dessa competição como também da Copa do Brasil e o Paulista. A diretoria trouxe Cuca e nem assim o time entra ou pior, parece entrar nos eixos. O rubro-negro não fica atrás em decepções só que ainda pode amenizar os investimentos. Apesar de eliminado ainda na primeira fase da Libertadores, no Brasileiro fazer uma campanha regular, o clube ainda sonha com a conquista da Copa do Brasil e Sul-Americana. A tarefa não será nada fácil, mesmo com o bom técnico Reinaldo Rueda aos poucos encontrando a melhor formação e estilo de jogo. Só que no mata-mata o time tem tradição.
E longe de menosprezar ou tirar o mérito de times como Corinthians, Santos, Cruzeiro, Atlético PR, Botafogo. Essas equipes mostram um futebol regular e de muito talento tático e algumas delas podem cair pela tabela. 
O líder, apesar de ter um elenco considerado o mais fraco é o que faz o melhor papel. Prova que o futebol é feito de planejamento, união, respeito ao que é pedido pelo treinador e principalmente e infelizmente pela burocracia que dá certo. O Timão joga um futebol pragmático e burocrático, e daí? O importante em pontos corridos é ganhar pontos e ser campeão, mesmo que no final das contas, o torcedor avalie a forma como a conquista se deu e entenda que Romero foi essencial no esquema.
É de valorizar os talentos individuais, e sim, também lamentar que o nosso futebol se contente em ver Jô, Henrique Dourado e Lucca sendo os principais artilheiros, enquanto o São Paulo segue a sua luta contra o rebaixamento depositando todas as fichas no bom jogador, porém reserva na China, Hernanes. Se contentar com tantos talentos à disposição de Cuca e Rueda, por exemplo e ao mesmo tempo ver um futebol sem alma, brio e beleza.
O calendário é outro grande problema, apesar de ter melhorado em comparação aos últimos anos. O time que conta com um grande elenco pode suportar todas as competições, o problema é que nem sempre esses fazem do elenco um time de onze jogadores. Caso novamente do Palmeiras que tinha tudo para ter um time certo para cada competição e não conseguiu sequer, jogar com um mesmo time por certa sequência. 
Por isso, a grande atração nesse returno será pela briga de quem sobrevive na elite em 2018. A mídia gosta de valorizar o que tem na tela, ou seja, hoje fazem drama com o São Paulo, Vasco e Atlético MG. Eu sinceramente entendo que o trio sofrerá para não cair à série B. E digo mais, o Botafogo, hoje décimo lugar com 28 pontos também corre riscos. A parte intermediária para baixo é o que anima a competição, apesar de jogos fracos, de equipes amedrontadas com medo de atacar. Podem me cobrar, saberemos ao certo quem deixará de permanecer na série A, somente na 35ª rodada e olhe lá. Até lá será um sobe e desce de equipes trocando de posições. Casos de Vasco, Ponte Preta, Coritiba, Bahia e até mesmo o Galo. Resta saber desses, quem terá força para fazer valer pelo menos a lição de casa que é de vencer sobre seus domínios, esse um quesito importante, vide o que ocorre com o Cruzmaltino. O time caiu nas tabelas, principalmente após perder o mando de campo, por culpa de seus "torcedores". Já Atlético GO e Avaí fazem uma força danada para retornarem à segundona.
Faça a sua aposta e aproveite o nosso pobre futebol.
Até a próxima!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

GALO AO CHEIRO VERDE - Por Rodrigo Curty

E o Brasil decepcionou mais uma vez na Copa Libertadores. Exceção ao Grêmio, que mesmo levando um susto no início para os argentinos do Godoy Cruz, virou a partida para 2x1, com gols para variar de Pedro Rocha. 
A noite poderia ser melhor para os brasileiros, só que o fantasma do "favoritismo" deu às caras. Depois da eliminação precoce do badalado Flamengo, desta vez, quem viu a "casa cair" foram outras duas agremiações tidas como as favoritas a ganharem tudo na temporada.
Pois é, quem poderia esperar que o Atlético MG fosse eliminado pelo frágil Jorge Wilstermann, da Bolívia, em pleno Mineirão? E para quem não se lembra, o time foi o primeiro na pontuação geral, ou seja, de nada valeu.
O fato é que o Galo foi cozinhado bem antes da partida. O clima, a falta de motivação, comando, sintonia time-torcida não existe há tempos na Cidade do Galo. Prova disso é o time, que no papel sem dúvida conta com um dos melhores do país, porém na prática ainda deve muito, afinal o que se viu foi uma falta de objetividade no duelo. Um gol bastava para tentar a sorte nas penalidades. Um vexame inesquecível para os atleticanos.
A ordem do presidente Daniel Nepomuceno é que o seu clube garanta vaga na Libertadores do ano que vem. Será que com Rogério Micale e sem possibilidades de reforços de peso, isso é possível? Claro que sim, basta entrar nos eixos e ter vergonha na cara. Vamos aguardar e esperar para ver se o Galo definitivamente sai da panela para não continuar sendo cozido.
Já O Palmeiras fracassou contra o "enjoado"time do Barcelona de Guayaquil, em plena Allianz Arena. O estádio estava pronto para a festa da classificação. O time de Cuca, para variar errou demais na hora da conclusão. Correu, correu, correu, levou sustos e não cansava de levantar bolas na área. 
Longe de querer criticar a escalação da equipe, uma vez que quem é responsável por isso é o treinador. De qualquer maneira, penso que Cuca se equivocou, respeitou demais e acreditava que sem um meia, um atacante de área, utilização de jogadores "cascudos" e apenas forçar a pressão na base de toques rápidos e chuveirinhos, chegaria a vitória com a diferença mínima de dois gols.  
O Palmeiras provou ser uma equipe normal, sem brilho e um verdadeiro "bando" sem identidade, sem um líder, sem um cara que chama o jogo e resolve. Mesmo em má fase, o jogo era para Borja, Michel Bastos ou Zé Roberto. Pelo menos um entrou e deu conta do recado. O "homem" da confiança de Cuca, Moisés que aos cinco minutos da segunda etapa fez o gol que trouxe a esperança da classificação.
Então pergunto: Se o jogador estivesse desde o início em campo, o time resolvia a partida? Mesmo sem condições, não era melhor arriscar desde cedo e depois se necessário o substituir para manter o placar necessário? O "se" não entra em campo, mas a chance era grande.
Daí para frente o que se viu foi uma correria desenfreada. Os espaços de sobra para o time equatoriano jogar, a trave salvando e um erro da arbitragem ao não marcar um pênalti claro para o visitante. Viu-se também o belo chute de Keno no travessão e por fim, o apito final para a dramática, lírica e patética decisão na marca da cal.
E se para muitos esse tipo de decisão é loteria, eu prefiro acreditar em competência. Infelizmente um time tem que sair derrotado. O nervosismo e a ansiedade se fizeram presentes nas cobranças de Bruno Henrique (bom que se diga que o goleiro Banguera se adiantou muito) e na derradeira do lateral-esquerdo Egídio fechando em 4x5.

Fim de um sonho, de um planejamento e de investimentos catastróficos. Início de uma cobrança por melhores dias, permanência ou saída de jogadores. Resta o Brasileirão, e convenhamos, esse "cheirinho verde" está bem longe de ser sentido no final do ano.
Até a próxima!
 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER - Por Rodrigo Curty

coluna do Flamengo
O assunto de hoje não é livro e nem cinema. Trata-se de futebol, que não deixa de ser uma arte e tão pouco, em sua atual conjuntura de vendas mirabolantes e jogos tecnicamente fracos possa ser comparado ao clássico do tcheco Milan Kundera.
Para quem não conhece a obra, uma pequena descrição para entender o que vem a seguir. O livro conta com enredos erótico-amorosos e se passa em um tempo politicamente opressivo. Traz uma reflexão da existência humana como um enigma que resiste à decifração. Mostra a escolhas e situações do acaso de seus protagonistas, que remete o peso insustentável que guia a vida e o reconhecimento da opressão, de forma que consiga suavizá-la
O romance tem muito a ver com a situação atual ou de alguns anos do Flamengo. Começando pela política do clube e longe de criticar a forma com Eduardo Bandeira de Mello e seus respectivos gestores conduzem o clube, principalmente no quesito financeiro.
Sem sombra de dúvida, o que se viu do Flamengo "no papel" no ano passado para esse é completamente diferente. A receita que entra e sai é absurdamente maior, assim como os nomes para vestir o manto rubro-negro.
Esse ao meu ver foi um dos principais aspectos que culminaram na demissão de Zé Ricardo. Se no ano passado, o comandante teve um rendimento extraordinário, mesmo caindo inexplicavelmente na reta final da competição, pelo menos via dentro do campo, um time com raça, entrega e sintonia entre os escalados e reservas. 
Nessa temporada, o peso ambicioso de conquistar a Libertadores e o Brasileirão naufragaram com os que chegaram para somar e sem nenhum planejamento, afinal toda semana era um ou outro que se juntava aos presentes.
A primeira queda, ainda na fase de grupos ajudou na sequência ruim, sobretudo emocional. A falta de competência, poder de reação, jogo bem definido, alternâncias táticas, confiança e união colabora para a diferença gritante de 18 pontos para o líder Corinthians.
O título nacional é uma ilusão e por que não entender que uma das vagas à Libertadores também? O time atual do Flamengo não tem nenhuma identidade com o clube, as tradições e só se fala em dinheiro, sócios-torcedores e trabalhar, trabalhar e trabalhar para mudar uma situação que não parece ter cura.
Assim a culpa maior vem sobre o treinador, claro. A mudança de comando sempre é válida se houver um desgaste e falta de pulso. A derrota por 2x0 para o Vitória, na Ilha do Urubu, estádio esse que veio com a ideia de ser um caldeirão, se transformou no inferno astral e a certeza da falta de comando de Zé Ricardo.
O treinador entrou com um estilo de jogo e uma escalação completamente diferente do que vinha fazendo. Entregou de vez os pontos e jogou para sorte a sua permanência. Acreditava como tantos rubro-negros que o elenco desse calibre rendesse se jogasse solto e sem medo de perder. Tinha tudo para dar certo se não fossem os mesmos erros dos jogos anteriores. Laterais que viram avenidas, zagueiros lentos e um meio que toca, toca, toca e não arrisca chutes, que insiste em chuveirinhos, não ousa em jogadas individuais e que não têm confiança.
Hoje o Flamengo busca entender a opressão de seus apaixonados torcedores. Tenta juntar os cacos, buscar a cura para amenizar a crise escancarada. Tenta recuperar o prestígio, a confiança dos que pagam altos valores pelo ingressos, dos que se associam, dos que não darão paz ao presidente e diretor de futebol Rodrigo Caetano e que desejam ainda as "cabeças" de Muralha, Rafael Vaz, Márcio Araújo, Gabriel, e por aí vai.
A tendência, se vierem os resultados é de um acordo de paz, principalmente porque um dos que desejavam a saída partiu - Zé Ricardo com seus 62,6% de aproveitamento nos longos 432 dias no comando e no currículo, a conquista do carioca desse ano e suas 47 vitórias, 25 empates e apenas 17 derrotas.
A ferida precisa ser estancada logo, independente de quem venha à assumir. Dizem que deve ser um nome de peso, um cara de pulso, que vibre e faça o time vibrar. Outros acreditam em nomes conhecidos, paizões e de identidade com o clube. Por fim, os mais pessimistas, pensam em soluções caseiras ou "inventadas" por essa diretoria que faz muito bem a conexão com empresários,e que nos faz lembrar de gestões como a de Kléber Leite. Sim, muitos jogadores e nada de resultados no campo.
Faça a sua aposta, alguns nomes como Carpegianni, Dunga, Jorginho, Oswaldo de Oliveira, Ricardo Gomes, Roger Carvalho e até de Reinaldo Rueda ventilam, mas quem assume mesmo, pelo menos até o jogo de quarta-feira contra o Palestino é o Sr. Jayme de Almeida.
Força ao Flamengo e pés no chão. O Brasileirão é ilusório, mas a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana é uma realidade, antes mesmo da obrigação.
Até a próxima!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

CORINTHIANS É LÍDER PELA COMPETÊNCIA - Por Rodrigo Curty

E o Brasileirão chegou a sua rodada de número 18 e o Corinthians ainda segue invicto. Dessa vez a vítima foi o Galo, em pleno Mineirão. Vitória por 2x0 com Jô voando e em uma fase espetacular na carreira.
A marca impressionante pode ainda ser histórica. Para se ter uma ideia em 2003, o Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo no comando e capitaneado pelo meia Alex chegou aos 100 pontos, sendo que no 1º turno terminou com 47 pontos. Na época o torneio contava com 24 clubes, assim é impossível não valorizar os atuais 44 pontos da equipe de Fábio Carille com menos partidas.
Se no início da temporada, a "quarta força" paulista aparentava ser apenas mais um coadjuvante, a cada rodada cala os críticos, não pelo futebol apresentado, e sim pela sua competência e frieza para vencer as partidas.
Quando falo de futebol apresentado, quero deixar claro que estou longe de valorizar o estilo de jogo, uma vez que sinceramente não me agrada, pois gosto de ver equipes ofensivas, jogando sem medo, mesmo que isso custe a vitória. É assim que acontece com equipes mais fortes no papel como Flamengo e Atlético MG, por exemplo. O Palmeiras, que também não escapa desse quesito deve ser lembrado porque é o melhor das últimas dez rodadas. O time de Cuca aos poucos se reencontra com o bom futebol ou melhor com a melhor forma burocrática de vencer as partidas. Em pontos corridos é o que vale.
De qualquer maneira, o Corinthians merece respeito. O time joga um futebol pragmático, inteligente e acima de tudo com muita personalidade. Não é à toa que hoje já conta com a melhor campanha na "era" dos pontos corridos. Um aproveitamento de 81,5% (13V e 5E). Fora isso, mesmo quando "peca", mantém a longa margem de distância dos que correm atrás. Grêmio e Santos com uma diferença de oito e dez respectivamente devem crescer ainda mais e jogam um futebol que o público gosta de ver. Isso não é certeza de conquistas, mas de lembranças mais positivas para os amantes do esporte Bretão.
É bem verdade que ainda teremos um segundo turno inteiro pela frente. Serão mais 19 rodadas e muita coisa pode acontecer. O fato é que por ser tão forte em casa, dificilmente o Timão fica sem essa taça no final do ano. O motivo é simples. A equipe venceu jogando fora equipes como Vitória, Vasco, Grêmio, Palmeiras, Fluminense e Atlético MG. Essas que dificilmente são batidas em casa. 
Vamos aguardar para ver o que acontece, enquanto isso, o elenco questionado e considerado sem banco segue a sua jornada e merece a liderança. Faça a sua aposta e até a próxima!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

FUTEBOL CHATO OU JUSTO - Por Rodrigo Curty

O futebol brasileiro está muito enjoado. Como se já não bastasse o nível técnico ser tão ruim, a falta de preparação adequada para os profissionais, sobretudo da arbitragem, polêmicas desnecessárias e muita, mais muita hipocrisia têm cada vez mais destaques.
Os erros sempre existirão porque o esporte é feito de seres humanos. Errar e acertar faz parte de qualquer coisa na vida ou pelo menos deveria ser assim. O que dói é ver o time que torcemos ser o prejudicado da vez, uma vez que quando é beneficiado, simplesmente entendemos que o azar é do outro. 
O curioso que os dois lances mais polêmicos no intervalo de quatro dias envolveu o Flamengo. O rubro-negro na quarta-feira, pela Copa do Brasil teve uma penalidade marcada a favor do Santos e depois tirada, uma vez que o quarto árbitro informou ao árbitro principal, no caso Leandro Vuaden, de que não houve a penalidade. O que deveria ser aplaudido virou revolta e pior, o repórter da Globo Eric Faria foi acusado de ter sido o responsável em informar o fato "real" e ainda foi ameaçado de morte. Já o clube carioca foi acusado de ser ajudado pela Globo.
Muito bem, domingo chegou e com ele o clássico das multidões entre Corinthians e Flamengo. O jogo foi de um time por tempo. O Timão, líder absoluto do certame antes de marcar o seu gol, havia feito com o mesmo Jô, um legítimo e que de forma bisonha, lamentável, ridícula e catastrófica foi anulado pelo assistente Pablo Almeida da Costa.  
O jogo seguiu e o time da casa que vencia por 1x0, levou na etapa final um tremendo sufoco e acabou sofrendo o empate e só não foi derrotado porque esse ainda não era o dia. 
Na coletiva, veio o que se esperava. Pouco assunto da partida e apenas perguntas sobre o erro grotesco de Pablo. Fábio Carille, técnico corintiano estava revoltado com o erro e tem razão. O presidente do clube Roberto de Andrade também foi outro que reclamou e muito. E é bom que se diga que ambos reconheceram também que o Corinthians já foi beneficiado de forma equivocada na competição. 
Longe de achar que é bonito termos um dia de caça e outro do caçador e muito menos achar que afastar os péssimos árbitros fará a diferença. É preciso uma preparação séria, profissional e rodiziar os trios que ao invés de entrosamentos, seguem fazendo lambanças. Basta analisarmos que muitos dos erros ocorrem do mesmo trio. 
A imprensa também ajuda e muito nas polêmicas. Ontem por exemplo, houve quem questionasse aos jogadores do Corinthians se esse erro não foi de má fé para equilibrar o campeonato. Ora, isso é o cúmulo do ridículo. Todos foram e muitos ainda serão "ajudados" e "prejudicados" na competição.
Enquanto não houver educação nas quatro linhas, hombridade, fair play dos próprios atletas, essas polêmicas seguirão sendo mais manchetes do que os lances que valem ser comentados.
Por isso, sou sim a favor da tecnologia igual ocorre no vôlei, no tênis e no basquete, por exemplo. Na dúvida, vale a pena pedir o desafio. Fazer o que é certo. Mesmo que Carille e tantos outros entendam que isso fará do futebol algo chato, eu pergunto: É melhor correr esse risco de ter um futebol mais justo no quesito arbitragem ou se acostumar com essas bizarrices que vemos rodada a rodada no Brasileirão?
Pense, enquanto isso a bola continua rolando sem brilho e com espetáculos pobres, de conceitos de posse de bola sendo mais valorizado que a falta de gols, de equipes que perdem chutando o triplo, dobro dos que têm a competência de vencer com apenas dois, três chutes por partida. E viva o eterno 7x1.
Até a próxima!
 



quarta-feira, 26 de julho de 2017

FLAMENGO PERDE E AVANÇA - Por Rodrigo Curty

A Copa do Brasil já conheceu o primeiro duelo das semifinais de 2017. Flamengo e Botafogo farão o clássico regional na competição. 
O Botafogo derrotou o Atlético MG por 3x0 e manteve a hegemonia no duelo, afinal eliminou o Galo nas últimas oportunidades em que estiveram frente a frente no torneio (2007, 2008 e 2013). O Glorioso joga um belo futebol e é cirúrgico. Jair Ventura é um excelente comandante.
Já o rubro-negro encarou o Santos na Vila Belmiro. A partida eletrizante. O Peixe precisava vencer por pelo menos 2x0 para tentar avançar e o Flamengo buscava um gol para ter aumentar ainda mais a sua vantagem. E foi o que aconteceu - Berrío abriu o placar. Daí para frente a equipe de Levir Culpi buscava o resultado de 4x1. E não é que quase conseguiu? Pois é. Bruno Henrique empatou com um golaço, depois poderia virar a partida, após "sofrer" pênalti de Réver. Calma lá, Leandro Vuaden marcou e depois com a ajuda do quarto árbitro, que viu o certo, o desvio apenas na bola, voltou atrás. A polêmica foi desnecessária e convenhamos não seria tão apimentada se a segunda etapa fosse diferente. O Flamengo com Guerrero fez 2x1 com menos de um minuto. Era preciso mais três gols e lá foi o Santos. Com falhas grotescas de Rafael Vaz e Muralha marcou dois gols com Copete e Victor Ferraz em apenas um minuto e, ainda no fim com Copete novamente chegou aos 4x2. 
A Vila Belmiro viu uma partida e virada memorável de sua equipe. Agora polemizar que houve colaboração de jornalista, no caso Eric Faria para à não marcação da penalidade é no mínimo covarde. Penso que jornalista deve fazer apenas o seu papel, ou seja cobrir o evento e quando for perguntado pela emissora opinar. Jamais deve se envolver em decisões ou abrir a "boca" para falar o que viu, ele não é torcedor e sim um profissional.  Agora, também chegar ao ponto de ser ameaçado e acusado de ter interferido no resultado é lastimável. 
A questão que fica é que se o Flamengo que também teve um gol mal anulado na primeira etapa, estivesse vencendo ou perdendo de 2x1, dificilmente valorizariam o fato. Por isso deveríamos ter dois aspectos para se pensar - A ajuda da tecnologia de uma vez por todas para coibir a falta de fair play, malandragem e erros grotescos. E o pulso do árbitro em seguir com sua convicção, mesmo que absurda, ou seja, marcou o pênalti mesmo que equivocadamente, sustente a decisão.
Os dois times seguem firmes no G4 do Brasileirão. Contam com dois elencos interessantes e precisam entender que sempre estarão vivenciando erros e acertos da arbitragem, infelizmente isso não é exclusividade de ninguém, o que não pode é buscar coisas que não existem. 
Parabéns ao Flamengo, que avançou e que tem em Zé Ricardo uma incógnita. Prefiro acreditar que o treinador escale certos nomes para que os mesmos tenham mercado e saiam do clube e não por opções táticas. Vamos aguardar os próximos capítulos.
Até a próxima!
 

domingo, 23 de julho de 2017

O ETERNO WALDIR PERES - Por Rodrigo Curty

E hoje o futebol brasileiro ficou mais triste. Waldir Peres Arruda, o Waldir Peres sofreu um infarto fulminante aos 66 anos de idade.
O ex-goleiro, nascido em Garça, interior de São Paulo que iniciou a carreira no Garça FC, passou pela Ponte Preta em 1970, viveu o auge da carreira de 73 a 84 no São Paulo e ainda vestiu as camisas do América -RJ(84), Guarani(85 e 86), Corinthians(86 a 88), Portuguesa e Santa Cruz em 88 e, encerrou a carreira na Ponte Preta em 89 foi vencido pelo coração. Como treinador comandou durante 22 anos, de 1991 até 2013, equipes como (São Bento, Inter de Limeira, Nacional, Ferroviária  Oeste, Itabaiana-SE, Rio Branco-PR, Uberlândia-MG, Vitória-ES e Grêmio Maringá-PR.
É claro que não podemos esquecer da passagem de Waldir Peres pela Seleção Brasileira. Participou de 3 Copas do Mundo (74 e 78 na reserva e 82 na equipe titular). Quis o destino que participasse daquele time histórico, que encantou o mundo e infelizmente sucumbiu contra a Itália de Paolo Rossi. Se não há maior, com certeza uma das maiores derrotas do futebol mundial.
Muitos não sabem, mas Waldir como titular pela Seleção jogou 39 partidas e perdeu apenas essa partida. Fez defesas antológicas nessa Copa. Conquistou a Copa Rio Branco, a Copa Roca e a Taça do Atlântico. 
Em toda a sua carreira, porém, o time que mais agradece a sua presença é o São Paulo. No tricolor, o camisa 1 teve a fantástica marca de 617 partidas(perdendo apenas para Rogério Ceni). Conquistou 296 vitórias, 193 empates e apenas 122 derrotas. Levantou as taças do campeonato paulista de 75,80 e 81 e o brasileiro de 77, o primeiro do time paulista contra o Atlético MG, em pleno Mineirão. A conquista ficou marcada pela "malandragem" do arqueiro, que apesar de não pegar nenhuma cobrança, sem dúvida colaborou para que três (Toninho Cerezo, Joãozinho Paulista e Márcio) mandassem a bola para fora da meta.
Waldir Peres foi ídolo dos mais jovens são-paulinos. Era o "cara" que toda criança gostava de falar o nome nas partidas de rua, clubes e aonde quer que a bola corria, principalmente quando tinha uma penalidade máxima. Sim, Waldir também era pegador de pênaltis. Como se esquecer das defesas no histórico 19 de maio de 1981, quando o Brasil encarou a Alemanha em Stuttgart, vencendo por 2x1 e o lateral-esquerdo Paul Breitner, que nunca havia perdido uma penalidade na carreira, perdeu duas. A primeira no lado direito e na nova cobrança na esquerda? 
Waldir Peres deixa três filhos (dois homens e uma mulher) e uma noiva. Sem dúvida deixará saudades e uma marca importante, pelo menos para mim no que avalio dos goleiros. Goleiro bom é aquele que leva frango e se supera, é aquele que deixa sua marca e causa nervoso nos adversários. Aquele que tem maturidade de saber que errou e humildade quando faz o seu papel em campo. Vai com Deus Waldir.

Até a próxima!